E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Quem se muda quer… casa

Na terça, já tinha locais para visitar. Antes de vir, fiz pesquisa exaustiva e documentada sobre preços e locais. Na seleção, tinham que ser locais não tão distantes, claro, da escola, ou pelo menos acessíveis de BART (trem urbano). Tinha que conciliar preço, proximidade, capacidade de alojamento, comodidade também para a Dani e boas escolas para as crianças. Escolas que, como falamos aqui, dependem, no caso das públicas, e É o caso, do local de sua residência. Ou seja, muitas variáveis que tornariam impossível se fazer a reserva à distância. Começamos, pois a maratona.

Existem aqui muitos complexos de apartamentos administrados por empresas especializadas em alugar. A administração profissional traz uma séria de vantagens, como experiência e comodidades incluídas, dentre as quais o serviço de reparo e manutenção até dos eletrodomésticos que vem no AP (geladeira, lava roupas, lava louças, microondas etc).

A dúvida era entre ficar num AP desses, que apesar de tudo pode dar  a sensação de estar em um hotel, ou ir para uma casa, mas estilo “sonho americano”. Dentro, claro, das nossas possibilidades.

O primeiro que vimos, era um espetáculo. As crianças de cara ficaram fascinadas pela piscina. Pelo silencio, pelos parques, por tudo. O espaço interno, muito bom. Mas… era muito longe. Ficou na lista, mas para ser avaliado em comparação. Perguntamos muito, dessa vez, ao vivo, sobre o processo de aluguel. Nos pareceu simples.

Fomos então para a cidade de Walnut Creek. Local que chegamos a visitar em março, que muito nos recomendaram e que tem excelentes escolas. A cidade é muito bonita, agradável e mais quente que San Francisco. Lá, vimos apartamentos de empresas de aluguel, mas nenhuma casa. Cada um deles tinha seus pontos positivos e claro, negativos também.

Todos gostamos da cidade, almoçamos por lá (porções gigantescas), e a busca foi se estreitando. Na volta, pegamos grande engarrafamento. Mesmo cansados e com Jet-lag, no hotel, a busca continuou.

No dia seguinte, havia reservado uma nova visita pela Internet. Um complexo de apartamentos que parecia unir as vantagens de todos os outros que tínhamos visto. Também em Walnut Creek. Lá chegando, tudo lindo. Mas, esse sim, parecia demais com um hotel. Era muito grande. Ficamos novamente na dúvida. Vimos mais uns dois depois. Chegamos, e não saímos mais do hotel.

Chegou a quinta. Um bom dia. Tínhamos mais algumas visitas programadas. Em complexos de apartamentos. A ideia da casa estava ficando mais distante. A comodidade dos apartamentos estava vencendo a batalha. Vimos um em Daly City, local que tinham  nos dito que era sempre frio e com neblina. Nesse dia, era mesmo. Vimos outro em South San Francisco. Cidade visinha a SF. Bom, também com suas vantagens e desvantagens. Por fim, por desencargo de consciência, marcamos  visita para o complexo de apartamentos em San Bruno – quase em frente ao hotel.

Apesar da pouca distância de Daly City e South San Francisco a San Bruno, aqui fazia sol…

Primeiro Dia em San Francisco – Ao trabalho!

Ficamos num hotel perto do aeroporto, como já disse. Mas, como bônus, sem sabermos, em frente a um shopping, que tinha tudo. Primeira tarefa da lista, selecionar uma companhia telefônica. Fomos à AT&T. Fácil, rápido. Fizemos três linhas telefônicas. Uma para mim, uma para Dani e outra para Norinha, que está conosco. Já temos, pois, números de celular.

 

Elas ficaram no hotel. Fizeram supermercado e eu, fui à City (como chamam San Francisco) para a agência do banco com cuja gerente já tinha trocado emails e marcado. Peguei o Bart (metrô) e um ônibus no qual tive contato com a excepcional diversidade humana dessa região. No Baco, tudo muito fácil. Muito simples, com o passaporte e o I-20 (formulário do visto de estudante) na mão.

 

Conta aberta. Já, de cara, pedi transferência de recursos de uma conta no Brasil para cá.

Primeiro dia: Supermercado, Celulares, Conta em Banco. Ambientação. Pouca burocracia. Boa receptividade. Coisas dando certo!

San Francisco Airport – SFO

Chegamos no horário. Um voo longo, de quase 5 horas. Fuso horário novo (GMT -7), quatro horas a menos que o Brasil. Muitas, muitas malas retiradas. Uma delas (emprestada) veio quebrada. Compraremos outra, Compade Ronaldo! Pedimos reembolso. Retiramos o carro alugado, uma imensa Caravan, e o “carreguei” com todas as bagagens. O povo foi de taxi. Não cabiam as malas e as pessoas.

Trouxe toda a carga para o quarto (nada demais, apenas 13 malas grandes e 6 de mão) e desabamos no hotel. Felizmente, perto do aeroporto (Staybridge Suites SFO). Boa a experiência de dirigir novamente nos EUA. Muitos viadutos (lembrei dos protestos em Fortaleza). Trânsito intenso, mas tranquilo.

Não deu para ver a cidade. Nem nada. Apenas nos adequarmos á mudança e deixar o corpo se recuperar desses meses de preparação e da curta viagem de mais de 22 horas, ao todo.

Atlanta

IMG_8564IMG_8562

Bem vindos aos EUA. Chegamos, embora não ainda em San Francisco. Em Atlanta, fomos recebidos pela Camille, que nos levou para casa, com tempo para um café da manhã e uma esperada manhã de dormida para refazimento das forças. Aninha e Léo brincaram com as primas, e Anakin com Laila, uma cachorrinha também da raça maltês. Laila é mais nervosinha e late mais que Anakin. E é uma graça. Apesar do sono, foi bom reencontrar Camille, Raul, Liv, Julie e Risô. E descansar.

 

Almoçamos num restaurante mexicano muito bom, e Leo teve o esperado reencontro com as porções gigantescas de comida e refrigerantes dos EUA. Devemos nos acostumar com elas e nos preparar!

No final do dia, nosso voo para San Francisco. Mais leves, descansados e ambientados. Ainda teria muito trabalho á frente.

A VIAGEM

IMG_8541Saímos de Fortaleza em torno de 14:30 do sábado, dia 10. O dia D. O dia marcado, contado, ansiado, planejado e temido. Após todas as despedidas e o carinho de diversos familiares que foram nos levar ao aeroporto, de amigos que forma, mesmo na véspera, se despedir de nós.

Antes de sair, um aborrecimento, para selar a despedida. A TAM cobrou mais caro e ao que me consta, diferente do que tinha no site por uma mala extra. Diferente também pelo transporte de um cachorro pequeno na cabine.  Esse transporte no trecho Fortaleza-Brasília, parte inicial de nosso voo, saiu BEM mais caro que de Brasília a San Francisco, uma distância consideravelmente maior e mais complexa. Com conexão e alfândega a fazer. O próprio pessoal da TAm divergia na hora da cobrança. Mas, apesar da raiva, pagamos.

No voo, o cachorro, eventualmente estressado, latia um pouco. Tivemos que tirá-lo do case e colocar no colo. Escondido por um cobertor, já que a TAM oficialmente não permitia.

Em Brasília, tempo livre antes do voo. Uma voltinha pela cidade, para mostrar a minha mãe e meus filhos a obra de Niemeyer. Na catedral, fomos abençoados. Haverá de dar certo…

Então, o voo da Delta. Uma pessoa no balcão de atendimento disse que se o cachorro latisse demais, poderia ser impedido de viajar. O que, a essas alturas do campeonato, seria uma tragédia. Tal afirmação foi suficiente para deixar Daniela apavorada o tempo todo. O tranquilizante que levamos para o Anakin teria que ser dado a ela… mas não foi preciso. A tensão inicial foi dirimida por um comissário de bordo americano que disse que não teria problema.

Fomos… e chegamos em Atlanta. Muitas malas tiradas. Alfândega. Uma tradicional rechecagem de meu nome (tenho um homônimo que não fez coisa certa e toda vez em aeroportos americanos eles me mandam para uma salinha e rechecam meus dados).

Partindo…

Tudo isso foi escrito antes de irmos. Agora, é a hora. A partir de amanhã, estaremos em território americano. Foram bonitos os preparativos. Foram boas as despedidas. É grande a expectativa. Espero que toda a preparação não tenha estragado as surpresas. Acho que tudo valoriza a experiência, ao invés de desvalorizá-la. Até por que os preparos minimizam os aborrecimentos e as frustrações. Sem, claro, eliminá-los.

 

Fui (fomos..)

Que mundo é esse que ninguém entende um sonho? [Longe de você- Chalie Brown Jr]

Posted by

Tags: ,

Permalink 1 Comment

A planilha de gastos

Uma das coisa importantes no planejamento de uma viagem dessas é , claro, obter o máximo de informações possíveis sobre a vida lá. Para nós,  isso incluiu até custos esquecidos, com a taxa de lixo que se paga. O transporte público foi computado, um valor mensal para lazer – mais ou menos como fazemos aqui em casa. Mas a facilidade de se ter dados de lá foi ótima. Temos já, mês a mês uma planilha de custos estimada. Claro que a realidade nos forçará a adequar muita coisa. Mas creio que muito já está próximo do que vai de fato ser.

Temos estimativa do aluguel, do carro, da gasolina, do lazer, do lixo, da internet, dos celulares,  da mensalidade, do seguro saúde, e uma ideia do supermercado mensal.

Assim que tiver lá, compartilharemos o que bate do idealizado com a realidade. Falta pouco. Tá chegando a hora!

 

“Cuidado com o destino
Ele brinca com as pessoas”

Meu novo mundo – Charlie Brown Jr

A intuição

Durante o assalto das dúvidas, a intuição vem salvar. Olhando para trás, muitas foram as circunstâncias que levaram à decisão, à procura, à aceitação, aos planos. As coincidências foram muitas, assim como muitas foram as provas, as evidências de que era a hora. O sonho antigo voltando à memória. E o ideal desse sonho se casar bem com a expectativa da nova realidade. Tudo compensa o risco. Risco sim. Existente. Aos olhos de muitos, uma interrupção da carreira. Mas, se não se ousa em determinado momento da vida, quando o faremos?

Toda reflexão a respeito, mesmo com aspectos puramente racionais, revela que era a hora.

O sonho leva à realidade. E à sua transformação. O não sonho leva à morte.

Tudo estava na “listinha”, na Bucket List. Tudo é para ser. Tudo será.

 

“Ventura Highway in the sunshine
Where the days are longer
The nights are stronger than moonshine
You’re gonna go…  I know
Cause the free wind is blowin’ through your hair
And the days surround your daylight there”
Ventura Highway – America

O que levar. O que deixar. O que vender. O que doar. Amigos & armazenagem

Começando pela metáfora,  em momentos de ruptura, de sacudida, a gente revê a vida. As ações passadas, o que foi feito até hoje, os planos futuro. O que construímos. O que ainda vamos construir. Como melhorar.  O que sobra em nossa vida…

E  uma mudança física, de fato, e dessa magnitude, é bom rever também o próprio lado material mesmo. Poderemos levar pouca coisa, claro, considerando os limites internacionais de bagagem. Nos EUA produtos são mais baratos. Isso contribui para a ideia do descarte.

Aí, a gente vê quanta coisa tem em casa. Que não usa. Que nunca vai usar. Que pode servir a outros. Que pode ser doada. Que pode ser vendida, para fazer caixa. Assim, fizemos a classificação

Faremos um bazar, com coisas que serão vendidas e servirão para a montagem da nova casa. Outras, serão doadas. E como vamos alugar nosso apartamento daqui, mobiliado, para ajudar no aluguel de lá, muita coisa deverá ficar armazenada. O problema é: aonde?

Não há empresas que alugam espaço de armazenagem. Ou se há, não compensam os preços. Recorremos, claro, a parentes e amigos. Alguns espaços disponíveis e gentilmente cedidos serão usados por nossas caixas. Aqui, agradeço, com sempre à Mamãe, à prima Ana Lúcia e ao bom amigo Iuri.  Eles ficarão com nosso “espólio” até a volta.

Houve por alguns instantes a dúvida se deveríamos ou não alugar o apartamento daqui, mobiliado. Após ver os aluguéis de lá, a dúvida se dissipou. Foi mágico…

E para quem não viu, uma olhadinha no vídeo promocional Bazar dos Gaspar, da venda que fizemos:.

“Hoje eu tô jogando tudo fora
Tudo que não presta mais
Todo o lixo que juntei
Nos meus becos e quintais”
Gentil Loucura -Skank

 

O auxílio luxuoso

Sei que o que vou dizer não é comum. Nem uma facilidade disponível a todos. Mas, teremos essa facilidade. Minha mãe  minha prima irão conosco, passar o primeiro mês com a gente. Isso, além de minimizar para elas o impacto da saudade (dos netos, da afilhada), nos ajudará muito. Poderemos sair para pesquisar casa, carros, tirar carteira de habilitação, e o que for mais necessário. Vai ser bom também ambientá-las, confortá-las vendo a nossa situação e passear pela nova cidade, aproveitando a oportunidade para explorar e turistar. Minha mãe é muito ligada aos netos. A dor vai ser na volta. Mas, como é por pouco tempo, a tecnologia amenizará a distância. Com as ferramentas de hoje. Pior se fosse antes. A passagem por Atlante serve também para amenizar a distância e o desconforto da viagem.

 

“No dia em que saí de casa minha mãe me disse filho vem cá

Passou a mão em meus cabelos, olhou em meus olhos começou falar

Por onde você for eu sigo com meu pensamento sempre onde estiver

Em minhas orações eu vou pedir a Deus

Que ilumine os passos seus

Ela me disse assim meu filho vá com Deus

Que este mundo inteiro é seu”

No dia em que eu saí de casa – Zezé de Camargo

Anakin – que a força esteja com você

Nunca havia tido cachorro. Minha mãe nunca gostou e nos influenciou a esse respeito, sobre o trabalho que dava etc. Já Daniela sempre teve. Casamos, tivemos filhos. E a ideia de ter um cachorro foi adiada. Embora eu confesso que tinha essa curiosidade.

Um belo dia, decidimos embarcar nessa. Compramos um filhote de maltês. Pequenininho, branquinho.  Ao Léo, meu filho, o mais resistente a isso, foi dado o direito de escolher um nome para ele. Por ser fã de Star Wars, escolheu Anakin. Um nome simpático, desde que fique no ‘lado certo da força’.

Virou membro da família. Mansinho, calmo, dado, carinhoso. Fantástico. E agora vamos levá-lo também a experiência internacional.

Mas aqui também, nada é fácil. Como já disse em outros posts, as informações são desencontradas. E as regras, algumas, chegam a ser absurdas. Se ele for em canil (porta cão) no portão, em algumas empresas, se a temperatura NO DIA do voo, nas cidades em que se tem escala estiver muito alta ou muito baixa, eles se recusam a levar. Difícil contar com uma insegurança dessas. Para ir a cabine, conosco, algumas levam, outras não. Cobram taxa, ora fixa, ora variável de acordo com o peso.

Há dimensões máximas do porta cão. Claros, que muda de acordo com a empresa. E há uma regra estranha, de que não levam cachorros de raça com focinho curto (boston terrier, boxer, buldogue, cavalier king charles spaniel, chow chow, dogue de bordeaux, grifon de bruxelas, lhasa apso, pequinês, pug e shih tzu). E outra, que diz que na cabine, só pedem ir no máximo 7 cães por voo. Como a gente vai saber???

Não é fácil. Mas não é impossível. Nem adiantaria colocar aqui a via crucis. Ou “via Canis” toda. Mas, com pesquisa, teimosia e determinação, dará certo.

Ah, e os americanos criaram um companhia aérea muito boa para levar animais. O nome é PET AIRWAYS (http://www.petairways.com/). O problema é que só voa nos EUA.  E só leva animais. Os donos não entram…

 

“Vamos embora companheiro, vamos!

Eles estão por fora do que eu sinto por vc.

Me dê sua pata peluda vamos passear, sentir o cheiro da rua.

Me lamba o rosto meu querido lamba, e diga que também vc me ama

Eu quero ver seu rabo abanando, vamos ficar sem coleira”

Vida de Cachorro – Mutantes

 

O voo

A distância em voo para os EUA, considerando as diversas opções que existem, mesmo saído de Fortaleza, não é tão grande. Porém os EUA são um país grande, e a costa oeste, onde fica San Francisco, é muito mais longe do Brasil. Isso significa que há pouca oferta de voos. E eles duram muito. E são mais caros, que o batido destino de Miami. E que há pouquíssima promoção para lá. Isso pode mudar, mas por enquanto não mudou.

De Fortaleza não há atualmente voos diretos para os EUA. Há com escala em Belém e Manaus.  Ou por SP, por BSB, por Recife, mais perto. Mas, para cidades da costa leste ou próximas (SP tem mais ofertas, mas descer até SP é tempo…).

Quando fomos, usamos o recente voo da Lan (FOR-SP-LIMA-SF). Ótimo. Porém longo. O horário dele atualmente mudou. E seus preços são sempre altos em comparação com outras opções. Pela American temos FOR-REC-MIA-SF. Pela Delta, FOR-BSB (ou SP, ou GIG)-Atlanta-SF. Pela United  temos FOR-SP-Houston (ou JFK)-SF. Sempre longos, sempre longe. A TAM não dá opção.  Fazer o que?

Optamos pela Delta, por uma série de razões. Dentre as quais, como já mencionamos, a escala em Atlanta, onde temos parentes queridos, e a facilidade de levar o cachorro na cabine. E o preço era razoável.

Será FOR-BSB (escala de 3h) – Atlanta (escala – solicitamos – de 10h, para parar e descansar na casa da Camille) – SF.

 

 

“Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.

Vôo lá por cima das nuvens,
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som”.

O avião –Toquinho

O Craigslist

Em 1995, Craig Newmark iniciou um serviço de mailing, para alguns amigos e conhecidos,, falando de eventos locais em San Francisco. Com pouco tempo, alista cresceu, e as pessoas aproveitavam para incluir nela assuntos que nada tinha a ver com eventos, como currículos e coisas para vender. O potencial da Internet como forma de mídia, muito útil para classificados estava ali despontando. E o Craigslist cresceu, virou um site de classificados onde tudo é anunciado. Começo ali em SF e hoje existe em mais de 50 países. Sem falar nas inúmeras imitações.

Só que lá em SF tudo se negocia pelo Craigslist (WWW.craigslist.org). Aluguéis, sexo, produtos, serviços. Tudo. E todos recomendam o site para tudo.

Além disso, há uma interessante sessão: FREE. Como a legislação municipal é rigorosa em relação a lixo e dejetos, alguém que não quer mais um móvel ou produto nem sempre pode colocá-lo na calçada. Então, anunciam muito no Craigslist que estão doando algo.

É possível montar todo um apartamento com coisas do Craigslist. Amigos que conhecemos pegaram bastante. E vale a pena, mesmo que por curiosidade, dar uma olhada na sessão (http://sfbay.craigslist.org/sfc/zip/). Alguns anúncios dizem até: “É seu, mas tem que vir buscar, trazendo pelo menos três caras. O (ex) dono, não moverá um dedo para carregar (esse sofá) até lá embaixo.” Justo.

“You’ve got a ’65 Chevy Malibu
With automatic drive
A custom paint job, too
I’ll trade you for my old wheelbarrow
And a slightly used sombrero
And I’ll even throw in a stapler, if you insist
Craigslist! /I’m on Craiglist, baby, come on!”

Craigslist – Weird Al Yankovic

O transporte lá

Não se vive nos EUA sem carro. Em certas cidades não sequer transporte público digno do nome. Eles não são a Europa. Na Califórnia, a civilização dependente do automóvel chega ao auge. É o que se diz… de Los Angeles. Mas, os EUA não são uniformes. E San Francisco não é Los Angeles. Na realidade, das cidades americanas que conheço, é a que mais se aproxima em alguns aspectos, de algumas da Europa.

Há transporte público. Diversos. Como SF é a metrópole de uma área bastante povoada, a Bay Area, há trens de superfície para distâncias curtas, para distâncias longas (que interligam a área) e ônibus. Há forte desestímulo a estacionamento no centro e em algumas áreas da cidade (são caríssimos). E há uma cultura de bicicleta e estacionamento, tanto de bicicletas quanto de carros nas estações (não todas) do metrô e dos trens. Há também sistema regular de transporte marítimo entre localidades à beira da baía. É muitas vezes mais rápido – dependendo de onde você mora.

Isso nos influencie e influencia toda uma cultura de habitação. É melhor e mais valorizado morar perto das estações.

Nossa ideia é ter um carro, que ficará com Daniela. E eu ir à escloa de transporte público.   Que pode ser, preferencialmente o BART (Bay Area Rapid Transit – www.bart.gov). Se morar na direção do vale do Silício, o Caltrain (www.caltrain.gov). Se for em Marin County, do outro lado da Golden Gate, pode ser o ônibus (www.muni.gov)  ou mesmo (sonho), o barco  www.baycrossings.com.   Por enquanto, só planos. Sorte que a escola fic abem pertinho, a pé, da estação principal de SF, o Embarcadero. A qual, pelo nome, é também porto dos barcos que cruzam a baía.

 

“Get around round round I get around

From town to town

Get around round round I get around

I’m a real cool head”

I get around – Beach Boys