O segundo dia de aula e os dois seguintes

IMG_8869Ana Luiza não queria ir. Mas foi. Leo, tranquilo. Na volta, veríamos. Averiguamos que o fato dela ter se perdido não era de todo verdade, tinha muito de drama também. Explicamos algumas coisas na escola. Ficou claro.

Quando fomos buscar, outro clima! Ana Luiza sorria, disse que havia gostado,fez uma amiga, contou do que fez em sala e já chamava a professora de Ms Reed (em perfeito sotaque). Léo havia também comentado mais. Houve matéria, mas não tarefa. Havia interagido com um colega. E muito com o professor de história (um dos que mais gostei também). Aprendeu a usar o cadeado. Porém, não conseguiu terminar o almoço a tempo. Ele se acostuma. E as coisas, começaram a entrar nos eixos. Graças a Deus!

 

No terceiro dia, ela teve uma “crise” de saudades. Reclamando que eu, a Dani, o Leo entendemos inglês. Ela não. Que está deslocada. Que só fala com um colga brasileiro (que quase não fala). Ela, acostumada a ,liderar, está sentindo. Mas isso passa, creio. E espero.

Após o drama, no quarto dia ela chorou um pouco, mas voltou feliz. Dizendo que gostou. Altos e baixos, expectativas e experiência. Choro e riso. É a educação, a mudança… e a vida.

Primeiro dia de aula II. As impressões deles

Fomos todos (até a Vó e Tia e madrinha dela) pegar Ana Luiza. Ela saiu com cara meio de choro. E disse simplesmente que não gostou. E que se perdeu lá dentro, e que não entendeu nada. E que não comeu. Que tava com saudades do Colégio Canarinho (o anterior dela). Mas que a “tia” era boazinha. Pelo menos isso. Pedimos para ela explicar melhor essa de ter se perdido. Ela disse que brincou no playground (já pronunciou perfeitamente em inglês, com o r enrolado e as vogais bem ditas – gostei) depois do lanche e não soube voltar. Mas que o diretor achou uma pessoa que falava português e que a encaminhou. Ficamos de averiguar. E fomos pegar o Léo.

Ele saiu misterioso. Dizendo simplesmente que foi “bom”. Confessou que não almoçou por não ter dado tempo e nem saber que tínhamos pago. Na realidade, não tivemos como avisá-lo e nem deixamos dinheiro com ele. Pois o deixamos e saímos para deixar a Aninha. Mas que houve somente explicação de como seria o ano e as tarefas por parte dos professores. Que gostou de todos eles mas que não entendeu muito bem a de matemática – que falava rápido demais (depois descobrimos que ela é indiana e fala rápido mesmo, com sotaque diferente dos americanos).

No final desse dia, tinha um evento para os pais da escola do Léo. Fomos. No grande ginásio, palestra da diretora. Focou muito na disciplina, inclusive dando conselhos aos pais. Nas dificuldades da idade (a escola é para 6º, 7º e 8º ano). E na excelência acadêmica, nas mudanças daquele ano etc. Fiquei do lado do presidente (depois soube) do … San Bruno. Me falou dos eventos e já me pediu para, como voluntário, traduzir para o português uns formulários deles. Então, começou uma espécie de treinamento sobre com é o dia de uma aluno da Parkside. Fomos assistir, na ordem, aulas de dez minutos com cada professor.

Cada um tem uma sala. E os alunes devem se movimentar entre elas, levando seu material. As salas têm muitos instrumentos de ensino e todas as aulas são com powerpoints e vídeos. Os temas são também disponibilizados na interne, em um software especial. Se o aluno falta, não perde. Há muita exigência de tarefas de casa e ênfase nos prazos. Os trabalhos mostrados, feitos por alunos de outros anos eram muito bons. Se apresenta um código de conduta a todos antes. Onde se ressalta o respeito e a disciplina. Que conta ponto. Provas são 20%. Participação, entrega dos trabalhos, criatividade e outras coisas respondem pelos 80%. Nos pareceu muita coisa, mas a educação é ampla. Grupos de estudo são incentivados e atividades extra classe também. Ele pode ter, como eletivas, aulas de música – optou pela guitarra – mas como nos matriculamos faltando uma semana para inciarem-se as aulas, está sujeito à existência de vagas. Acham que vai ter, mas só se sabe na segunda semana. Terá aulas de ciências, matemática, inglês, história, tecnologia e educação física.

Cada professor explicou o programa. Os livros, as tarefas. Todos me pareceram muito bons. A todos falamos que o Leo era brasileiro, mas eles estão acostumados à diversidade. A rotina nos pareceu corrida. Entre uma aula e outra, 6 minutos para sair, pegar coisa nos armários (com cadeado de segredo) e ir para a outra. Como nos filmes. Isso também um treinamento de disciplina.

O que nos deixou meio estranhos é o fato de que cada professor apresentou uma lista de desejos (wishlist) de coisas que devem ser doadas à escola – já que não há oficialmente exigência de material. Coisas tipo lenços de papel, pinceis de quadro branco, cola, tesoura e, pasmem, créditos Itunes. Para comprar software.. Tudo discretamente. Mas não esperávamos. Voluntário, mas pedindo mesmo assim.

De qualquer forma saímos impressionados com a estrutura, e com as exigências. A sala de tecnologia era uma maravilha. A de música também. A quadra de educação física, impecável. No geral, tudo meio massificado também. O tempo dirá. Mas não sei como será uma possível atenção mais individualizada – como estávamos acostumados no espetacular Colégio Canarinho e Sapiens, em Fortaleza.

Chegamos em casa, repassamos tudo para ele. Ele, às vezes se fazendo de indiferente, dizia: já sei como é. É assim nos filmes. Vou dar conta…

O esperado, ansiado e temido primeiro dia de aula das crianças

IMG_8846 IMG_8874 IMG_8839 IMG_8843 IMG_8844 IMG_8872 Duas escolas. Relativamente perto do apartamento (tem que ser), porém um pouco distantes uma da outra. Pela idade e pela localização, Ana Luiza foi para uma elementary school e Leo para uma Middle School. Na matricula, como já falamos em outro post, foi tudo bem em ambas. Vamos de uma por uma…

Na segunda, antes do início oficial das aulas, que seria numa quarta, houve a entrega dos horários. Momento em que fomos nos, pais e o aluno à escola. Para receber orientações. Foi bom que o Leo pode ver a Parkside Middle – coisa que ainda não tinha feito.

Uma fila, rápida, para entregar um documento de vacina que estava faltando (eles nos avisaram por email após a matrícula, e vacinamos numa farmácia Walgreens). E então, fomos a um ginásio da escola para pegar outras coisas. Na entrada, um garoto bem desinibido, de cerca de 12 ou 13 anos, já aborda o Leo e faz um discurso bem estruturado, convidando a fazer parte do grêmio da escola (Student Council). Falava bem ele. Leo, em princípio não quis, mas gostou da ideia. Deixamos, claro, a critério dele. Em seguida, no ginásio, conhecemos os professores dele, que se apresentaram muito simpaticamente enquanto distribuíram material. Pública e gratuita, mas algum material pessoal era pago. Os cadeados dos armários (quem têm que ter segredos), os cadernos de cada matéria, os uniformes de educação física. Opcionalmente, o livro do ano – com fotos oficiais da turma. Quisemos esse, claro, para registrar todo o período. Recebemos o que eles chamam de planner – uma agenda. A escola arrecada também vendendo casacos oficiais com sua marca. Não obrigatórios, mas desejados pelos orgulhosos alunos. Estava lá também o presidente da PTA (Parent-Teachers Association), que participa e opina ativamente na escola,e que também promove eventos. Estava ali recrutando novos associados. Nos engajamos. Demos uma volta pela escola com o Leo e fomos embora.

Chegou o primeiro dia. Deixamos o Leo. Ele, querendo ser o tempo todo independente, dizendo que já conhecia as escolas americanas, de tanto ver Drake & Josh, Manual de Sobrevivência Escolar do Ned, Diário de um Banana e outros seriados. Quis ficar logo só. Deixamos. Não houve tempo de eu entrar lá. Fomos deixar, então, Aninha (6 anos).

Chegando na escola dela, ela bem insegura, vimos logo a lista de alunos. Era cedo ainda. Já dava para ver naquela lista uma amostra de toda a diversidade da região. Nomes ingleses, sim. Mas também espanhóis, árabes, russos e de nacionalidades não de cara identificadas. Um deles, Lucas Costa…só podia ser brasileiro. Descobrimos que era. Da turma dela.

Entramos. Ela foi (conosco) para um fila. Onde, virados para o diretor, no pátio, todos repetem um juramento à bandeira americana. Me lembrou de meus tempos de colégio. Bonito de se ver. Em seguida, entrou na sala. Uma sal de aula grande, muito aparelhada, inclusive com computadores. O lugar dela já marcado. Um crachá na mesa com o nome dela. Muitos pais apreensivos (primeiro dia de aula). Isso, muito parecido. A professora nos pede, assim como a todos os pais, para deixar a sala. Ela, ainda apreensiva, fica.

Fomos então para uma reunião na “cafeteria”, da escola. Com o diretor. Ele apresenta aos pais as mudanças no plano de estudos, aprovadas pelo governo da Califórnia, e enfatiza a necessidade da presença. Coloca que o repasse de recursos do governo à escola depende da presença, da assiduidade. E que uma falta, alem de prejudicar o aluno, prejudica e escola e a todos os colegas. Uma abordagem prática e direta. Foi bastante aplaudido quando disse que iria ficar full time naquela escola Descobrimos depois que ele antes dividia o papel de diretor com outra escola das imediações, substituindo outro, mas que esse ano ira ficar só lá. E que tem a fam de excelente diretor. Apresentou também a presidente do PTA daquela escola. Conversamos com ela. Muitas opções a considerar. Inclusive dividir carona.

Pagamos o lanche dela. Paga-se por semana. E fomos para a escola do Léo, fazer o mesmo. A grande expectativa ficou para o momento de ir buscá-los. Mas isso fica para o próximo post…

Montando móveis 2. IKEA jokes.

ikea2 ikj1Foi relativamente rápido achar um apartamento. Já conhecíamos a região, sabíamos mais ou menos onde pesquisar. Já desde algum tempo vinha vendo na internet e fazendo alguns contatos, marcando visitas para Poá a chegada. O carro foi bom, sem burocracia e rápido. A parte prazerosa (tudo acaba sendo) de comprar os móveis foi legal. Mas montar móveis e arrumar, parece que não acabava nunca. Haja coluna vertebral!

Virei fã, reitero, da IKEA. Os manuais de montagem vêm sem uma palavra, pois eles vendem para o mundo. Só ilustrações, claras, elucidativas. O planejamento industrial passa pela forma de facilitar a montagem, sem influir no custo.

Os americanos gostam, lotam e até fazem piadas com a IKEA. Vi algumas (“pedi um sofá de couro pela IKEA.com. Mandaram um boi, um ralador e um manual ensinando a tirar o couro”). Ou a ilustração anexa, de uma entrevista de emprego na IKEA …

Anexas, fotos de minhas novas habilidades.

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As chaves, o lar, o choque!

IMG_8791 IMG_8859 IMG_8861Na quinta feira, dia 22 de agosto, recebemos as chaves. Havia uma plaquinha nos dando as boas vindas na entrada do condomínio. Felizes. Uma festa. Um passo a mais dado, uma solução. Boas vibrações. Passamos o dia em casa. Na casa nova. Montei o sofá, a mesinha. O apartamento já vem com os armários e a cozinha pronta. O condomínio é de uma limpeza impecável, tem piscina e academia. Já inauguramos a cozinha. Aparelhagem nova, bonita.

Tem meio que um quê de hotel. Mas pela praticidade, compensava. Já havíamos superado essa discussão. O problema são as paredes, meio finas, de madeira. É tudo assim, aqui. Isso daria um choque para nós, que detalho em seguida.

Eram 23:00 da quinta feira. Dia em que recebemos as chaves. Toca a campainha. Abro. O segurança do prédio, visivelmente constrangido e simpático até, diz que recebeu um pedio de um vizinho para vir aqui, pois estávamos muito barulhentos. Não havia música. Nem festa, nem nada demais. Apenas conversávamos alto. É verdade que já era tarde. E que as crianças correram muito pela casa e tomaram banho de banheira. E que não tínhamos mesmo noção do barulho. Mas no primeiro dia, isso foi um choque. De realidade. De frescura.

Ficamos na dúvida. Ainda não haviam as camas. Fomos, como já íamos, dormir no hotel. Mas com um gosto meio ruim.

No dia seguinte, falamos com a administradora. Nãoi havia denúncia formal, nada. Ela ficou meio chocada. Disse que deveria ter sido um problema do vizinho e não nosso. Que ela qeuria que fôssemos felizes aqui. E nós, claro, também.

Viemos  no dia seguinte. Pé atrás. Arrumar mais coisas. Mas deu tudo certo.

No sábado, 24/8, acabou o hotel. Nos mudamos. Foi todo o fim de semana, após mais uma dose de IKEA montando coisas. Dormimos. Tranquilo.

Furniture Outlet – o jeito chinês de negociar e americano de trabalhar

Uma parte dos móveis compramos numa espécie de Casas Bahia daqui. Coisa aparentemente boa e bem barata. Antes, pesquisamos exaustivamente e tínhamos ideia dos preços IKEA (ver post). Esses, além do preço descontado, contou com a grande disponibilidade de negociar da proprietária, chinesa, assim como todos os vendedores. O preço foi imbatível, os móveis eram vietnamitas (para eles a mão de obra chinesa já está cara) e pelo menos esses (camas e colchões) forma trazidos e montados em nossa casa.

Interessante ver a produtividade e treino dos trabalhadores que vieram montar. Dois chineses e um mexicano. Tudo sincronizado, rápido, cronometrado. Uma beliche, uma cama de casal, dois criados mudos, uma cômoda. Tudo montado em 1:30. Eu que estava me orgulhando de minhas habilidades com os produtos IKEA, fiquei impressionado.

 

Telefônicas e Tvs a cabo

 

Isso parece que é igual em qualquer lugar. A mesma sensação de monopólio e falta de alternativas. É e não é ao mesmo tempo. Se você opta por uma forma, seja cabo ou satélite, suas opções já ficam limitadas. Bom é que tudo aqui tem milhares de opiniões postadas em sites – e aqui na Bay Area, no Yelp (www.yelp.com). Opiniões que devem ser vistas com ressalvas, uma vez que é mais comum serem postadas críticas que elogios.

Mas, ao alugarmos o apartamento, nos foi dito que deveríamos providenciar a ligação da energia já em nosso nome. Coisa que fiz por telefone e foi rápido e tranquilo. E, se quiséssemos, a TV a Cabo e Internet. O condomínio recomendava a AT&T por já ser a da maioria dos condôminos.

A companhia de energia nos solicitou o Social Security Number, uma espécie de identidade que todos os cidadãos americanos e estrangeiros com autorização de trabalho têm. Nós, claro, não tínhamos.  E nem tínhamos histórico de crédito aqui. Algo que muitas empresas que fornecem serviços olham com cuidado. A PG&E (empresa de energia) ou exigia um depósito de US$ 120,00 para quem não tinha SSN ou histórico. Ou dispensava, caso concordássemos em fazer débito automático na conta do Banco. Optamos pelo débito automático. Tudo simples, pelo telefone. Nos dão um número de registro e tudo feito.

A TV a Cabo (AT&T) não. Exigiu um depósito não retornável, por não termos as referências. Tentei a TV por satélite (DirecTV). Que não fornece internet. Aí foi uma conversa looonga com um vendedor, que acabei descobrindo que o contrato teria multa caso rescindíssemos com um ano. A Comcast, concorrente direta da AT&T – que inclusive tem Globo Internacional, não instala no condomínio. A fornecedora de Cabo local (San Bruno Cable) tinha muitas reclamações no Yelp. Não tive coragem.

Acabamos ficando com o semi monopólio da AT&T (“the devil”, como chamam alguns americanos), pagando o tal depósito. Pelo menos o atendimento foi ótimo e o serviço instalado em 24 horas. Temos cabo e internet. Wireless. Mais barato, bem mais, que o que tínhamos no Brasil Mas deu um trabalhinho.

Já tava me acostumando com as coisas fáceis demais.

Ninguém é estrangeiro se todos são

As camareiras do hotel em que estávamos eram costarriquenhas ou filipinas. O gerente da concessionária de carros era iraniano. O vendedor, russo. Era filipino o instalador da At&T (conto adiante). O financeiro da concessionária era armênio, casado com uma brasileira. Uma das corretoras de imóveis era das ilhas Fiji. Chineses estão em todos os cantos aqui. Era de El Salvador um dos gerentes do hotel. Muitos indianos (inconfundíveis) na loja de móveis. Vietnamita um dos vendedores de carros. Chinesa a bancária do Citibank. Malaio o gerente do mesmo banco.

Impressiona a diversidade. Difícil acreditar no lado xenófobo dessa sociedade, se só se vê essa região. Mas nas outras vezes que aqui (nos EUA) estive, mesmo em outros lugares, só vi diversidade. Ela encanta. Ela atrai, ela impulsiona a economia e o pensamento. Não parece ser o mesmo país que exige o visto em um processo complicado. Como todos esses conseguem? Muitos claramente não tão qualificados.

Os microclimas da baía

IMG_8649Engraçado a previsão do tempo. Não tem a temperatura da cidade. Tem três: Coast, Inland e Bay. Sempre diferentes. Às vezes BEM diferentes. Dirigindo por aqui, a primeira vez que entendemos o porquê foi quando estávamos visitando apartamentos. Um dos edifícios, na localidade de Colma, pertinho do hotel, tinha um forte nevoeiro e era frio. Saindo de lá, em direção ao hotel, em San Bruno, sol e calor. Quando fomos a Walnut Creek, a temperatura era bem superior à de San Francisco e à de San Bruno. Quando dirigimos de San Bruno (onde fica o hotel) a uma residência que tinha uma garage-sale, em Daly City, a uns 10 minutos de carro, frio e neblina.

É uma baía. Tem terra e água por todos os lados. Na parte de terra, tem montanha que divide o ar que vem do pacifico do da baía. A temperatura da água do pacífico aqui é gelada por que passa uma corrente marinha que vem do Pólo. Essa corrente em contato com o ar quente forma neblina. Essa neblina esfria o ar, mas não passa da montanha. Resultado, um lado sempre com neblina, outro com sol. Um mais quente. Outro sempre ameno. Tudo isso bem pertinho. Isso se reflete no preço dos imóveis. E segundo o pessoal daqui, no humor dos habitantes de alguns lugares. E até nos apelidos depreciativos que dão, tipo “Daly Shitty” que escutei.

Dirigindo percebi claramente a neblina represada na montanha. Olhem a foto.

Tudo muito rápido… a propaganda de seguros na vida real

IMG_8847No dia seguinte ao domingo das visitas a algumas revendas de carros, recebo telefonemas indicando que o modelo que queria estaria disponível e me pedem para marcar um horário. Marquei no dia posterior, na revenda.

A segunda pós domingo no parque e IKEA foi improdutiva. Comparando com a atividade dos outros dias, pouco foi feito. Mas o organismo e a mente precisavam desse descanso.

Na hora marcada, chego na revenda. Conto a história (vim aqui no domingo, na segunda me ligaram marcando para hoje etc). O gerente (iraniano) vem me receber e indica um vendedor (russo) para buscar o carro. Ela vai e não acha. Mas se oferece para mostrar outros modelos. Desta vez, estava com Daniela. Ele mostra, mostra. Gostamos de um. Ele diz que o preço que está indicado pode ser descontado dependendo da nossa oferta. Fazemos test drive. Com ele no banco de trás. Digo que vou fazer uma oferta 5% menor. Havia pesquisado online. Tava bom. Ele diz que posso oferecer o que quiser. Ofereço bem menos (15%). O gerente não aceita. Negociamos. 12% menos. Aceita.

Fechamos. Acho que no nosso Brasil pagaria pelo menos o dobro no modelo de carro que compramos. Um Toyota Matrix (estou na Matrix) com bom valor de revenda. 2010.

Mas o melhor foi a rapidez do processo. Preenchemos papéis, dados, endereço. Fomos ao Banco e pegamos um cheque administrativo. E por telefone fizemos o seguro.

Por não termos carteira de motorista dos EUA, o seguro ficou caro. Mas cairá à metade assim que a obtivermos. Estava em nossos planos tirar carteira assim que chegássemos, mas outras necessidades se impuseram.

Combinamos com o cara da seguradora que em um mês tiraríamos carteira. O DMV (Detran local) aceita nossa carteira do Brasil. Por tempo limitado. Assim que tirar, cancelo o seguro e faço outro mais barato. Estou pagando por mês.

Em duas horas no máximo, após a compra do carro, saímos já dirigindo nele. Lembrei de uma propaganda da seguros no Brasil, em que o cara contava o processo de receber o seguro como quem narra um acidente de carro. “Foi tudo muito rápido”. Inacreditavelmente rápido, para quem está acostumado a uma burocracia às vezes irracional.

IKEA, IKEA 2 e mais IKEA

ikeaIMG_8743 IMG_8741 IKEA_boxes Quando fiz MBA ou um dos outros cursos executivos de que tive a felicidade de participar, foi citado como exemplo de sucesso a IKEA. A maior cadeia de móveis do mundo, baseada e levando ao extremo o conceito de faça você mesmo. Fiquei, desde então curioso para conhecer uma IKEA, pois não tem no Brasil. A chance estava próxima.

Com a perspectiva de ficar um ano, com um apartamento alugado com a cozinha montada e armários embutidos, faltava tudo o mais. E tudo o mais inclui camas, sofá, pratos, lençóis e outras coisas essenciais em uma casa. Me recomendaram a IKEA, mas eu iria lá mesmo que não me tivessem recomendado.

Levar ao extremo o conceito de faça você mesmo inclui você escolher o  móvel, anotar o número dele e pegar as caixas dele desmontado no gigantesco estoque da loja. Uma área só de caixas do lado do show room. Você pega, ninguém ajuda. Se a caixa é descomunal, é dividida em duas. Ou mais. Os carrinhos de carregar caixas são adequados e até o elevador (grande como uma sala, o maior que já vi), tem a porta do exato tamanho de para uma pessoa levando a maior caixa (de um sofá) passar por lá.

O show room da IKEA é imenso. Tok & Stok e Etna se inspiraram nela (com algumas ressalvas e adaptações). Cada produto tem um nome, sueco. Os menores se pegam na área chamada Market Place. Os maiores, no armazém anexo.

Mas por que comprar móveis, se se vai ficar um ano? Bom, tem que se comprar alguma coisa. Queremos receber hóspedes. Fomos a garage-sales, e garimpamos bons produtos. Tínhamos que criar uma rotina para as crianças estudarem. E se adaptarem. E pesquisei (Ebay, Amazon) que os produtos IKEA tem bom valor de revenda.

Eles, para fazer valer seu slogan “Affordable Design”, ou design acessível, retiram do preço boa parte de custos de mão de obra, armazenagem e transporte. Como? Deixando para o consumidor fazer. Você compra peças acondicionadas em caixas bem compactas. O que não toma espaço deles e economiza o transporte. Você mesmo retira as caixas do armazém (cada produto tem a indicação sobre que corredor e que compartimento do corredor está a caixa (ou as caixas). Algumas são BEM pesadas, o que pode causar desconforto.

Porém, é sensacional a loja. Gosto dessas coisas, sempre gostei de trabalhos manuais em casa e a ideia de montar um sofá me atraiu.

Aqui na região tem duas lojas IKEA, a de Palo Alto e a de Emeryville. Apesar de a de Emeryville ser geograficamente um pouquinho mais perto – ou menos longe – do hotel, eu já sabia que o caminho para lá é mais congestionado (atravessar a Bay Bridge).

Fomos à IKEA de Palo Alto. No primeiro dia só olhando tudo. Minha mãe ficou fascinada. Só ela…

Mais de IKEA, claro, em WWW.ikea.com

 

Domingo no Parque

IMG_8635 IMG_8673 IMG_8683 IMG_8687 IMG_8694 IMG_8695 IMG_8696 IMG_8703 IMG_8704 IMG_8706 IMG_8710No domingo, 18/ago, fomos todos ao Golden Gate Park. Dar um break na semana intensa e relaxar. Apesar do nome, não se vê a ponte de lá. Léo, nosso filho de doze anos me cobra desde a chegada uma ida ao principal cartão postal da cidade para tirar uma foto lá e postar no Facebook. Mas, ficaria para depois.

No parque, uma bela amostra da diversidade da cidade. Uma passeata de tradições indianas. Hare-krishnas, vegetarianos etc. Bonito, colorido. Diversificado.

O parque é imenso. Ficamos numa das áreas que tem playground infantil. Aliás, com brinquedos interessantes e impecavelmente mantidos. Fizemos um piquenique tranquilo e curtimos o dia de sol e calor.

No final, fomos à Golden Gate Bridge. Apesar do sol, do calor e do dia, não se via nada. Chegando perto era uma neblina tão forte que não dava sequer para saber se ali havia uma ponte. Leo ficou frustrado. Mas, foi uma boa semana. Quem espera que San Francisco tenha muitos hippies e alternativos, não se frustraria com aquela visita ao parque.

 

 

Primeiro Contato com o Mercado de Automóveis

Pertinho hotel,  já havia passado por uma revenda de carros. Fazia parte de nossos planos adquirir um carro, pois apesar da existência de transporte público na região de San Francisco, aqui ainda é os Estados Unidos e um carro é importante. E a Daniela ficaria mais em casa com o carro enquanto eu pegarei o BART para ir à escola.

Enfrentar uma categoria que sempre, mas com todo respeito, me causou uma certa desconfiança: vendedor de carros usados. Mas,tinha que ser, e foi. A abordagem é semelhante, mas a oferta imensa de modelos já obriga o cara te fazer algumas perguntas para “filtrar” sua necessidade e indicar o que ele tem disponível. Se não tem, orientar. Me surpreendeu positivamente. Ele não tinha, mas disse onde haviam outras revendas, e pegou meu telefone para, caso chegassem modelos próximos de minha necessidade, ligar.

Fui em outras revendas. Você chega, olha alguns carros e de repente aparece o vendedor. Os preços são mostrados pintados em cartazes, e uma espécie de crachá com os dados do carro é sempre pendurado no espelho. Eles parecem dar mais atenção à milhagem que ao ano do carro (“Toyotas rodam bem até 200 mil milhas, você sabe”). Não sabia, mas fiquei sabendo pela repetição. “Carros asiáticos vendem rápido aqui, ideais para você que quer revender em um ano” (leia-se Toyota, Honda e em menor escala, Nissan). Fui formando opinião. E bom que esses conselhos me foram dados por representantes de outras marcas. O da VW disse que carros europeus têm manutenção cara por aqui (VW e companhia)!

Deixei meu telefone em 5 revendas. E fui…tinha tempo e queria aproveitar o domingo.

Comemorando…

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IMG_8591Foram muitos sucessos na semana. Decidimos sair e levar a todos na City, para celebrar. Fomos, claro, a um lugar bem bonito, que já conhecia: o Pier 39. Mas antes, passamos de carro por alguns outros píeres e pelo local da America’s Cup de Iatismo, que está acontecendo aqui em San Francisco e que pretendo ver um dia, em breve. Mamãe e Nora, que às vezes achavam que tínhamos desembarcado da China, dado à grande quantidade asiáticos, se deslumbraram com o local.

Passeamos, jantamos. Vimos belas vistas e teve um friozinho digno do verão em SF também. Mas foi bom. Espero termos muito mais a comemorar em breve!

 

 

 

As escolas

No dia seguinte, fomos ao distrito educacional de San Bruno, onde fomos muito bem atendidos, e direcionados para a primeira escola, a da Aninha. Nossa ideia era pedir para ser matriculada em outra, melhor ranqueada, mas um pouco mais distante. Porém chegamos na escola indicada. Muito bonita, bem localizada, bem cuidada. Uma vista boa para o mar e campos amplos de educação física e parquinhos.

Chegando na recepção, uma recepção atenciosa e um atendimento espetacular, pelo próprio diretor (The Principal). Olham os documentos, checam a vacinação e o comprovante de endereço. Tudo perfeito. Em princípio, até achei que teria, como me disseram, que vacinar de novo contra tuberculose, mas não precisou. O diretor fez questão de dizer que fazi tudo para facilitar e não pedir nada que não fosse essencial. Não tive coragem de mudar para outra escola. Ele pediu para andarmos por lá, à vontade. Conversamos com a provável futura professora dela. A sala de aula, linda e estruturada, com computadores e tudo. Na hora, também identificaram outros alunos que falam português, caso ela precise. E disseram que ela vai ter reforço especializado de aulas de inglês para a idade dela. Tudo grátis, pelo sistema educacional da Califórnia.

Na escola do Léo, a mesma coisa. É outra, pela idade dele. Ótima recepção. Ótima impressão. Ótimo atendimento e profissionalismo. Também não precisou de vacina ou documento extra. O que levamos, já sabíamos pela pesquisa, deu certo. Ele também terá aulas de reforço de inglês.

Em breve, encontro com os pais e mestres. E o primeiro dia de aula.

Mais um passo, graças a Deus, cumprido.