Domingo no Parque e um incidente com Anakin

Essa é da Dani. Era um dia bonito. Vejam o que houve:

 

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Domingo, dia 13, fomos fazer um picnic no parque Presidio, em Sao Francisco..um local bem legal, onde aos domingos tem esse eventos…muitas barraquinhas de comida, um DJ tocando, bem animado e um parque onde se é permitido levar os cachorros… Pensamos que seria o programa ideal para nossa família.
Fomos e estava ótimo. O Anakin estava se divertindo muito, fui dar uma voltinha com ele, sempre que ele passava por algum cachorro, ele cheirava, depois continuava andando…dessa vez, ele chegou perto de um husky siberiano, eles se cheiraram e o husky deu uma patada nele. Eu o peguei no colo, ele choramingou…dei uma olhada no corpo para saber se o cachorro tinha mordido ele, alguma coisa assim, mas nao vi nada…voltei para onde estavamos sentados…lá chegando, passado uns cinco, dez minutos…a aninha me fala “mamae, olha o olho do Anakin! Está saindo para fora!!!!”

Pensem num susto, amigos…realmente estava horrível…fiquei com o coração na mão….que aflição!!!!! Arrumamos as coisas rapidamente e corremos para o carro, procurando na internet um hospital veterinário mais próximo…fizemos algumas ligações ao mesmo tempo que acalmávamos as crianças, o Leo que é muito apegado ao Anakin já chorava em silêncio, eu olhava para ele e via só as lágrimas escorrendo…isso ao mesmo tempo que segurava firme o Anakin para que ele nao se mexesse muito e o olho não caisse…fiquei com um medo…

Enfim, chegamos ao hospital, fomos prontamente atendidos…o médico explicou que o que ele teve ( proptosed eye) , que é muito comum em cachorros da raça dele e de outras raças de nariz mais achatado. O que mais provavelmente deve ter acontecido é o cachorro grande ter abocanhado o pescoço dele e puxado a pele para trás o que faz com que o olho saia para fora.

Depois entrei no google para pesquisar e vi que é uma acontecimento comum quando cachorros grandes brigam/ se envolvem/ brincam com cachorrinhos pequenos…faltei morrer, me senti tao culpada de ter deixado ele brincar com outros cachorros…agora vou tomar um cuidado triplo, redobrado…mas ainda estou me sentindo tao mal….não vou deixar mais ele encostar em nenhum bicho…

Pois bem, ele teve que fazer uma cirurgia..eles cortam um pouco do lado do canal do olho para que caiba o olho de volta e costuram temporariamente. As chances de ficar cego desse olho sao grandes. Ele, porém, até antes da cirurgia, ainda tinha a visão neste olho.

Ficamos em San Francisco aguardando a cirurgia…ele esta usando um colar de proteção ao redor do pescoço para evitar que as patinhas toquem o olho…o olhinho está costurado e é muito feinho de se ver…estou com uma dó dele, vcs nem imaginam…
Ele tambem esta tomando remédio para dor e antibióticos…
A primeira noite em casa foi longa…ninguém conseguiu dormir..ele choramingava bastante…e queria tirar o colar a todo custo…
Também não deixava a gente colocar a pomada antibiótica de jeito nenhum..liguei para o veterinário e ele trocou a pomada por um antibiótico liquido. Leo e Aninha estão ajudando muito nos cuidados, principalmente o Leo…bota ele no colo por horas e fica acariciando e conversando com ele “para que ele se sinta melhor” segundo o próprio Leo.
Ainda tudo é muito recente…não sabemos se ele vai voltar a enxergar ou como vai ficar o rosto dele esteticamente falando…vamos esperar para ver. O importante, é que não foi algo pior, como ter rasgado o cachorro, ter machucado algum orgão vital ou mesmo a morte. Nos apegamos demais ao Anakin, ele hoje é um membro da nossa família e tem ajudado muito na adaptação aqui nos Estados Unidos…quem tem ou teve um animal de estimação sabe como nos apegamos aos nossos bichos…
E ele é uma graça, uma fofura mesmo…só falta falar…se enrosca na gente, pede carinho…pensem numa criatura que só sabe amar, esse é o Anakin….

Depois mando mais notícias de como está o progresso dele.

Atlanta

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Bem vindos aos EUA. Chegamos, embora não ainda em San Francisco. Em Atlanta, fomos recebidos pela Camille, que nos levou para casa, com tempo para um café da manhã e uma esperada manhã de dormida para refazimento das forças. Aninha e Léo brincaram com as primas, e Anakin com Laila, uma cachorrinha também da raça maltês. Laila é mais nervosinha e late mais que Anakin. E é uma graça. Apesar do sono, foi bom reencontrar Camille, Raul, Liv, Julie e Risô. E descansar.

 

Almoçamos num restaurante mexicano muito bom, e Leo teve o esperado reencontro com as porções gigantescas de comida e refrigerantes dos EUA. Devemos nos acostumar com elas e nos preparar!

No final do dia, nosso voo para San Francisco. Mais leves, descansados e ambientados. Ainda teria muito trabalho á frente.

A VIAGEM

IMG_8541Saímos de Fortaleza em torno de 14:30 do sábado, dia 10. O dia D. O dia marcado, contado, ansiado, planejado e temido. Após todas as despedidas e o carinho de diversos familiares que foram nos levar ao aeroporto, de amigos que forma, mesmo na véspera, se despedir de nós.

Antes de sair, um aborrecimento, para selar a despedida. A TAM cobrou mais caro e ao que me consta, diferente do que tinha no site por uma mala extra. Diferente também pelo transporte de um cachorro pequeno na cabine.  Esse transporte no trecho Fortaleza-Brasília, parte inicial de nosso voo, saiu BEM mais caro que de Brasília a San Francisco, uma distância consideravelmente maior e mais complexa. Com conexão e alfândega a fazer. O próprio pessoal da TAm divergia na hora da cobrança. Mas, apesar da raiva, pagamos.

No voo, o cachorro, eventualmente estressado, latia um pouco. Tivemos que tirá-lo do case e colocar no colo. Escondido por um cobertor, já que a TAM oficialmente não permitia.

Em Brasília, tempo livre antes do voo. Uma voltinha pela cidade, para mostrar a minha mãe e meus filhos a obra de Niemeyer. Na catedral, fomos abençoados. Haverá de dar certo…

Então, o voo da Delta. Uma pessoa no balcão de atendimento disse que se o cachorro latisse demais, poderia ser impedido de viajar. O que, a essas alturas do campeonato, seria uma tragédia. Tal afirmação foi suficiente para deixar Daniela apavorada o tempo todo. O tranquilizante que levamos para o Anakin teria que ser dado a ela… mas não foi preciso. A tensão inicial foi dirimida por um comissário de bordo americano que disse que não teria problema.

Fomos… e chegamos em Atlanta. Muitas malas tiradas. Alfândega. Uma tradicional rechecagem de meu nome (tenho um homônimo que não fez coisa certa e toda vez em aeroportos americanos eles me mandam para uma salinha e rechecam meus dados).

Anakin – que a força esteja com você

Nunca havia tido cachorro. Minha mãe nunca gostou e nos influenciou a esse respeito, sobre o trabalho que dava etc. Já Daniela sempre teve. Casamos, tivemos filhos. E a ideia de ter um cachorro foi adiada. Embora eu confesso que tinha essa curiosidade.

Um belo dia, decidimos embarcar nessa. Compramos um filhote de maltês. Pequenininho, branquinho.  Ao Léo, meu filho, o mais resistente a isso, foi dado o direito de escolher um nome para ele. Por ser fã de Star Wars, escolheu Anakin. Um nome simpático, desde que fique no ‘lado certo da força’.

Virou membro da família. Mansinho, calmo, dado, carinhoso. Fantástico. E agora vamos levá-lo também a experiência internacional.

Mas aqui também, nada é fácil. Como já disse em outros posts, as informações são desencontradas. E as regras, algumas, chegam a ser absurdas. Se ele for em canil (porta cão) no portão, em algumas empresas, se a temperatura NO DIA do voo, nas cidades em que se tem escala estiver muito alta ou muito baixa, eles se recusam a levar. Difícil contar com uma insegurança dessas. Para ir a cabine, conosco, algumas levam, outras não. Cobram taxa, ora fixa, ora variável de acordo com o peso.

Há dimensões máximas do porta cão. Claros, que muda de acordo com a empresa. E há uma regra estranha, de que não levam cachorros de raça com focinho curto (boston terrier, boxer, buldogue, cavalier king charles spaniel, chow chow, dogue de bordeaux, grifon de bruxelas, lhasa apso, pequinês, pug e shih tzu). E outra, que diz que na cabine, só pedem ir no máximo 7 cães por voo. Como a gente vai saber???

Não é fácil. Mas não é impossível. Nem adiantaria colocar aqui a via crucis. Ou “via Canis” toda. Mas, com pesquisa, teimosia e determinação, dará certo.

Ah, e os americanos criaram um companhia aérea muito boa para levar animais. O nome é PET AIRWAYS (http://www.petairways.com/). O problema é que só voa nos EUA.  E só leva animais. Os donos não entram…

 

“Vamos embora companheiro, vamos!

Eles estão por fora do que eu sinto por vc.

Me dê sua pata peluda vamos passear, sentir o cheiro da rua.

Me lamba o rosto meu querido lamba, e diga que também vc me ama

Eu quero ver seu rabo abanando, vamos ficar sem coleira”

Vida de Cachorro – Mutantes