O transporte lá

Não se vive nos EUA sem carro. Em certas cidades não sequer transporte público digno do nome. Eles não são a Europa. Na Califórnia, a civilização dependente do automóvel chega ao auge. É o que se diz… de Los Angeles. Mas, os EUA não são uniformes. E San Francisco não é Los Angeles. Na realidade, das cidades americanas que conheço, é a que mais se aproxima em alguns aspectos, de algumas da Europa.

Há transporte público. Diversos. Como SF é a metrópole de uma área bastante povoada, a Bay Area, há trens de superfície para distâncias curtas, para distâncias longas (que interligam a área) e ônibus. Há forte desestímulo a estacionamento no centro e em algumas áreas da cidade (são caríssimos). E há uma cultura de bicicleta e estacionamento, tanto de bicicletas quanto de carros nas estações (não todas) do metrô e dos trens. Há também sistema regular de transporte marítimo entre localidades à beira da baía. É muitas vezes mais rápido – dependendo de onde você mora.

Isso nos influencie e influencia toda uma cultura de habitação. É melhor e mais valorizado morar perto das estações.

Nossa ideia é ter um carro, que ficará com Daniela. E eu ir à escloa de transporte público.   Que pode ser, preferencialmente o BART (Bay Area Rapid Transit – www.bart.gov). Se morar na direção do vale do Silício, o Caltrain (www.caltrain.gov). Se for em Marin County, do outro lado da Golden Gate, pode ser o ônibus (www.muni.gov)  ou mesmo (sonho), o barco  www.baycrossings.com.   Por enquanto, só planos. Sorte que a escola fic abem pertinho, a pé, da estação principal de SF, o Embarcadero. A qual, pelo nome, é também porto dos barcos que cruzam a baía.

 

“Get around round round I get around

From town to town

Get around round round I get around

I’m a real cool head”

I get around – Beach Boys

Planos, planos…

As conversas familiares sobre a nova vida foram e tem sido intensas. Onde morar? Ter carro ou não? Transporte público? Como as crianças iriam à escola? Teria aquele ônibus “School Bus” amarelo, com um(a) motorista mascando chiclete e mandando as crianças entrarem? E a moradia? O “sonho americano” de uma casa sem muros, com jardim e vizinhos se cumprimentando durante o corte de grama e olhando as conquistas uns dos outros (o carro, a casa etc). O churrasco de máquina, os almoços rápidos, os seriados de TV.

Muitas referências. Mas pelo que conheço dos EUA, tudo é muito miscigenado. Não há mais padrões rígidos. Não sabemos ainda onde vamos morar exatamente, nem se será casa ou apartamento. Decidimos ter um carro, só, e morarmos em um lugar de onde eu possa ir à escola (no centro de San Francisco), de ônibus, metrô ou qualquer transporte público (no caso de lá, de BART, Caltrain ou Muni).

Por enquanto, essas são as únicas deliberações. Não são certezas. A certeza mesmo é que devemos aproveitar ao máximo a experiência. Ao máximo, seja como ela for.

“Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser”

O Amanhã – Simone