A Diversidade

No post anterior, já havia mencionado essa diversidade.  Não que tenha me surpreendido, pois de certa forma já esperava. Mas a energia de ver isso ao vivo  impressiona.

 

Eles fazem diversos testes psicológicos ou psicotécnicos conosco. Aliás, exigem que os façamos antes, para já chagar nas aulas com os resultados. São certificados e tudo o mais. No decorrer do tempo, eles explicam para que servem  e nos ajudam a refletir sobre seus resultados.

 

Um deles que fiz antes foi o “Cultural Assessment”, onde são expostas diversas situações hipotéticas de trabalho para você marcar sua possível reação. Na aula que tratou sobre isso, ele explicou. Falou das médias de alguns perfis de países (pelos resultados de pessoas de lá). Há grandes padrões, sendo os extremos de um triângulo o latino, o asiático e o alemão. Claro que há milhares de nuances entre os tres tipos, para os quais dão características. Eu fiquei entre o latino e o germânico, pelas respostas. Mas ele pediu para nos reunirmos no grupo em que mais se aproximava dos resultados. E sem sabermos, fotografou. Os padrões do grupo mais multi-ativo (latino) era um, o dos lineares-ativos, outro, e dos lineares reativos, ainda diferente. Não quer dizer que no grupo dos latinos só tivesse latinos. Tinha sim, mas tinha alemães, brasileiros e até chineses. Assim como nos outros. Foi um interessante experiência vivenciar isso. Aqui o meu resultado:

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Ainda nesse escopo, em uma das aulas eles nos pediam para explicar o porque de estarmos ali. Dentre os muitos depoimentos interessantes, destaco o de um ex-militar da força aérea dos EUA, que disse: “para fazer algo que seja válido” (something that matters), e o  de um colega chinês que emocionou a todos com sua história, de que viveu num sistema educacional absurdamente competitivo, em quem todo dia o professor colocava na lousa os melhores E OS PIORES alunos do dia (ou da semana) e os fazia sentirem-se por um lado estimulados a competir, por outro lado, inferiores, humilhados. BEm vindos à China, pensei. E que buscava ali subsídios para mudar o sistema educacional chinês. O curso é oMestrado em Empreendedorismo Social. Todos querem mudar o mundo. Cada um, à sua maneira.

 

Outro caso que me chamou a atenção foi o de um colega Sírio, muçulmano. Jovem, gente boa, casado. Ele me procurou para contar um choque cultural que teve ao apresentar sua esposa, jovem também, que o estava acompanhando em um dos eventos da escola, a um colega latino. E este, muito solícito, ao ser apresentado, pegou a mão dela e beijou, de forma cortês. O colega disse que em seu país somente o marido beija a esposa em qualquer situação. E que aquilo tinha feito cair a ficha dele que realmente estava fora de sua zona de conforto.

 

Como me disse o colega americano da força aérea:”esse vai ser um ano interessante, rico”. Vai. Já tá sendo.