Quem se muda quer… casa

Na terça, já tinha locais para visitar. Antes de vir, fiz pesquisa exaustiva e documentada sobre preços e locais. Na seleção, tinham que ser locais não tão distantes, claro, da escola, ou pelo menos acessíveis de BART (trem urbano). Tinha que conciliar preço, proximidade, capacidade de alojamento, comodidade também para a Dani e boas escolas para as crianças. Escolas que, como falamos aqui, dependem, no caso das públicas, e É o caso, do local de sua residência. Ou seja, muitas variáveis que tornariam impossível se fazer a reserva à distância. Começamos, pois a maratona.

Existem aqui muitos complexos de apartamentos administrados por empresas especializadas em alugar. A administração profissional traz uma séria de vantagens, como experiência e comodidades incluídas, dentre as quais o serviço de reparo e manutenção até dos eletrodomésticos que vem no AP (geladeira, lava roupas, lava louças, microondas etc).

A dúvida era entre ficar num AP desses, que apesar de tudo pode dar  a sensação de estar em um hotel, ou ir para uma casa, mas estilo “sonho americano”. Dentro, claro, das nossas possibilidades.

O primeiro que vimos, era um espetáculo. As crianças de cara ficaram fascinadas pela piscina. Pelo silencio, pelos parques, por tudo. O espaço interno, muito bom. Mas… era muito longe. Ficou na lista, mas para ser avaliado em comparação. Perguntamos muito, dessa vez, ao vivo, sobre o processo de aluguel. Nos pareceu simples.

Fomos então para a cidade de Walnut Creek. Local que chegamos a visitar em março, que muito nos recomendaram e que tem excelentes escolas. A cidade é muito bonita, agradável e mais quente que San Francisco. Lá, vimos apartamentos de empresas de aluguel, mas nenhuma casa. Cada um deles tinha seus pontos positivos e claro, negativos também.

Todos gostamos da cidade, almoçamos por lá (porções gigantescas), e a busca foi se estreitando. Na volta, pegamos grande engarrafamento. Mesmo cansados e com Jet-lag, no hotel, a busca continuou.

No dia seguinte, havia reservado uma nova visita pela Internet. Um complexo de apartamentos que parecia unir as vantagens de todos os outros que tínhamos visto. Também em Walnut Creek. Lá chegando, tudo lindo. Mas, esse sim, parecia demais com um hotel. Era muito grande. Ficamos novamente na dúvida. Vimos mais uns dois depois. Chegamos, e não saímos mais do hotel.

Chegou a quinta. Um bom dia. Tínhamos mais algumas visitas programadas. Em complexos de apartamentos. A ideia da casa estava ficando mais distante. A comodidade dos apartamentos estava vencendo a batalha. Vimos um em Daly City, local que tinham  nos dito que era sempre frio e com neblina. Nesse dia, era mesmo. Vimos outro em South San Francisco. Cidade visinha a SF. Bom, também com suas vantagens e desvantagens. Por fim, por desencargo de consciência, marcamos  visita para o complexo de apartamentos em San Bruno – quase em frente ao hotel.

Apesar da pouca distância de Daly City e South San Francisco a San Bruno, aqui fazia sol…

Primeiro Dia em San Francisco – Ao trabalho!

Ficamos num hotel perto do aeroporto, como já disse. Mas, como bônus, sem sabermos, em frente a um shopping, que tinha tudo. Primeira tarefa da lista, selecionar uma companhia telefônica. Fomos à AT&T. Fácil, rápido. Fizemos três linhas telefônicas. Uma para mim, uma para Dani e outra para Norinha, que está conosco. Já temos, pois, números de celular.

 

Elas ficaram no hotel. Fizeram supermercado e eu, fui à City (como chamam San Francisco) para a agência do banco com cuja gerente já tinha trocado emails e marcado. Peguei o Bart (metrô) e um ônibus no qual tive contato com a excepcional diversidade humana dessa região. No Baco, tudo muito fácil. Muito simples, com o passaporte e o I-20 (formulário do visto de estudante) na mão.

 

Conta aberta. Já, de cara, pedi transferência de recursos de uma conta no Brasil para cá.

Primeiro dia: Supermercado, Celulares, Conta em Banco. Ambientação. Pouca burocracia. Boa receptividade. Coisas dando certo!