O primeiro corte de cabelo

WeirdHaircut

 

Uma necessidade que todos temos, e que quando nos mudamos requer algum esforço é… cortar o cabelo. Eu estava acostumado a cortar com o mesmo cara há uns bons anos. Ele mudou de lugar, continuei fiel a ele, em outro salão. Pois bem, agora a coisa é outra.

 

Perto de casa há dois salões. Um era parte de uma franquia (Supercuts) e eu tinha um cupom de desconto por ser recente no condomínio (mandaram para o correio). Fui lá mas estava já fechado. Fui no outro, perto do Shopping . Era uma vietnamita. Fui atendido. Ela não falava nem inglês. Ficou apontando com mímica, e falando as poucas palavras que sabia. Eu tentei dizer que queria curto, como queria. Ela não entendia.  Eu tive uma ideia, mostrei uma foto minha, no celular, de cabelo curto, do jeito que queria. Ela gastou todo seu inglês para dizer que aquela foto não era minha: “This NOT YOU” (ISSO-NÃO-VOCÊ). Coitada, ainda era cega…

 

Já viu a imagem da desistência? Pois é. Ali, desisti. Desisti e mandei ela cortar do jeito que quisesse… (disse yes para tudo). Não ficou legal, mas foi engraçado.

 

Descobri que alguns colegas passaram pela mesma experiência. Em Chinatown, um colega americano disse que no salão, nem perguntaram nada e começaram a cortar, para o desespero dele. (engraçado que nesse caso, o colega chinês disse que era assim que faziam na China – acho que estava brincando). Dani disse que se fosse com ela, ela entrava em pânico. Mulheres são mais ciosas de seus cabelos.

 

Pois é. Pois foi. Não vou mais lá.

 

O segundo dia de aula e os dois seguintes

IMG_8869Ana Luiza não queria ir. Mas foi. Leo, tranquilo. Na volta, veríamos. Averiguamos que o fato dela ter se perdido não era de todo verdade, tinha muito de drama também. Explicamos algumas coisas na escola. Ficou claro.

Quando fomos buscar, outro clima! Ana Luiza sorria, disse que havia gostado,fez uma amiga, contou do que fez em sala e já chamava a professora de Ms Reed (em perfeito sotaque). Léo havia também comentado mais. Houve matéria, mas não tarefa. Havia interagido com um colega. E muito com o professor de história (um dos que mais gostei também). Aprendeu a usar o cadeado. Porém, não conseguiu terminar o almoço a tempo. Ele se acostuma. E as coisas, começaram a entrar nos eixos. Graças a Deus!

 

No terceiro dia, ela teve uma “crise” de saudades. Reclamando que eu, a Dani, o Leo entendemos inglês. Ela não. Que está deslocada. Que só fala com um colga brasileiro (que quase não fala). Ela, acostumada a ,liderar, está sentindo. Mas isso passa, creio. E espero.

Após o drama, no quarto dia ela chorou um pouco, mas voltou feliz. Dizendo que gostou. Altos e baixos, expectativas e experiência. Choro e riso. É a educação, a mudança… e a vida.

O esperado, ansiado e temido primeiro dia de aula das crianças

IMG_8846 IMG_8874 IMG_8839 IMG_8843 IMG_8844 IMG_8872 Duas escolas. Relativamente perto do apartamento (tem que ser), porém um pouco distantes uma da outra. Pela idade e pela localização, Ana Luiza foi para uma elementary school e Leo para uma Middle School. Na matricula, como já falamos em outro post, foi tudo bem em ambas. Vamos de uma por uma…

Na segunda, antes do início oficial das aulas, que seria numa quarta, houve a entrega dos horários. Momento em que fomos nos, pais e o aluno à escola. Para receber orientações. Foi bom que o Leo pode ver a Parkside Middle – coisa que ainda não tinha feito.

Uma fila, rápida, para entregar um documento de vacina que estava faltando (eles nos avisaram por email após a matrícula, e vacinamos numa farmácia Walgreens). E então, fomos a um ginásio da escola para pegar outras coisas. Na entrada, um garoto bem desinibido, de cerca de 12 ou 13 anos, já aborda o Leo e faz um discurso bem estruturado, convidando a fazer parte do grêmio da escola (Student Council). Falava bem ele. Leo, em princípio não quis, mas gostou da ideia. Deixamos, claro, a critério dele. Em seguida, no ginásio, conhecemos os professores dele, que se apresentaram muito simpaticamente enquanto distribuíram material. Pública e gratuita, mas algum material pessoal era pago. Os cadeados dos armários (quem têm que ter segredos), os cadernos de cada matéria, os uniformes de educação física. Opcionalmente, o livro do ano – com fotos oficiais da turma. Quisemos esse, claro, para registrar todo o período. Recebemos o que eles chamam de planner – uma agenda. A escola arrecada também vendendo casacos oficiais com sua marca. Não obrigatórios, mas desejados pelos orgulhosos alunos. Estava lá também o presidente da PTA (Parent-Teachers Association), que participa e opina ativamente na escola,e que também promove eventos. Estava ali recrutando novos associados. Nos engajamos. Demos uma volta pela escola com o Leo e fomos embora.

Chegou o primeiro dia. Deixamos o Leo. Ele, querendo ser o tempo todo independente, dizendo que já conhecia as escolas americanas, de tanto ver Drake & Josh, Manual de Sobrevivência Escolar do Ned, Diário de um Banana e outros seriados. Quis ficar logo só. Deixamos. Não houve tempo de eu entrar lá. Fomos deixar, então, Aninha (6 anos).

Chegando na escola dela, ela bem insegura, vimos logo a lista de alunos. Era cedo ainda. Já dava para ver naquela lista uma amostra de toda a diversidade da região. Nomes ingleses, sim. Mas também espanhóis, árabes, russos e de nacionalidades não de cara identificadas. Um deles, Lucas Costa…só podia ser brasileiro. Descobrimos que era. Da turma dela.

Entramos. Ela foi (conosco) para um fila. Onde, virados para o diretor, no pátio, todos repetem um juramento à bandeira americana. Me lembrou de meus tempos de colégio. Bonito de se ver. Em seguida, entrou na sala. Uma sal de aula grande, muito aparelhada, inclusive com computadores. O lugar dela já marcado. Um crachá na mesa com o nome dela. Muitos pais apreensivos (primeiro dia de aula). Isso, muito parecido. A professora nos pede, assim como a todos os pais, para deixar a sala. Ela, ainda apreensiva, fica.

Fomos então para uma reunião na “cafeteria”, da escola. Com o diretor. Ele apresenta aos pais as mudanças no plano de estudos, aprovadas pelo governo da Califórnia, e enfatiza a necessidade da presença. Coloca que o repasse de recursos do governo à escola depende da presença, da assiduidade. E que uma falta, alem de prejudicar o aluno, prejudica e escola e a todos os colegas. Uma abordagem prática e direta. Foi bastante aplaudido quando disse que iria ficar full time naquela escola Descobrimos depois que ele antes dividia o papel de diretor com outra escola das imediações, substituindo outro, mas que esse ano ira ficar só lá. E que tem a fam de excelente diretor. Apresentou também a presidente do PTA daquela escola. Conversamos com ela. Muitas opções a considerar. Inclusive dividir carona.

Pagamos o lanche dela. Paga-se por semana. E fomos para a escola do Léo, fazer o mesmo. A grande expectativa ficou para o momento de ir buscá-los. Mas isso fica para o próximo post…

E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Primeiro Dia em San Francisco – Ao trabalho!

Ficamos num hotel perto do aeroporto, como já disse. Mas, como bônus, sem sabermos, em frente a um shopping, que tinha tudo. Primeira tarefa da lista, selecionar uma companhia telefônica. Fomos à AT&T. Fácil, rápido. Fizemos três linhas telefônicas. Uma para mim, uma para Dani e outra para Norinha, que está conosco. Já temos, pois, números de celular.

 

Elas ficaram no hotel. Fizeram supermercado e eu, fui à City (como chamam San Francisco) para a agência do banco com cuja gerente já tinha trocado emails e marcado. Peguei o Bart (metrô) e um ônibus no qual tive contato com a excepcional diversidade humana dessa região. No Baco, tudo muito fácil. Muito simples, com o passaporte e o I-20 (formulário do visto de estudante) na mão.

 

Conta aberta. Já, de cara, pedi transferência de recursos de uma conta no Brasil para cá.

Primeiro dia: Supermercado, Celulares, Conta em Banco. Ambientação. Pouca burocracia. Boa receptividade. Coisas dando certo!

San Francisco Airport – SFO

Chegamos no horário. Um voo longo, de quase 5 horas. Fuso horário novo (GMT -7), quatro horas a menos que o Brasil. Muitas, muitas malas retiradas. Uma delas (emprestada) veio quebrada. Compraremos outra, Compade Ronaldo! Pedimos reembolso. Retiramos o carro alugado, uma imensa Caravan, e o “carreguei” com todas as bagagens. O povo foi de taxi. Não cabiam as malas e as pessoas.

Trouxe toda a carga para o quarto (nada demais, apenas 13 malas grandes e 6 de mão) e desabamos no hotel. Felizmente, perto do aeroporto (Staybridge Suites SFO). Boa a experiência de dirigir novamente nos EUA. Muitos viadutos (lembrei dos protestos em Fortaleza). Trânsito intenso, mas tranquilo.

Não deu para ver a cidade. Nem nada. Apenas nos adequarmos á mudança e deixar o corpo se recuperar desses meses de preparação e da curta viagem de mais de 22 horas, ao todo.

A planilha de gastos

Uma das coisa importantes no planejamento de uma viagem dessas é , claro, obter o máximo de informações possíveis sobre a vida lá. Para nós,  isso incluiu até custos esquecidos, com a taxa de lixo que se paga. O transporte público foi computado, um valor mensal para lazer – mais ou menos como fazemos aqui em casa. Mas a facilidade de se ter dados de lá foi ótima. Temos já, mês a mês uma planilha de custos estimada. Claro que a realidade nos forçará a adequar muita coisa. Mas creio que muito já está próximo do que vai de fato ser.

Temos estimativa do aluguel, do carro, da gasolina, do lazer, do lixo, da internet, dos celulares,  da mensalidade, do seguro saúde, e uma ideia do supermercado mensal.

Assim que tiver lá, compartilharemos o que bate do idealizado com a realidade. Falta pouco. Tá chegando a hora!

 

“Cuidado com o destino
Ele brinca com as pessoas”

Meu novo mundo – Charlie Brown Jr

Anakin – que a força esteja com você

Nunca havia tido cachorro. Minha mãe nunca gostou e nos influenciou a esse respeito, sobre o trabalho que dava etc. Já Daniela sempre teve. Casamos, tivemos filhos. E a ideia de ter um cachorro foi adiada. Embora eu confesso que tinha essa curiosidade.

Um belo dia, decidimos embarcar nessa. Compramos um filhote de maltês. Pequenininho, branquinho.  Ao Léo, meu filho, o mais resistente a isso, foi dado o direito de escolher um nome para ele. Por ser fã de Star Wars, escolheu Anakin. Um nome simpático, desde que fique no ‘lado certo da força’.

Virou membro da família. Mansinho, calmo, dado, carinhoso. Fantástico. E agora vamos levá-lo também a experiência internacional.

Mas aqui também, nada é fácil. Como já disse em outros posts, as informações são desencontradas. E as regras, algumas, chegam a ser absurdas. Se ele for em canil (porta cão) no portão, em algumas empresas, se a temperatura NO DIA do voo, nas cidades em que se tem escala estiver muito alta ou muito baixa, eles se recusam a levar. Difícil contar com uma insegurança dessas. Para ir a cabine, conosco, algumas levam, outras não. Cobram taxa, ora fixa, ora variável de acordo com o peso.

Há dimensões máximas do porta cão. Claros, que muda de acordo com a empresa. E há uma regra estranha, de que não levam cachorros de raça com focinho curto (boston terrier, boxer, buldogue, cavalier king charles spaniel, chow chow, dogue de bordeaux, grifon de bruxelas, lhasa apso, pequinês, pug e shih tzu). E outra, que diz que na cabine, só pedem ir no máximo 7 cães por voo. Como a gente vai saber???

Não é fácil. Mas não é impossível. Nem adiantaria colocar aqui a via crucis. Ou “via Canis” toda. Mas, com pesquisa, teimosia e determinação, dará certo.

Ah, e os americanos criaram um companhia aérea muito boa para levar animais. O nome é PET AIRWAYS (http://www.petairways.com/). O problema é que só voa nos EUA.  E só leva animais. Os donos não entram…

 

“Vamos embora companheiro, vamos!

Eles estão por fora do que eu sinto por vc.

Me dê sua pata peluda vamos passear, sentir o cheiro da rua.

Me lamba o rosto meu querido lamba, e diga que também vc me ama

Eu quero ver seu rabo abanando, vamos ficar sem coleira”

Vida de Cachorro – Mutantes

 

O voo

A distância em voo para os EUA, considerando as diversas opções que existem, mesmo saído de Fortaleza, não é tão grande. Porém os EUA são um país grande, e a costa oeste, onde fica San Francisco, é muito mais longe do Brasil. Isso significa que há pouca oferta de voos. E eles duram muito. E são mais caros, que o batido destino de Miami. E que há pouquíssima promoção para lá. Isso pode mudar, mas por enquanto não mudou.

De Fortaleza não há atualmente voos diretos para os EUA. Há com escala em Belém e Manaus.  Ou por SP, por BSB, por Recife, mais perto. Mas, para cidades da costa leste ou próximas (SP tem mais ofertas, mas descer até SP é tempo…).

Quando fomos, usamos o recente voo da Lan (FOR-SP-LIMA-SF). Ótimo. Porém longo. O horário dele atualmente mudou. E seus preços são sempre altos em comparação com outras opções. Pela American temos FOR-REC-MIA-SF. Pela Delta, FOR-BSB (ou SP, ou GIG)-Atlanta-SF. Pela United  temos FOR-SP-Houston (ou JFK)-SF. Sempre longos, sempre longe. A TAM não dá opção.  Fazer o que?

Optamos pela Delta, por uma série de razões. Dentre as quais, como já mencionamos, a escala em Atlanta, onde temos parentes queridos, e a facilidade de levar o cachorro na cabine. E o preço era razoável.

Será FOR-BSB (escala de 3h) – Atlanta (escala – solicitamos – de 10h, para parar e descansar na casa da Camille) – SF.

 

 

“Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Vôo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som”.

O avião –Toquinho

Mudança – Parte1

fotoÉ parte do projeto. Metaforicamente, a mudança já começou bem antes. Na decisão, nos preparativos, nas tratativas. Porém a concretzação de tudo dá a certeza concreta, visível, além e de todas as evidências, do fato.

Pintamos nosso apartamento. Esvaziamos armários. Fizemos o bazar do desapego. Tiramos caixas e caixas de coisas. Esse processo é mias que meramente material. É psicológico, fislosófico mesmo. Como temos coisas. como dá trabalho!  E de certa froma, como alivia se desapegar.

A partir de hoje dez dias na casa de minha mãe. Com crianças e cachorro também. Um prepartivo.Uma prévia.

 

Correria, correria

Planeja-se, planeja-se. Procura-se pensar em tudo. Mas sempre tem correrias de última hora. Nosso apartamento daqui, que ficará alugado, pintamos e ajeitamos todo. Transtorno. Crianças na casa da avó. Caixas e mais caixas foram distribuídas entre parentes e amigo. Mas, ainda tem muito o que organizar, documentos a providenciar, a traduzir. Procurações a fazer. Tinha planejado estudar alguma coisa para fazer o exame de habilitação de lá. Não deu tempo. Tinha pensado em parar de trabalhar um pouco antes de sair. Não deu. É assim, com correria, com emoção mesmo. No final, tudo dará certo. nada é por acaso, e uma mudança destas também não seria! É bom que o sentimento de desapego vai se fortalecendo (nem dormindo em meu quarto estou). Uma preparação para a correria de lá e o que está por vir. Ganhamos experiência. A fé se fortalece.

Os condomínios ou as casas

Como decidir o tipo de imóvel para ficar por um ano? Casa, apartamento? O espaço é caro, mas gostamos de receber pessoas. E há muitas promessas de visitas daqui do Brasil. Sem falar nos que vamos conhecer por lá. O “sonho americano”,a  experiência completa requer uma casa. Tudo bem, pode não ser grande, mas uma casa. Nós que há tempos moramos em apartamentos, temos (pelo menos eu tenho) vontade de morar em casa , em local com segurança. O sonho americano inclui até o espaço para a churrasqueira a gás no quintal para fritarmos hambúrgueres às vistas dos vizinhos “John e Mary”…

Mas há condomínios muito legais, administrados por empresas, que já são entregues a quem aluga semi-mobiliados ou mesmo mobiliados. O que escolher? Temo  que façam com que nos sintamos em um hotel – o que é exatamente o que não desejo. É mais cômodo, os serviços de manutenção (que sabemos serem caros lá)  estão incluídos. Caso se quebre algo em casa, Señor Hernández vem consertar (desculpem o suposto preconceito, mas em geral são imigrantes que fazem esse serviço). É mais fácil para quem fica em casa, tem mais espaço de convivência par aas crianças. Mas imagino que seja “hotel-like”. E não tem tanta privacidade como uma casa.

Mas, tudo tem os prós e os contras, claro. A decisão será lá mesmo. Na hora. Em um momento pendemos para um lado, outro para o outro.

 

“Não sei o que que eu quero da vida
Não sei o que que eu quero de mim
Não sei o que que eu quero de tudo
Só sei que tudo vai ter um fim. Vai sim”

Não sei o que quero da Vida – Cássia Eller

Contato com os corretores de lá

Pesquisamos na Internet. Baixamos o Trulia (ver post de 16/06/13 – “O plano de Preparação com Tecnologia”). Sabemos dos locais que gostamos (são muitos). Ouvimos opiniões do grupo de brasileiros – e mesmo de americanos. Visitamos a cidade. Conhecemos locais. Sentimos o clima. Mandamos emails a alguns corretores, quando identificávamos no site residências para alugar com as quais nos identificávamos em termos de diversos aspectos.

Mas… muito cedo. Os corretores contatados dizem que os imóveis colocados para lugar geralmente têm desocupação imediata e pedem ocupação imediata. Apesar de nosso planejamento e mesmo ânsia, é difícil encaminhar alguma coisa para ocuparmos daqui a 3 meses. Temos que aguardar.

A ideia é, chegando mais perto, já deixar uns 10 imóveis com visita agendada. Até por que, por mais que se conheça na teoria, isso só se resolve na prática, “sentindo” a casa.

Calma… e planejamento. É isso.

 

“Qual é a minha casa?
Onde eu vou morar?
Quem me dá abrigo?
Quem vai me escutar?”

Duas Casas – Kid Abelha