Passagens na mão

No dia da graça de 23 de maio de 2013, foi dado o passo concreto. Compramos as passagens. Com as facilidades de hoje, não parece nada demais. Comprar pela Internet é fácil, e pesquisar, pelo menos para mim, é prazeroso. Porém, com todas as particularidades de nosso caso, ficou um pouco mias complicado.Teve exaustiva pesquisa e telefonemas para várias empresas. Na maioria, o pessoal era despreparado para responder perguntas fora do convencional.  Vejamos:

    1. A passagem seria de longa duração. Tradicionalmente, passagens aéreas só valem um ano. Um ano após a data da compra ou após a ida? Os sites são pouco elucidativos a esse respeito. Descobri que algumas companhias praticam uma forma, outras, outra;
    2. Queremos levar cachorro. Por ser pequeno, bom que vá na cabine conosco. Até por que é uma longa viagem. Qual a política das empresas? Quanto cobram? O que precisa? Nisso a confusão é grande. Descobri que para levar um cão aos Estados Unidos é muito mais fácil que para trazer de lá. O Brasil é mais burocrático. Brincando um pouco, o Brasil é os EUA para os cachorros. Só falta pedir entrevista no consulado. Os EUA dão VISA WAIVER para eles. E as empresas?  As melhores são Delta e United (Não por acaso, americanas). Em outro post, detalho mais isso.
    3. Por  irmos com cão, é importante termos escalas mais demoradas no Brasil. Teremos  que fazer uma  escala.
    4. Termos companhia de familiares no período inicial. Minha mãe e prima irão e ficarão uns dias conosco, para ajudar. Para não cansar minha mãe e como elas vão voltar sozinhas, tem que ser um voo bem pensado.

Ainda teve um problema. Como minhas aulas lá começarão no dia 9 de setembro, e o governo americano diz que com o visto de estudante, devemos chegar NO MÁXIMO 30 dias antes do início das aulas, queríamos ir assim que desse. Ou seja, chegando lá dia 10 de agosto. Mas o pessoal da escola recomendou chegarmos dia 11 para evitar alguma dúvida. Sabe-se lá se o agente de imigração não sabe fazer contas e diz que chegamos antes de 30 dias. Pensamos, pensamos e resolvemos não arriscar. O bom de ir num sábado também é termos amigos para nos deixar no aeroporto. E dar uma choradinha de despedida com eles.

Em resumo, foram tantas particularidades, que acabei recorrendo a agente de viagem. No caso, fui procurar o STB (Students Travel Bureau), que tirou diversas dúvidas, nos atendeu bem e encontrou o que queríamos.

Passagens na mão. Vamos dia 10 de agosto. Um sábado. Chegaremos lá no domingo, dia 11 de agosto. Sobre essa chegada, tem mais… comentaremos futuramente.

“…To be where little cable cars

Climb halfway to the stars”

I left my heart in SF–Tony Bennet