A visita a San Francisco

012141182aAprovado. Interessado. Aparece feriado. E promoção. Novo voo da TAM/LAN, de São Paulo a San Francisco, via Lima. Tudo na hora certa. Resultado. Agendamos uma semana em SF, para reconhecimento. Marcada com antecedência, a viagem, deu tempo de pesquisar hotel, e ainda aproveitar as amizades virtuais no Facebook para “anunciar minha chegada”. Planejamento rigoroso e detalhado do que íamos fazer. Sim, por que fomos eu e Daniela.  De 22 a 30 de março deste ano (2013). Com feriados aqui no Ceará na segunda (25) e na sexta (29).

Esse tempo foi muito bem aproveitado. Conhecemos a cidade, a escola, alguns bairros. Com carro alugado, visitamos bairros, conversamos com moradores e corretores. Aprendemos IN LOCO sobre aspectos pitorescos do local. Vimos casas e tipos de construções. Visitamos uma escola de crianças em um dos locais que gostamos. Perguntamos como é a adaptação de uma criança estrangeira – no caso era uma Elementary School, para a Aninha, em Walnut Creek (http://www.walnutcreeksd.org/murwood) . Eles, muito profissionais e atenciosos, nos tranquilizaram a respeito.

No contato com uma corretora, visitamos uma casa para alugar. Até gostei dela. Perguntamos sobre os papéis necessários. Seria muito bom ter a casa certa quando chegássemos de vez. Mas depois descobri outras melhores e desisti de encaminhar.

O preparo foi tanto que também pelo Facebook entrei em contato com casas espíritas de lá. E na ida, marquei a visita a uma, no domingo. Até com isso nos preparamos, para não sentir falta. A casa se chama “Nosso lar Spiritist Society”, fica em San Leandro e é, claro, dirigida por brasileiros. Há outras também. Foi um momento aconchegante e bom – também por ter conhecido o pessoal de lá – e com quem, como o mundo é pequeno, temos conhecidos comuns. Como o amigo Márcio Roger Braga.

Teve um fato interessante. Era domingo, trânsito tranquilo. E na ponte entre San Francisco e Oakland (não é a Golden Gate, é a Bay Bridge), pisei mais forte no acelerador,e adivinhem: cena de filme. A polícia sai do nada, vai me seguindo e gritando no megafone para eu sair da ponte e me dirigir a um local de parada. Lá, eu ia saindo do carro e Daniela disse: “nunca viu seriados americanos? NÃO saia do carro em hipótese alguma”.

O policial, em princípio foi grosseiro por que eu não abri o vidro quando ele empunhou o megafone (eu não sabia que tinha que fazer isso) e, por consequência, não entendi direito os comandos dele. Mas, eu, calmo, expliquei que era de fora, que não fiz por mal. Ele não me multou e amansou. Passado o susto, virei uma “lesma” na estrada. Aprendi a lição e aprendi também que o GPS informa não só a velocidade do carro, mas o limite naquele trecho. Pô, eu não sabia disso. Não viverei lá sem GPS.

Sentir a cidade dá outra visão. Grato por que pude fazer isso. Apesar de todas as facilidades da Internet, estar lá é incomparável. Descobri até os microclimas dos bairros, graças a amigos que fizemos pelo Facebook, um casal de brasileiros que mora lá há 9 anos e conhece bem tudo. Vimos  tipos de condomínios e mesmo o que eles não gostam, por exemplo, em Daly City (o fog, a neblina constante). Vimos o lado melhor da baía, como é a praia, alguns restaurantes.

E entramos pessoalmente na IKEA (www.ikea.com). A maior cadeia de lojas de móveis do mundo. Um caso de sucesso que estudei no MBA. Um espetáculo – que inspirou as nossas Tok Stok e Etna. Ver uma Ikea ao vivo não tem comparação. Em post futuro, quando estiver já lá, com certeza voltarei a falar nesta loja. E olhe que eu não sou (ou não me acho) consumista. Mas lojas de móveis e coisas para casa me agradam muito.

Ver a cidade sem a ótica de turista é outra coisa. Embora a Dani não conhecesse ainda e fomos, em alguns momentos, um pouco turistas, foi diferente.

 

“If you’re going to San Francisco

Be sure to wear some flowers in your hair

If you’re going to San Francisco

You’re gonna meet some gentle people there…”

Scott MacKenzie – San Francisco

O Plano de Preparação – com tecnologia

 

Acredito que, apesar de trabalhosa e detalhada, toda a preparação para uma mudança dessas é infinitamente menor se comparada com o que se fazia antigamente, sem os recursos tecnológicos de hoje.

Pela Internet pesquisei tudo sobre a cidade. Seus bairros, preços, tipos de moradia, escolas etc. Claro que nada se compara com estar lá pessoalmente, mas a informação básica já tenho. Pelo Facebook, entrei em uma comunidade: “Brasileiros em San Francisco”, fiz amizades virtuais e conversei com muita gente, recebendo dicas preciosas. Aliás, um destaque: a comunidade é ativa e tem muita gente boa e disposta a ajudar.  Devem existir comunidades semelhantes em outras cidades.

Descobri também um site, uma empresa, que organiza eventos e encontros de expatriados em diversas cidades do mundo. Chama-se Internations.org. Expatriados  têm necessidades semelhantes, e uma delas sempre é a de se enturmar. Muito boa a iniciativa. Para se associar basta preencher seus dados, e para ser membro especial, pagar uma taxa.

Descobri também um aplicativo chamado TRULIA (WWW.trulia.com) que se revelou sensacional para San Francisco. Ele mostra casas e apartamentos anunciados, com fotos e preço. Escolas do local, com notas da escola (dadas por diversos critérios, site www.greatschools.org) e área de abrangência geográfica, um mapa da criminalidade no local, com as últimas ocorrências e de que natureza eram, quais as comodidades que existem e até um tal “Walkability Index” – usado para medir que serviços se encontram a uma distância a pé. Gostou do imóvel? É só clicar que ele já manda email em seu nome direto para o corretor. Até o Street view do Google da rua tem. Dá para se sentir lá. Um espetáculo.

Outra coisa boa que San Francisco tem , como “capital nerd” do mundo, é o Yelp (WWW.yelp.com) . O Yelp é um site de opiniões. Simples. Que tem, acredito, em vários lugares. Mas além de ser de lá (SF), tudo em SF é resenhado á exaustão pelo Yelp. E eles muito se guiam pelas opiniões lá contidas. Até sobre lugares e condomínios para morar.

Sobre esse assunto, lugares para morar, descobri também o Berkeley Parents Network (BPN), organização  voluntária que analisa, do ponto de vista de pais responsáveis, as condições de um local para criar crianças. Para alguns americanos, eles são excessivamente críticos e neuróticos. Mas sua opinião influi e para mim, se soma a outros recursos na hora de escolher o local para morar. E para entender a cultura de lá.

“Hey, I’m on that geek, geek,
Freaking technology technique.
Yeah, I flow tight, never leak,
I’m the future with a bunch of antique”.

Geekin’ – Will.i. am