Telefônicas e Tvs a cabo

 

Isso parece que é igual em qualquer lugar. A mesma sensação de monopólio e falta de alternativas. É e não é ao mesmo tempo. Se você opta por uma forma, seja cabo ou satélite, suas opções já ficam limitadas. Bom é que tudo aqui tem milhares de opiniões postadas em sites – e aqui na Bay Area, no Yelp (www.yelp.com). Opiniões que devem ser vistas com ressalvas, uma vez que é mais comum serem postadas críticas que elogios.

Mas, ao alugarmos o apartamento, nos foi dito que deveríamos providenciar a ligação da energia já em nosso nome. Coisa que fiz por telefone e foi rápido e tranquilo. E, se quiséssemos, a TV a Cabo e Internet. O condomínio recomendava a AT&T por já ser a da maioria dos condôminos.

A companhia de energia nos solicitou o Social Security Number, uma espécie de identidade que todos os cidadãos americanos e estrangeiros com autorização de trabalho têm. Nós, claro, não tínhamos.  E nem tínhamos histórico de crédito aqui. Algo que muitas empresas que fornecem serviços olham com cuidado. A PG&E (empresa de energia) ou exigia um depósito de US$ 120,00 para quem não tinha SSN ou histórico. Ou dispensava, caso concordássemos em fazer débito automático na conta do Banco. Optamos pelo débito automático. Tudo simples, pelo telefone. Nos dão um número de registro e tudo feito.

A TV a Cabo (AT&T) não. Exigiu um depósito não retornável, por não termos as referências. Tentei a TV por satélite (DirecTV). Que não fornece internet. Aí foi uma conversa looonga com um vendedor, que acabei descobrindo que o contrato teria multa caso rescindíssemos com um ano. A Comcast, concorrente direta da AT&T – que inclusive tem Globo Internacional, não instala no condomínio. A fornecedora de Cabo local (San Bruno Cable) tinha muitas reclamações no Yelp. Não tive coragem.

Acabamos ficando com o semi monopólio da AT&T (“the devil”, como chamam alguns americanos), pagando o tal depósito. Pelo menos o atendimento foi ótimo e o serviço instalado em 24 horas. Temos cabo e internet. Wireless. Mais barato, bem mais, que o que tínhamos no Brasil Mas deu um trabalhinho.

Já tava me acostumando com as coisas fáceis demais.

Tudo muito rápido… a propaganda de seguros na vida real

IMG_8847No dia seguinte ao domingo das visitas a algumas revendas de carros, recebo telefonemas indicando que o modelo que queria estaria disponível e me pedem para marcar um horário. Marquei no dia posterior, na revenda.

A segunda pós domingo no parque e IKEA foi improdutiva. Comparando com a atividade dos outros dias, pouco foi feito. Mas o organismo e a mente precisavam desse descanso.

Na hora marcada, chego na revenda. Conto a história (vim aqui no domingo, na segunda me ligaram marcando para hoje etc). O gerente (iraniano) vem me receber e indica um vendedor (russo) para buscar o carro. Ela vai e não acha. Mas se oferece para mostrar outros modelos. Desta vez, estava com Daniela. Ele mostra, mostra. Gostamos de um. Ele diz que o preço que está indicado pode ser descontado dependendo da nossa oferta. Fazemos test drive. Com ele no banco de trás. Digo que vou fazer uma oferta 5% menor. Havia pesquisado online. Tava bom. Ele diz que posso oferecer o que quiser. Ofereço bem menos (15%). O gerente não aceita. Negociamos. 12% menos. Aceita.

Fechamos. Acho que no nosso Brasil pagaria pelo menos o dobro no modelo de carro que compramos. Um Toyota Matrix (estou na Matrix) com bom valor de revenda. 2010.

Mas o melhor foi a rapidez do processo. Preenchemos papéis, dados, endereço. Fomos ao Banco e pegamos um cheque administrativo. E por telefone fizemos o seguro.

Por não termos carteira de motorista dos EUA, o seguro ficou caro. Mas cairá à metade assim que a obtivermos. Estava em nossos planos tirar carteira assim que chegássemos, mas outras necessidades se impuseram.

Combinamos com o cara da seguradora que em um mês tiraríamos carteira. O DMV (Detran local) aceita nossa carteira do Brasil. Por tempo limitado. Assim que tirar, cancelo o seguro e faço outro mais barato. Estou pagando por mês.

Em duas horas no máximo, após a compra do carro, saímos já dirigindo nele. Lembrei de uma propaganda da seguros no Brasil, em que o cara contava o processo de receber o seguro como quem narra um acidente de carro. “Foi tudo muito rápido”. Inacreditavelmente rápido, para quem está acostumado a uma burocracia às vezes irracional.

E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Ele, o visto americano

Depois de recebermos os I-20. De preenchermos o interminável formulário DS 160, de marcarmos a ida ao Recife, de sermos entrevistados e voltarmos…chegaram os benditos passaportes com os vistos de estudante. De toda a família. Tudo certinho, inclusive as datas. Coisa que haviam me dito que eles erram muito. Melhor. Estava esperando por eles para comprar as passagens, e finalmente,  me sentir com algo mais concreto para uma contagem regressiva. Coisa, aliás, que já venho há algum tempo fazendo (o calendário de minha mesa de trabalho tem números minúsculos, escritos à caneta, quantos dias faltam para as férias e a semana última de preparação.

 

Após a aprovação dos vistos, eles dão dez dias para chegar. A remessa expressa (bem , não tão expressa assim) já está inclusa nas taxas pagas. Eles encaminham um email da DHL para rastrearmos os pacotes. Interessante que como todas as empresas do gênero, há um centro nacional de distribuição. O que quer dizer que um pacote postado em Recife, para Fortaleza, vai para São Paulo. E a ansiedade viaja junto.

 

Mas, chegou. Finalmente. E estava certo. Todos os posts foram feitos depois do visto chegar. Claro…

 

“…goodbye Grandma
I’m packing my dreams, in the back of my jeans
I got my VISA, damn! It ain’t come with a black card”

American Visa – Edward Prohaize Minta