O Lixo do Condomínio

IMG_2476 IMG_9068 IMG_9148 IMG_9164 IMG_9285 IMG_9336 IMG_9337 IMG_9398 IMG_9426 IMG_9427 IMG_9429 IMG_9430Uma das coisas que tem se tornado interessantes aqui é a obrigatória passagem que fazemos sempre no lixo do condomínio. Como são muitos apartamentos por andar, cada andar tem uma “sala” de lixo, com espaços separados para orgânicos, recicláveis, caixas de papelão e outros. O bom é que quase sempre que vamos lá (e para ir à garagem ou pegar o elevador, temos que passar), tem coisas interessantes que o pessoal simplesmente deixa no lixo. E quem quiser, pega.

 

Compreensível com a abundância de bens materiais, as grandes distâncias, a pouca disponibilidade de tempo e a facilidade (e estímulo) para se comprar coisas novas.

 

Logo no dia da mudança vimos dois banquinhos legais para bancada de cozinha. Pegamos. Depois, vimos um impressora, um micro ondas, um teclado sem fio Microsoft zero na caixa, colchões, um espelho, dois gaveteiros para roupas, muitos DVDs e CDs, cabos de áudio e vídeo, um abajur estilo poste, uma churrasqueira a gás, uma TV, cabides, um casaco bonito da Polo Ralph Lauren, e contando…

 

Até uma coisa que parecia um laser pointer, mas que fazia um barulhinho estranho. Depois descobrir que era um cigarro eletrônico (muito prazer, nunca tinha nem visto.). Esse voltou para o lixo

 

Desses, pegamos muitos (os colchões foram vetados pela Dani). E sempre passamos por lá para ver as novidades. Na rua também já vimos sofás, mas um sofá não cabe na sala de lixo aqui, apesar dela ser bem grande.

 

Breve atualizaremos com as “lixo News”.

 

As chaves, o lar, o choque!

IMG_8791 IMG_8859 IMG_8861Na quinta feira, dia 22 de agosto, recebemos as chaves. Havia uma plaquinha nos dando as boas vindas na entrada do condomínio. Felizes. Uma festa. Um passo a mais dado, uma solução. Boas vibrações. Passamos o dia em casa. Na casa nova. Montei o sofá, a mesinha. O apartamento já vem com os armários e a cozinha pronta. O condomínio é de uma limpeza impecável, tem piscina e academia. Já inauguramos a cozinha. Aparelhagem nova, bonita.

Tem meio que um quê de hotel. Mas pela praticidade, compensava. Já havíamos superado essa discussão. O problema são as paredes, meio finas, de madeira. É tudo assim, aqui. Isso daria um choque para nós, que detalho em seguida.

Eram 23:00 da quinta feira. Dia em que recebemos as chaves. Toca a campainha. Abro. O segurança do prédio, visivelmente constrangido e simpático até, diz que recebeu um pedio de um vizinho para vir aqui, pois estávamos muito barulhentos. Não havia música. Nem festa, nem nada demais. Apenas conversávamos alto. É verdade que já era tarde. E que as crianças correram muito pela casa e tomaram banho de banheira. E que não tínhamos mesmo noção do barulho. Mas no primeiro dia, isso foi um choque. De realidade. De frescura.

Ficamos na dúvida. Ainda não haviam as camas. Fomos, como já íamos, dormir no hotel. Mas com um gosto meio ruim.

No dia seguinte, falamos com a administradora. Nãoi havia denúncia formal, nada. Ela ficou meio chocada. Disse que deveria ter sido um problema do vizinho e não nosso. Que ela qeuria que fôssemos felizes aqui. E nós, claro, também.

Viemos  no dia seguinte. Pé atrás. Arrumar mais coisas. Mas deu tudo certo.

No sábado, 24/8, acabou o hotel. Nos mudamos. Foi todo o fim de semana, após mais uma dose de IKEA montando coisas. Dormimos. Tranquilo.

E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Quem se muda quer… casa

Na terça, já tinha locais para visitar. Antes de vir, fiz pesquisa exaustiva e documentada sobre preços e locais. Na seleção, tinham que ser locais não tão distantes, claro, da escola, ou pelo menos acessíveis de BART (trem urbano). Tinha que conciliar preço, proximidade, capacidade de alojamento, comodidade também para a Dani e boas escolas para as crianças. Escolas que, como falamos aqui, dependem, no caso das públicas, e É o caso, do local de sua residência. Ou seja, muitas variáveis que tornariam impossível se fazer a reserva à distância. Começamos, pois a maratona.

Existem aqui muitos complexos de apartamentos administrados por empresas especializadas em alugar. A administração profissional traz uma séria de vantagens, como experiência e comodidades incluídas, dentre as quais o serviço de reparo e manutenção até dos eletrodomésticos que vem no AP (geladeira, lava roupas, lava louças, microondas etc).

A dúvida era entre ficar num AP desses, que apesar de tudo pode dar  a sensação de estar em um hotel, ou ir para uma casa, mas estilo “sonho americano”. Dentro, claro, das nossas possibilidades.

O primeiro que vimos, era um espetáculo. As crianças de cara ficaram fascinadas pela piscina. Pelo silencio, pelos parques, por tudo. O espaço interno, muito bom. Mas… era muito longe. Ficou na lista, mas para ser avaliado em comparação. Perguntamos muito, dessa vez, ao vivo, sobre o processo de aluguel. Nos pareceu simples.

Fomos então para a cidade de Walnut Creek. Local que chegamos a visitar em março, que muito nos recomendaram e que tem excelentes escolas. A cidade é muito bonita, agradável e mais quente que San Francisco. Lá, vimos apartamentos de empresas de aluguel, mas nenhuma casa. Cada um deles tinha seus pontos positivos e claro, negativos também.

Todos gostamos da cidade, almoçamos por lá (porções gigantescas), e a busca foi se estreitando. Na volta, pegamos grande engarrafamento. Mesmo cansados e com Jet-lag, no hotel, a busca continuou.

No dia seguinte, havia reservado uma nova visita pela Internet. Um complexo de apartamentos que parecia unir as vantagens de todos os outros que tínhamos visto. Também em Walnut Creek. Lá chegando, tudo lindo. Mas, esse sim, parecia demais com um hotel. Era muito grande. Ficamos novamente na dúvida. Vimos mais uns dois depois. Chegamos, e não saímos mais do hotel.

Chegou a quinta. Um bom dia. Tínhamos mais algumas visitas programadas. Em complexos de apartamentos. A ideia da casa estava ficando mais distante. A comodidade dos apartamentos estava vencendo a batalha. Vimos um em Daly City, local que tinham  nos dito que era sempre frio e com neblina. Nesse dia, era mesmo. Vimos outro em South San Francisco. Cidade visinha a SF. Bom, também com suas vantagens e desvantagens. Por fim, por desencargo de consciência, marcamos  visita para o complexo de apartamentos em San Bruno – quase em frente ao hotel.

Apesar da pouca distância de Daly City e South San Francisco a San Bruno, aqui fazia sol…

Os condomínios ou as casas

Como decidir o tipo de imóvel para ficar por um ano? Casa, apartamento? O espaço é caro, mas gostamos de receber pessoas. E há muitas promessas de visitas daqui do Brasil. Sem falar nos que vamos conhecer por lá. O “sonho americano”,a  experiência completa requer uma casa. Tudo bem, pode não ser grande, mas uma casa. Nós que há tempos moramos em apartamentos, temos (pelo menos eu tenho) vontade de morar em casa , em local com segurança. O sonho americano inclui até o espaço para a churrasqueira a gás no quintal para fritarmos hambúrgueres às vistas dos vizinhos “John e Mary”…

Mas há condomínios muito legais, administrados por empresas, que já são entregues a quem aluga semi-mobiliados ou mesmo mobiliados. O que escolher? Temo  que façam com que nos sintamos em um hotel – o que é exatamente o que não desejo. É mais cômodo, os serviços de manutenção (que sabemos serem caros lá)  estão incluídos. Caso se quebre algo em casa, Señor Hernández vem consertar (desculpem o suposto preconceito, mas em geral são imigrantes que fazem esse serviço). É mais fácil para quem fica em casa, tem mais espaço de convivência par aas crianças. Mas imagino que seja “hotel-like”. E não tem tanta privacidade como uma casa.

Mas, tudo tem os prós e os contras, claro. A decisão será lá mesmo. Na hora. Em um momento pendemos para um lado, outro para o outro.

 

“Não sei o que que eu quero da vida
Não sei o que que eu quero de mim
Não sei o que que eu quero de tudo
Só sei que tudo vai ter um fim. Vai sim”

Não sei o que quero da Vida – Cássia Eller

Contato com os corretores de lá

Pesquisamos na Internet. Baixamos o Trulia (ver post de 16/06/13 – “O plano de Preparação com Tecnologia”). Sabemos dos locais que gostamos (são muitos). Ouvimos opiniões do grupo de brasileiros – e mesmo de americanos. Visitamos a cidade. Conhecemos locais. Sentimos o clima. Mandamos emails a alguns corretores, quando identificávamos no site residências para alugar com as quais nos identificávamos em termos de diversos aspectos.

Mas… muito cedo. Os corretores contatados dizem que os imóveis colocados para lugar geralmente têm desocupação imediata e pedem ocupação imediata. Apesar de nosso planejamento e mesmo ânsia, é difícil encaminhar alguma coisa para ocuparmos daqui a 3 meses. Temos que aguardar.

A ideia é, chegando mais perto, já deixar uns 10 imóveis com visita agendada. Até por que, por mais que se conheça na teoria, isso só se resolve na prática, “sentindo” a casa.

Calma… e planejamento. É isso.

 

“Qual é a minha casa?
Onde eu vou morar?
Quem me dá abrigo?
Quem vai me escutar?”

Duas Casas – Kid Abelha