A planilha de gastos

Uma das coisa importantes no planejamento de uma viagem dessas é , claro, obter o máximo de informações possíveis sobre a vida lá. Para nós,  isso incluiu até custos esquecidos, com a taxa de lixo que se paga. O transporte público foi computado, um valor mensal para lazer – mais ou menos como fazemos aqui em casa. Mas a facilidade de se ter dados de lá foi ótima. Temos já, mês a mês uma planilha de custos estimada. Claro que a realidade nos forçará a adequar muita coisa. Mas creio que muito já está próximo do que vai de fato ser.

Temos estimativa do aluguel, do carro, da gasolina, do lazer, do lixo, da internet, dos celulares,  da mensalidade, do seguro saúde, e uma ideia do supermercado mensal.

Assim que tiver lá, compartilharemos o que bate do idealizado com a realidade. Falta pouco. Tá chegando a hora!

 

“Cuidado com o destino
Ele brinca com as pessoas”

Meu novo mundo – Charlie Brown Jr

A intuição

Durante o assalto das dúvidas, a intuição vem salvar. Olhando para trás, muitas foram as circunstâncias que levaram à decisão, à procura, à aceitação, aos planos. As coincidências foram muitas, assim como muitas foram as provas, as evidências de que era a hora. O sonho antigo voltando à memória. E o ideal desse sonho se casar bem com a expectativa da nova realidade. Tudo compensa o risco. Risco sim. Existente. Aos olhos de muitos, uma interrupção da carreira. Mas, se não se ousa em determinado momento da vida, quando o faremos?

Toda reflexão a respeito, mesmo com aspectos puramente racionais, revela que era a hora.

O sonho leva à realidade. E à sua transformação. O não sonho leva à morte.

Tudo estava na “listinha”, na Bucket List. Tudo é para ser. Tudo será.

 

“Ventura Highway in the sunshine
Where the days are longer
The nights are stronger than moonshine
You’re gonna go…  I know
Cause the free wind is blowin’ through your hair
And the days surround your daylight there”
Ventura Highway – America

O que levar. O que deixar. O que vender. O que doar. Amigos & armazenagem

Começando pela metáfora,  em momentos de ruptura, de sacudida, a gente revê a vida. As ações passadas, o que foi feito até hoje, os planos futuro. O que construímos. O que ainda vamos construir. Como melhorar.  O que sobra em nossa vida…

E  uma mudança física, de fato, e dessa magnitude, é bom rever também o próprio lado material mesmo. Poderemos levar pouca coisa, claro, considerando os limites internacionais de bagagem. Nos EUA produtos são mais baratos. Isso contribui para a ideia do descarte.

Aí, a gente vê quanta coisa tem em casa. Que não usa. Que nunca vai usar. Que pode servir a outros. Que pode ser doada. Que pode ser vendida, para fazer caixa. Assim, fizemos a classificação

Faremos um bazar, com coisas que serão vendidas e servirão para a montagem da nova casa. Outras, serão doadas. E como vamos alugar nosso apartamento daqui, mobiliado, para ajudar no aluguel de lá, muita coisa deverá ficar armazenada. O problema é: aonde?

Não há empresas que alugam espaço de armazenagem. Ou se há, não compensam os preços. Recorremos, claro, a parentes e amigos. Alguns espaços disponíveis e gentilmente cedidos serão usados por nossas caixas. Aqui, agradeço, com sempre à Mamãe, à prima Ana Lúcia e ao bom amigo Iuri.  Eles ficarão com nosso “espólio” até a volta.

Houve por alguns instantes a dúvida se deveríamos ou não alugar o apartamento daqui, mobiliado. Após ver os aluguéis de lá, a dúvida se dissipou. Foi mágico…

E para quem não viu, uma olhadinha no vídeo promocional Bazar dos Gaspar, da venda que fizemos:.

“Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais”
Gentil Loucura -Skank

 

O auxílio luxuoso

Sei que o que vou dizer não é comum. Nem uma facilidade disponível a todos. Mas, teremos essa facilidade. Minha mãe  minha prima irão conosco, passar o primeiro mês com a gente. Isso, além de minimizar para elas o impacto da saudade (dos netos, da afilhada), nos ajudará muito. Poderemos sair para pesquisar casa, carros, tirar carteira de habilitação, e o que for mais necessário. Vai ser bom também ambientá-las, confortá-las vendo a nossa situação e passear pela nova cidade, aproveitando a oportunidade para explorar e turistar. Minha mãe é muito ligada aos netos. A dor vai ser na volta. Mas, como é por pouco tempo, a tecnologia amenizará a distância. Com as ferramentas de hoje. Pior se fosse antes. A passagem por Atlante serve também para amenizar a distância e o desconforto da viagem.

 

“No dia em que saí de casa minha mãe me disse filho vem cá

Passou a mão em meus cabelos, olhou em meus olhos começou falar

Por onde você for eu sigo com meu pensamento sempre onde estiver

Em minhas orações eu vou pedir a Deus

Que ilumine os passos seus

Ela me disse assim meu filho vá com Deus

Que este mundo inteiro é seu”

No dia em que eu saí de casa – Zezé de Camargo

Anakin – que a força esteja com você

Nunca havia tido cachorro. Minha mãe nunca gostou e nos influenciou a esse respeito, sobre o trabalho que dava etc. Já Daniela sempre teve. Casamos, tivemos filhos. E a ideia de ter um cachorro foi adiada. Embora eu confesso que tinha essa curiosidade.

Um belo dia, decidimos embarcar nessa. Compramos um filhote de maltês. Pequenininho, branquinho.  Ao Léo, meu filho, o mais resistente a isso, foi dado o direito de escolher um nome para ele. Por ser fã de Star Wars, escolheu Anakin. Um nome simpático, desde que fique no ‘lado certo da força’.

Virou membro da família. Mansinho, calmo, dado, carinhoso. Fantástico. E agora vamos levá-lo também a experiência internacional.

Mas aqui também, nada é fácil. Como já disse em outros posts, as informações são desencontradas. E as regras, algumas, chegam a ser absurdas. Se ele for em canil (porta cão) no portão, em algumas empresas, se a temperatura NO DIA do voo, nas cidades em que se tem escala estiver muito alta ou muito baixa, eles se recusam a levar. Difícil contar com uma insegurança dessas. Para ir a cabine, conosco, algumas levam, outras não. Cobram taxa, ora fixa, ora variável de acordo com o peso.

Há dimensões máximas do porta cão. Claros, que muda de acordo com a empresa. E há uma regra estranha, de que não levam cachorros de raça com focinho curto (boston terrier, boxer, buldogue, cavalier king charles spaniel, chow chow, dogue de bordeaux, grifon de bruxelas, lhasa apso, pequinês, pug e shih tzu). E outra, que diz que na cabine, só pedem ir no máximo 7 cães por voo. Como a gente vai saber???

Não é fácil. Mas não é impossível. Nem adiantaria colocar aqui a via crucis. Ou “via Canis” toda. Mas, com pesquisa, teimosia e determinação, dará certo.

Ah, e os americanos criaram um companhia aérea muito boa para levar animais. O nome é PET AIRWAYS (http://www.petairways.com/). O problema é que só voa nos EUA.  E só leva animais. Os donos não entram…

 

“Vamos embora companheiro, vamos!

Eles estão por fora do que eu sinto por vc.

Me dê sua pata peluda vamos passear, sentir o cheiro da rua.

Me lamba o rosto meu querido lamba, e diga que também vc me ama

Eu quero ver seu rabo abanando, vamos ficar sem coleira”

Vida de Cachorro – Mutantes

 

O voo

A distância em voo para os EUA, considerando as diversas opções que existem, mesmo saído de Fortaleza, não é tão grande. Porém os EUA são um país grande, e a costa oeste, onde fica San Francisco, é muito mais longe do Brasil. Isso significa que há pouca oferta de voos. E eles duram muito. E são mais caros, que o batido destino de Miami. E que há pouquíssima promoção para lá. Isso pode mudar, mas por enquanto não mudou.

De Fortaleza não há atualmente voos diretos para os EUA. Há com escala em Belém e Manaus.  Ou por SP, por BSB, por Recife, mais perto. Mas, para cidades da costa leste ou próximas (SP tem mais ofertas, mas descer até SP é tempo…).

Quando fomos, usamos o recente voo da Lan (FOR-SP-LIMA-SF). Ótimo. Porém longo. O horário dele atualmente mudou. E seus preços são sempre altos em comparação com outras opções. Pela American temos FOR-REC-MIA-SF. Pela Delta, FOR-BSB (ou SP, ou GIG)-Atlanta-SF. Pela United  temos FOR-SP-Houston (ou JFK)-SF. Sempre longos, sempre longe. A TAM não dá opção.  Fazer o que?

Optamos pela Delta, por uma série de razões. Dentre as quais, como já mencionamos, a escala em Atlanta, onde temos parentes queridos, e a facilidade de levar o cachorro na cabine. E o preço era razoável.

Será FOR-BSB (escala de 3h) – Atlanta (escala – solicitamos – de 10h, para parar e descansar na casa da Camille) – SF.

 

 

“Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Vôo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som”.

O avião –Toquinho

O transporte lá

Não se vive nos EUA sem carro. Em certas cidades não sequer transporte público digno do nome. Eles não são a Europa. Na Califórnia, a civilização dependente do automóvel chega ao auge. É o que se diz… de Los Angeles. Mas, os EUA não são uniformes. E San Francisco não é Los Angeles. Na realidade, das cidades americanas que conheço, é a que mais se aproxima em alguns aspectos, de algumas da Europa.

Há transporte público. Diversos. Como SF é a metrópole de uma área bastante povoada, a Bay Area, há trens de superfície para distâncias curtas, para distâncias longas (que interligam a área) e ônibus. Há forte desestímulo a estacionamento no centro e em algumas áreas da cidade (são caríssimos). E há uma cultura de bicicleta e estacionamento, tanto de bicicletas quanto de carros nas estações (não todas) do metrô e dos trens. Há também sistema regular de transporte marítimo entre localidades à beira da baía. É muitas vezes mais rápido – dependendo de onde você mora.

Isso nos influencie e influencia toda uma cultura de habitação. É melhor e mais valorizado morar perto das estações.

Nossa ideia é ter um carro, que ficará com Daniela. E eu ir à escloa de transporte público.   Que pode ser, preferencialmente o BART (Bay Area Rapid Transit – www.bart.gov). Se morar na direção do vale do Silício, o Caltrain (www.caltrain.gov). Se for em Marin County, do outro lado da Golden Gate, pode ser o ônibus (www.muni.gov)  ou mesmo (sonho), o barco  www.baycrossings.com.   Por enquanto, só planos. Sorte que a escola fic abem pertinho, a pé, da estação principal de SF, o Embarcadero. A qual, pelo nome, é também porto dos barcos que cruzam a baía.

 

“Get around round round I get around

From town to town

Get around round round I get around

I’m a real cool head”

I get around – Beach Boys

Mudança – Parte1

fotoÉ parte do projeto. Metaforicamente, a mudança já começou bem antes. Na decisão, nos preparativos, nas tratativas. Porém a concretzação de tudo dá a certeza concreta, visível, além e de todas as evidências, do fato.

Pintamos nosso apartamento. Esvaziamos armários. Fizemos o bazar do desapego. Tiramos caixas e caixas de coisas. Esse processo é mias que meramente material. É psicológico, fislosófico mesmo. Como temos coisas. como dá trabalho!  E de certa froma, como alivia se desapegar.

A partir de hoje dez dias na casa de minha mãe. Com crianças e cachorro também. Um prepartivo.Uma prévia.

 

Correria, correria

Planeja-se, planeja-se. Procura-se pensar em tudo. Mas sempre tem correrias de última hora. Nosso apartamento daqui, que ficará alugado, pintamos e ajeitamos todo. Transtorno. Crianças na casa da avó. Caixas e mais caixas foram distribuídas entre parentes e amigo. Mas, ainda tem muito o que organizar, documentos a providenciar, a traduzir. Procurações a fazer. Tinha planejado estudar alguma coisa para fazer o exame de habilitação de lá. Não deu tempo. Tinha pensado em parar de trabalhar um pouco antes de sair. Não deu. É assim, com correria, com emoção mesmo. No final, tudo dará certo. nada é por acaso, e uma mudança destas também não seria! É bom que o sentimento de desapego vai se fortalecendo (nem dormindo em meu quarto estou). Uma preparação para a correria de lá e o que está por vir. Ganhamos experiência. A fé se fortalece.

Contato com os corretores de lá

Pesquisamos na Internet. Baixamos o Trulia (ver post de 16/06/13 – “O plano de Preparação com Tecnologia”). Sabemos dos locais que gostamos (são muitos). Ouvimos opiniões do grupo de brasileiros – e mesmo de americanos. Visitamos a cidade. Conhecemos locais. Sentimos o clima. Mandamos emails a alguns corretores, quando identificávamos no site residências para alugar com as quais nos identificávamos em termos de diversos aspectos.

Mas… muito cedo. Os corretores contatados dizem que os imóveis colocados para lugar geralmente têm desocupação imediata e pedem ocupação imediata. Apesar de nosso planejamento e mesmo ânsia, é difícil encaminhar alguma coisa para ocuparmos daqui a 3 meses. Temos que aguardar.

A ideia é, chegando mais perto, já deixar uns 10 imóveis com visita agendada. Até por que, por mais que se conheça na teoria, isso só se resolve na prática, “sentindo” a casa.

Calma… e planejamento. É isso.

 

“Qual é a minha casa?
Onde eu vou morar?
Quem me dá abrigo?
Quem vai me escutar?”

Duas Casas – Kid Abelha

O que faremos assim que chegar?

Estamos no “mundo das ideias” ainda. Mas é neste mundo que a realidade toma forma. Depois, no futuro, contaremos o que deu certo e o que não. Mas, a partir de pesquisas, conversas, dicas e um pouco de experiência e bom senso, montamos um plano do que fazer de imediato. É muita coisa.

Chegaremos por Atlanta. Temos parentes lá. Como a espera pela conexão é propositalmente longa, ficaremos com eles, descansaremos e seguiremos para SF. Chegando em SF, vamos para um hotel residência. Onde ficaremos os 6. Como eu e Dani termos muita coisa para resolver, minha mãe e prima ficarão com as crianças. E o hotel terá coisa para eles fazerem. Isso foi pensado.

Já marcarei o exame da carteira de habilitação da Califórnia daqui. E daqui estudarei a legislação. Já sei como é o exame. O bom disso é ter logo um documento americano. Abre portas, facilita. Daqui também já terei agendadas visitas em diversas casas. Nos locais que conhecemos ou elegemos como interessantes para morar. O contato com os corretores e o aplicativo Trulia ajudam muito.

Alugaremos um carro, mas ao mesmo tempo, procuraremos o nosso para comprar. Já tenho, após pesquisas, na faixa de preço que podemos, alguns modelos em vista. Um GPS é fundamental. Compraremos um também. Vou tentar abrir conta em Banco de lá, daqui. Não sei se dá, mas se der, ótimo. Para facilitar, seguindo conselhos, já abri conta no Citibank daqui. E a escola, muito solícita e profissional, indicou até gerente do Citi de lá para facilitar o trâmite. Pois bem, hotel, conta, carro, GPS, visitas. Casa.

O mais importante é decidir a casa e fechar o aluguel logo. Antes que tenhamos que sair do hotel… por que as aulas nas escolas das crianças lá começam ANTES da minha. E a matrícula na escola depende de já termos o endereço fixo. Essa é a corrida contra o tempo. Não gostaria que as crianças começassem depois dos colegas nas aulas. Já vai ser traumática a mudança o suficiente. Porém, essa limitação de chegarmos 30 dias antes, restringe muito. Por isso temos que planejar e adiantar o possível. Após a decisão da casa, dependendo do que existir nela, temos que mobiliá-la com o mínimo. Aí, é IKEA e Craigslist. Sobre a IKEA já me referi em outro post. O Craigslist merece um post a parte. O que vai dar certo desse plano?

Não sei. Mas informarei.

“Dos nosso planos é que temos mais saudades

Quando olhávamos juntos na mesma direção”

Vento no Litoral – Legião Urbana

 

Planos, planos…

As conversas familiares sobre a nova vida foram e tem sido intensas. Onde morar? Ter carro ou não? Transporte público? Como as crianças iriam à escola? Teria aquele ônibus “School Bus” amarelo, com um(a) motorista mascando chiclete e mandando as crianças entrarem? E a moradia? O “sonho americano” de uma casa sem muros, com jardim e vizinhos se cumprimentando durante o corte de grama e olhando as conquistas uns dos outros (o carro, a casa etc). O churrasco de máquina, os almoços rápidos, os seriados de TV.

Muitas referências. Mas pelo que conheço dos EUA, tudo é muito miscigenado. Não há mais padrões rígidos. Não sabemos ainda onde vamos morar exatamente, nem se será casa ou apartamento. Decidimos ter um carro, só, e morarmos em um lugar de onde eu possa ir à escola (no centro de San Francisco), de ônibus, metrô ou qualquer transporte público (no caso de lá, de BART, Caltrain ou Muni).

Por enquanto, essas são as únicas deliberações. Não são certezas. A certeza mesmo é que devemos aproveitar ao máximo a experiência. Ao máximo, seja como ela for.

“Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser”

O Amanhã – Simone

Preparando os filhos

Como preparar os filhos para a experiência? Sabemos que por mais que haja preparo  e expectativa, a realidade é que vai “pegar”, que vai transformar. Mas é necessário que algo seja feito.

Conversar, conversamos. Explicamos o que vai ser. Referências, eles têm. De forma mais forte, o mais velho, com 11 anos. Gosta de seriados pré-adolescentes americanos. O que inclusive já o faz  ter impressões estereotipadas e dramáticas – o que é natural.

O que fazer, além disso? Reforço nas aulas de inglês. OK. História americana. Pensamos e estamos pesquisando material. Conversas em família também.

Hoje, tive uma ideia. Ver um filme que mostra a vida americana, um pouco da história deles e que diverte muito. Qual é?

Forrest Gump. Um de meus filmes preferidos. Vê-lo sob essa ótica, com Dani, na companhia do Léo foi muito bom. Não pensei, por enquanto, em outros filmes. Em outras coisas para fazer dentro de nosso limite de tempo.

Aguardo sugestões. Sei que temos que correr. O tempo está passando. “Run Forrest”.

“Pai, vem me ensina a caminhar
Presença que constrói
Teu conselho sempre sera
rumo pra seguir
Teu exemplo me guiara
Enquanto eu viver
em tudo que fizer “

Amigo e Herói – Walmir Alencar

 

 

O Plano de Preparação – com tecnologia

 

Acredito que, apesar de trabalhosa e detalhada, toda a preparação para uma mudança dessas é infinitamente menor se comparada com o que se fazia antigamente, sem os recursos tecnológicos de hoje.

Pela Internet pesquisei tudo sobre a cidade. Seus bairros, preços, tipos de moradia, escolas etc. Claro que nada se compara com estar lá pessoalmente, mas a informação básica já tenho. Pelo Facebook, entrei em uma comunidade: “Brasileiros em San Francisco”, fiz amizades virtuais e conversei com muita gente, recebendo dicas preciosas. Aliás, um destaque: a comunidade é ativa e tem muita gente boa e disposta a ajudar.  Devem existir comunidades semelhantes em outras cidades.

Descobri também um site, uma empresa, que organiza eventos e encontros de expatriados em diversas cidades do mundo. Chama-se Internations.org. Expatriados  têm necessidades semelhantes, e uma delas sempre é a de se enturmar. Muito boa a iniciativa. Para se associar basta preencher seus dados, e para ser membro especial, pagar uma taxa.

Descobri também um aplicativo chamado TRULIA (WWW.trulia.com) que se revelou sensacional para San Francisco. Ele mostra casas e apartamentos anunciados, com fotos e preço. Escolas do local, com notas da escola (dadas por diversos critérios, site www.greatschools.org) e área de abrangência geográfica, um mapa da criminalidade no local, com as últimas ocorrências e de que natureza eram, quais as comodidades que existem e até um tal “Walkability Index” – usado para medir que serviços se encontram a uma distância a pé. Gostou do imóvel? É só clicar que ele já manda email em seu nome direto para o corretor. Até o Street view do Google da rua tem. Dá para se sentir lá. Um espetáculo.

Outra coisa boa que San Francisco tem , como “capital nerd” do mundo, é o Yelp (WWW.yelp.com) . O Yelp é um site de opiniões. Simples. Que tem, acredito, em vários lugares. Mas além de ser de lá (SF), tudo em SF é resenhado á exaustão pelo Yelp. E eles muito se guiam pelas opiniões lá contidas. Até sobre lugares e condomínios para morar.

Sobre esse assunto, lugares para morar, descobri também o Berkeley Parents Network (BPN), organização  voluntária que analisa, do ponto de vista de pais responsáveis, as condições de um local para criar crianças. Para alguns americanos, eles são excessivamente críticos e neuróticos. Mas sua opinião influi e para mim, se soma a outros recursos na hora de escolher o local para morar. E para entender a cultura de lá.

“Hey, I’m on that geek, geek,
Freaking technology technique.
Yeah, I flow tight, never leak,
I’m the future with a bunch of antique”.

Geekin’ – Will.i. am