A intuição

Durante o assalto das dúvidas, a intuição vem salvar. Olhando para trás, muitas foram as circunstâncias que levaram à decisão, à procura, à aceitação, aos planos. As coincidências foram muitas, assim como muitas foram as provas, as evidências de que era a hora. O sonho antigo voltando à memória. E o ideal desse sonho se casar bem com a expectativa da nova realidade. Tudo compensa o risco. Risco sim. Existente. Aos olhos de muitos, uma interrupção da carreira. Mas, se não se ousa em determinado momento da vida, quando o faremos?

Toda reflexão a respeito, mesmo com aspectos puramente racionais, revela que era a hora.

O sonho leva à realidade. E à sua transformação. O não sonho leva à morte.

Tudo estava na “listinha”, na Bucket List. Tudo é para ser. Tudo será.

 

“Ventura Highway in the sunshine
Where the days are longer
The nights are stronger than moonshine
You’re gonna go…  I know
Cause the free wind is blowin’ through your hair
And the days surround your daylight there”
Ventura Highway – America

O sonho

Quem não pensa no que vai ser no futuro? Se é menino, é bombeiro, astronauta, médico, engenheiro, policial. E quem dentre os que pensam nisso (todos), tenta de alguma forma por em prática? Ou deixa “vida me levar”  para o que der?  A gente escolhe algumas coisas e se conforma com outras. Alguns lutam bravamente para dar sentido à existência. Outros esperam que a existência em si mostre esse sentido. Todos temos um pouco de cada, em muitos momentos da vida.

Como todos, também pequeno pensei no que queria ser. Dei cabeçadas. Gostei de uma área. De mais de uma. Segui-a. Consegui de certa forma progredir nela. Empreendi, arrisquei. Realizei-me muito.  Uma das coisas que sempre gostei foi de conhecer outras culturas. Me fascinava a ideia do intercâmbio –coisa que não pude fazer na  adolescência. Mas, mesmo sem ter feito, como já postei, fiz amizades e conhecidos fora. E até morei em outro estado, por 5 anos, o Rio Grande do Sul, de onde tenho as melhores lembranças e excelentes amigos.

Mas, mais velho, marido e pai, profissionalmente estabelecido, será que ainda dava para fazer o intercâmbio? De que forma?

Enquanto há vida há esperança. Havia sim.

“Há tempos tive um sonho”
Há Tempos – Legião Urbana