IKEA, IKEA 2 e mais IKEA

ikeaIMG_8743 IMG_8741 IKEA_boxes Quando fiz MBA ou um dos outros cursos executivos de que tive a felicidade de participar, foi citado como exemplo de sucesso a IKEA. A maior cadeia de móveis do mundo, baseada e levando ao extremo o conceito de faça você mesmo. Fiquei, desde então curioso para conhecer uma IKEA, pois não tem no Brasil. A chance estava próxima.

Com a perspectiva de ficar um ano, com um apartamento alugado com a cozinha montada e armários embutidos, faltava tudo o mais. E tudo o mais inclui camas, sofá, pratos, lençóis e outras coisas essenciais em uma casa. Me recomendaram a IKEA, mas eu iria lá mesmo que não me tivessem recomendado.

Levar ao extremo o conceito de faça você mesmo inclui você escolher o  móvel, anotar o número dele e pegar as caixas dele desmontado no gigantesco estoque da loja. Uma área só de caixas do lado do show room. Você pega, ninguém ajuda. Se a caixa é descomunal, é dividida em duas. Ou mais. Os carrinhos de carregar caixas são adequados e até o elevador (grande como uma sala, o maior que já vi), tem a porta do exato tamanho de para uma pessoa levando a maior caixa (de um sofá) passar por lá.

O show room da IKEA é imenso. Tok & Stok e Etna se inspiraram nela (com algumas ressalvas e adaptações). Cada produto tem um nome, sueco. Os menores se pegam na área chamada Market Place. Os maiores, no armazém anexo.

Mas por que comprar móveis, se se vai ficar um ano? Bom, tem que se comprar alguma coisa. Queremos receber hóspedes. Fomos a garage-sales, e garimpamos bons produtos. Tínhamos que criar uma rotina para as crianças estudarem. E se adaptarem. E pesquisei (Ebay, Amazon) que os produtos IKEA tem bom valor de revenda.

Eles, para fazer valer seu slogan “Affordable Design”, ou design acessível, retiram do preço boa parte de custos de mão de obra, armazenagem e transporte. Como? Deixando para o consumidor fazer. Você compra peças acondicionadas em caixas bem compactas. O que não toma espaço deles e economiza o transporte. Você mesmo retira as caixas do armazém (cada produto tem a indicação sobre que corredor e que compartimento do corredor está a caixa (ou as caixas). Algumas são BEM pesadas, o que pode causar desconforto.

Porém, é sensacional a loja. Gosto dessas coisas, sempre gostei de trabalhos manuais em casa e a ideia de montar um sofá me atraiu.

Aqui na região tem duas lojas IKEA, a de Palo Alto e a de Emeryville. Apesar de a de Emeryville ser geograficamente um pouquinho mais perto – ou menos longe – do hotel, eu já sabia que o caminho para lá é mais congestionado (atravessar a Bay Bridge).

Fomos à IKEA de Palo Alto. No primeiro dia só olhando tudo. Minha mãe ficou fascinada. Só ela…

Mais de IKEA, claro, em WWW.ikea.com

 

E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Quem se muda quer… casa

Na terça, já tinha locais para visitar. Antes de vir, fiz pesquisa exaustiva e documentada sobre preços e locais. Na seleção, tinham que ser locais não tão distantes, claro, da escola, ou pelo menos acessíveis de BART (trem urbano). Tinha que conciliar preço, proximidade, capacidade de alojamento, comodidade também para a Dani e boas escolas para as crianças. Escolas que, como falamos aqui, dependem, no caso das públicas, e É o caso, do local de sua residência. Ou seja, muitas variáveis que tornariam impossível se fazer a reserva à distância. Começamos, pois a maratona.

Existem aqui muitos complexos de apartamentos administrados por empresas especializadas em alugar. A administração profissional traz uma séria de vantagens, como experiência e comodidades incluídas, dentre as quais o serviço de reparo e manutenção até dos eletrodomésticos que vem no AP (geladeira, lava roupas, lava louças, microondas etc).

A dúvida era entre ficar num AP desses, que apesar de tudo pode dar  a sensação de estar em um hotel, ou ir para uma casa, mas estilo “sonho americano”. Dentro, claro, das nossas possibilidades.

O primeiro que vimos, era um espetáculo. As crianças de cara ficaram fascinadas pela piscina. Pelo silencio, pelos parques, por tudo. O espaço interno, muito bom. Mas… era muito longe. Ficou na lista, mas para ser avaliado em comparação. Perguntamos muito, dessa vez, ao vivo, sobre o processo de aluguel. Nos pareceu simples.

Fomos então para a cidade de Walnut Creek. Local que chegamos a visitar em março, que muito nos recomendaram e que tem excelentes escolas. A cidade é muito bonita, agradável e mais quente que San Francisco. Lá, vimos apartamentos de empresas de aluguel, mas nenhuma casa. Cada um deles tinha seus pontos positivos e claro, negativos também.

Todos gostamos da cidade, almoçamos por lá (porções gigantescas), e a busca foi se estreitando. Na volta, pegamos grande engarrafamento. Mesmo cansados e com Jet-lag, no hotel, a busca continuou.

No dia seguinte, havia reservado uma nova visita pela Internet. Um complexo de apartamentos que parecia unir as vantagens de todos os outros que tínhamos visto. Também em Walnut Creek. Lá chegando, tudo lindo. Mas, esse sim, parecia demais com um hotel. Era muito grande. Ficamos novamente na dúvida. Vimos mais uns dois depois. Chegamos, e não saímos mais do hotel.

Chegou a quinta. Um bom dia. Tínhamos mais algumas visitas programadas. Em complexos de apartamentos. A ideia da casa estava ficando mais distante. A comodidade dos apartamentos estava vencendo a batalha. Vimos um em Daly City, local que tinham  nos dito que era sempre frio e com neblina. Nesse dia, era mesmo. Vimos outro em South San Francisco. Cidade visinha a SF. Bom, também com suas vantagens e desvantagens. Por fim, por desencargo de consciência, marcamos  visita para o complexo de apartamentos em San Bruno – quase em frente ao hotel.

Apesar da pouca distância de Daly City e South San Francisco a San Bruno, aqui fazia sol…