Cenas do Cotidiano (Dani)

Queridos amigos,

Ontem fiz um jantarzinho brasileiro…arroz branco, feijao preto, bife acebolado, ovo frito e farofa….
Ai que delicia…tods comeram que se lambuzaram…que saudade boa!
Com a globalizacao, podemos achar quase todos os ingredientes brasileiros aqui em SF…Pela  internet descobri dois mercadinhos mais ou menos perto daqui…Um mercadinho brasileiro ( com uma bandeira enorme do Brasil na parede) onde comprei farinha, sal ( o sal aqui eh horrivel, nao salga…nao tem iodo), maizena, farinha de milho para cuscuz ( soh ao chegar em casa me lembrei que nao tenho cuscuzeira…alguem sabe como fazer cuscuz sem cuscuzeira?) e tempero completo Lord…O preco nao eh muito amigavel, mas da para quebrar o galho…
Lah tambem havia cafe pilao, pao de queijo, bombons seranata de amor e bis, polenta e o maravilhoso guarana antartica, alem do desconhecido guarana Brasilia (alguem jah ouviu falar?)….
Lah eh tambem uma pastelaria a noite…vou ver se algum dia vou com o Dudu e as kids para matarmos a saudade de um pastel de carne frito….
Proximo dali, um mercado mexicano..onde achei arroz Tio Joao e feijao preto. Que felicidade!!!! E sabem o que mais achei? Carne seca….para delirio do Dudu pois minha sogra pode preparar sua deliciosa pacoca antes de voltar para o Brasil…
Tambem comprei leite condensado mexicano ( para brigadeiros que eu e Aninha fizemos para um jantar na escola dela…) e Creme de leite (table milk) para um estrogonoff dia desses…o whipped cream nao eh a mesma coisa(jah testei!)
Ha varios restaurantes brasileiros em SF e nas cidades vizinhas…sao muito populares por aqui…comida farta e bom tempero eh o que dizem todas as resenhas que li…
Ha os de comida caseira, as churrascarias e ate as lanchonetes…coxinha a 3 dolares e o cento de coxinhas por 70 dolares…ui, acho que vou querer uma receita para treinar em casa!!!!
Proximo daqui de casa tem uma churrascaria…a Cleo’s Steak house…ainda nao tivemos oportunidade de ir…eh o classico rodizio brasileiro…estou esperando a saudade da picanha ficar insurpotavel para irmos…kkkk
Me lembro na epoca que morei na Australia como estudante de intercambio ( mil novecentos e me esqueci…)
que algo assim seria impensavel…e minha mae me perguntou o que eu queria comer depois de um ano inteirinho… logico que pedi uma deliciosa farofa com bife e tomate que a Lurdinha prepara como ninguem…yumm…Inesquecivel!!!!
Hoje, podemos matar as saudades mas facilmente…o mundo esta literalmente menor e mais conectado…
E assim eu me sinto um pouco mais perto da terrinha….
Agora, rede eu ainda nao achei por aqui…nem poderia pois nao tem armador….Mas que eu to com saudade da minha redinha….ah, isso to demais!!!!
beijos saudosos
Dani

Biblioteca de San Bruno

(demorei a postar – desculpe Daniel  🙂 ). Começaram minhas aulas e teve até no domingo. Tempo livre se foi. Mas vai normalizar. Esse post é da Dani. Um email que ela fez).

 

Hoje fomos visitar a Biblioteca de San Bruno (cidadezinha onde moramos ) para renovarmos os livros que a Aninha esta lendo na escola

A biblioteca é um sonho…podemos pegar emprestado 50 livros de uma vez, mais 15 dvds. O prazo eh de 3 semanas. Tudo gratis, basta se cadastrar ( identidade e comprovante de endereco). vc tb pode cadastrar seu e-mail e fica rebendo resenhas de livros…vc pode alugar livros da sua biblioteca e das cidades pertencentes ao San Mateo County, condado que engloba varias cidadezinhas na regiao onde moramos. Vc pode ter acesso ao arquivo online, pode ler uma parte do livro online, enfim..muitas possibilidades..
A biblioteca tambem tem contacao de historias…em ingles e espanhol…alias espanhol eh tao falado quanto ingles aqui na California. Toda segunda a noite tem contacao de historia para criancas de pijamas…jah voltam para casa dormindo prontas para ir para cama…kkk…quando a Aninha estiver entendendo ingles melhor, vou leva-la.
A oferta de livros eh muito grande, tanto adulto como infantil…a Aninha parecia estar numa loja de brinquedos…
A escola exige meia hora de leitura diaria de segunda  a sexta na faixa etaria dela para incentivar futuros leitores. Recebi uma lista de 100 livros para comecar…kkkk…e depois desses 100 a escola pode recomendar mais…
Já está virando um habito super saudavel aqui em casa a hora da leitura…inicialmente estou lendo para ela, mas ja estou introduzindo pequenas frases no meio das historias para ela ler por ela mesma em ingles…em portugues ela jah saberia ler…ainda estamos engatinhando no ingles, mas jah jah chegamos lah..
Para mim que sempre fui uma leitora avida, estou no ceu….ver o rostinho brilhando, me pedindo para ler, ansiosa por estes  momentos…e claro, que para os livros que ela gosta mais, lemos repetidas vezes…a ponto dela decorar algumas historias…
E hoje até livros de culinaria ela pegou emprestado…ela adora cozinhar e hoje ja fez sanduiches de requeijao com geleia de uva..e depois os cortou em formatos divertidos ( estrela, ursinho, etc)…eu tinha comprado antes uams forminhas de cortar massa de biscoitos…ficou uma delicia…
Aqui vai o link da biblioteca para quem tiver interesse
Daniela Gaspar

Pais e Mestres

Captura de Tela 2013-09-10 às 14.36.12Já falei aqui do apelo ao envolvimento dos pais na escola. É grande. São muitos eventos. Chamadas para se voluntariar, se engajar, ajudar. A professora da Aninha tem um blog par os pais dos alunos da turma dela. Nos pediu autorização o formal para postar fotos dela, assim como dos demais alunos, no blog.

 

Eles chama os pais para serem voluntários no início, antes e depois da aula. E estes fazem uma agenda de compromissos. Para ajudar nos esportes, na música, enfim, em qualquer atividade que queiram se envolver. Há atividades paralelas de integração (não fomos ainda), que até colocam em cheque alguns estereótipos que tenho sobre a frieza e não envolvimento deles com os outros.

 

Acho bom. Nós que vimos do Canarinho e Sapiens, colégios em Fortaleza que pedem bastante participação dos pais, estávamos de certa forma acostumados, mas aqui é bem mais. Ou pelos menos, parece. Esta é á primeira impressão.

 

Ainda sobre a escola, Leonardo chegou atrasado na aula de educação física. Levou um “cagaço” do professor (Sr. Wata, um japonês invocado), que nunca mais se atrasou. E ainda teve que correr a quadra várias vezes. Ainda está um pouco desacostumado com a rotina de aula, armário-aula, armário-almoço. É tanto livro nesse armário com cadeado e segredo que dá para ficar assim mesmo. Mas o bom é que o senso de responsabilidade vai aumentando. Tenho percebido isso.

 

A professora da Aninha, na última aula, até aprendeu umas palavras em português para se aproximar dela. Ela me contou. Gostei da atitude.

 

O apelo ao consumo

Já se conhece, já se espera, já muito se falou sobre isso. Mas não deixa de chamar a atenção a imensa quantidade de estímulos ao consumo que se vê por aqui. Ao vivo e on line, para se consumir. Carros, mesmo novos, são anunciados pelas prestações, parecendo não pesar no orçamento. Estando aqui, na internet, os sistemas identificam que estamos nos EUA, e uma imensa quantidade de propaganda vem, mesmo pelo Facebook. Numa loja, quase automaticamente se fazem cadastros, e eles dão descontos bons para quem faz. Uma vez feito, pronto: Vem muita propaganda, ofertas “incríveis”, descontos impensáveis e reais.

 

É preciso um exercício de renúncia para não se submeter a isso. Pelo correio, vem muitas ofertas. No jornal, cupons. Há livrinhos de cupons à venda. E os descontos são reais. E quando se diz que é até tal dia, é mesmo. E esses cupons nos “empurram” para dentro dos estabelecimentos. Onde se recebe mais e mais estímulo.

 

Isso dá uma sensação de descartabilidade de todos os bens materiais (de fato, são mesmo). Mas isso chega a um extremo. Aqui pessoas, não só empresas, podem pedir falência. E por causa do grande estímulo às compras por impulso, tudo você pode devolver sem constrangimento. Eles nada perguntam e restituem na hora. De certa forma, isso acaba estimulando mais ainda as compras. Há inteligência por trás dessa estratégia.

 

E eles, justiça se faça, são bons vendedores. Na abordagem, no conhecimento técnico dos produtos. Poucas exceções vi. Como a lógica é o consumo, tudo gira em torno disso e é tecnicamente pensado para isso. Numa loja de colchões, tivemos uma “aula” como nunca vi, sobre todos os modelos, tipos, maciez, etc. O cara lembrava o Bubba falando sobre camarões (no filme Forrest Gump). Isso nos deu base para escolher os nossos em outra loja. E valeu. Para comprar carros, outras abordagens inteligentes.

 

Resistir é preciso. E fundamental. É impossível ser feliz com dívidas. E isso não é sustentável. Pelo menos é o que eu acho..

Captura de Tela 2013-09-14 às 15.08.31 Captura de Tela 2013-09-14 às 15.09.00 Captura de Tela 2013-09-14 às 15.09.19

O Lixo do Condomínio

IMG_2476 IMG_9068 IMG_9148 IMG_9164 IMG_9285 IMG_9336 IMG_9337 IMG_9398 IMG_9426 IMG_9427 IMG_9429 IMG_9430Uma das coisas que tem se tornado interessantes aqui é a obrigatória passagem que fazemos sempre no lixo do condomínio. Como são muitos apartamentos por andar, cada andar tem uma “sala” de lixo, com espaços separados para orgânicos, recicláveis, caixas de papelão e outros. O bom é que quase sempre que vamos lá (e para ir à garagem ou pegar o elevador, temos que passar), tem coisas interessantes que o pessoal simplesmente deixa no lixo. E quem quiser, pega.

 

Compreensível com a abundância de bens materiais, as grandes distâncias, a pouca disponibilidade de tempo e a facilidade (e estímulo) para se comprar coisas novas.

 

Logo no dia da mudança vimos dois banquinhos legais para bancada de cozinha. Pegamos. Depois, vimos um impressora, um micro ondas, um teclado sem fio Microsoft zero na caixa, colchões, um espelho, dois gaveteiros para roupas, muitos DVDs e CDs, cabos de áudio e vídeo, um abajur estilo poste, uma churrasqueira a gás, uma TV, cabides, um casaco bonito da Polo Ralph Lauren, e contando…

 

Até uma coisa que parecia um laser pointer, mas que fazia um barulhinho estranho. Depois descobrir que era um cigarro eletrônico (muito prazer, nunca tinha nem visto.). Esse voltou para o lixo

 

Desses, pegamos muitos (os colchões foram vetados pela Dani). E sempre passamos por lá para ver as novidades. Na rua também já vimos sofás, mas um sofá não cabe na sala de lixo aqui, apesar dela ser bem grande.

 

Breve atualizaremos com as “lixo News”.

 

O segundo dia de aula e os dois seguintes

IMG_8869Ana Luiza não queria ir. Mas foi. Leo, tranquilo. Na volta, veríamos. Averiguamos que o fato dela ter se perdido não era de todo verdade, tinha muito de drama também. Explicamos algumas coisas na escola. Ficou claro.

Quando fomos buscar, outro clima! Ana Luiza sorria, disse que havia gostado,fez uma amiga, contou do que fez em sala e já chamava a professora de Ms Reed (em perfeito sotaque). Léo havia também comentado mais. Houve matéria, mas não tarefa. Havia interagido com um colega. E muito com o professor de história (um dos que mais gostei também). Aprendeu a usar o cadeado. Porém, não conseguiu terminar o almoço a tempo. Ele se acostuma. E as coisas, começaram a entrar nos eixos. Graças a Deus!

 

No terceiro dia, ela teve uma “crise” de saudades. Reclamando que eu, a Dani, o Leo entendemos inglês. Ela não. Que está deslocada. Que só fala com um colga brasileiro (que quase não fala). Ela, acostumada a ,liderar, está sentindo. Mas isso passa, creio. E espero.

Após o drama, no quarto dia ela chorou um pouco, mas voltou feliz. Dizendo que gostou. Altos e baixos, expectativas e experiência. Choro e riso. É a educação, a mudança… e a vida.

Primeiro dia de aula II. As impressões deles

Fomos todos (até a Vó e Tia e madrinha dela) pegar Ana Luiza. Ela saiu com cara meio de choro. E disse simplesmente que não gostou. E que se perdeu lá dentro, e que não entendeu nada. E que não comeu. Que tava com saudades do Colégio Canarinho (o anterior dela). Mas que a “tia” era boazinha. Pelo menos isso. Pedimos para ela explicar melhor essa de ter se perdido. Ela disse que brincou no playground (já pronunciou perfeitamente em inglês, com o r enrolado e as vogais bem ditas – gostei) depois do lanche e não soube voltar. Mas que o diretor achou uma pessoa que falava português e que a encaminhou. Ficamos de averiguar. E fomos pegar o Léo.

Ele saiu misterioso. Dizendo simplesmente que foi “bom”. Confessou que não almoçou por não ter dado tempo e nem saber que tínhamos pago. Na realidade, não tivemos como avisá-lo e nem deixamos dinheiro com ele. Pois o deixamos e saímos para deixar a Aninha. Mas que houve somente explicação de como seria o ano e as tarefas por parte dos professores. Que gostou de todos eles mas que não entendeu muito bem a de matemática – que falava rápido demais (depois descobrimos que ela é indiana e fala rápido mesmo, com sotaque diferente dos americanos).

No final desse dia, tinha um evento para os pais da escola do Léo. Fomos. No grande ginásio, palestra da diretora. Focou muito na disciplina, inclusive dando conselhos aos pais. Nas dificuldades da idade (a escola é para 6º, 7º e 8º ano). E na excelência acadêmica, nas mudanças daquele ano etc. Fiquei do lado do presidente (depois soube) do … San Bruno. Me falou dos eventos e já me pediu para, como voluntário, traduzir para o português uns formulários deles. Então, começou uma espécie de treinamento sobre com é o dia de uma aluno da Parkside. Fomos assistir, na ordem, aulas de dez minutos com cada professor.

Cada um tem uma sala. E os alunes devem se movimentar entre elas, levando seu material. As salas têm muitos instrumentos de ensino e todas as aulas são com powerpoints e vídeos. Os temas são também disponibilizados na interne, em um software especial. Se o aluno falta, não perde. Há muita exigência de tarefas de casa e ênfase nos prazos. Os trabalhos mostrados, feitos por alunos de outros anos eram muito bons. Se apresenta um código de conduta a todos antes. Onde se ressalta o respeito e a disciplina. Que conta ponto. Provas são 20%. Participação, entrega dos trabalhos, criatividade e outras coisas respondem pelos 80%. Nos pareceu muita coisa, mas a educação é ampla. Grupos de estudo são incentivados e atividades extra classe também. Ele pode ter, como eletivas, aulas de música – optou pela guitarra – mas como nos matriculamos faltando uma semana para inciarem-se as aulas, está sujeito à existência de vagas. Acham que vai ter, mas só se sabe na segunda semana. Terá aulas de ciências, matemática, inglês, história, tecnologia e educação física.

Cada professor explicou o programa. Os livros, as tarefas. Todos me pareceram muito bons. A todos falamos que o Leo era brasileiro, mas eles estão acostumados à diversidade. A rotina nos pareceu corrida. Entre uma aula e outra, 6 minutos para sair, pegar coisa nos armários (com cadeado de segredo) e ir para a outra. Como nos filmes. Isso também um treinamento de disciplina.

O que nos deixou meio estranhos é o fato de que cada professor apresentou uma lista de desejos (wishlist) de coisas que devem ser doadas à escola – já que não há oficialmente exigência de material. Coisas tipo lenços de papel, pinceis de quadro branco, cola, tesoura e, pasmem, créditos Itunes. Para comprar software.. Tudo discretamente. Mas não esperávamos. Voluntário, mas pedindo mesmo assim.

De qualquer forma saímos impressionados com a estrutura, e com as exigências. A sala de tecnologia era uma maravilha. A de música também. A quadra de educação física, impecável. No geral, tudo meio massificado também. O tempo dirá. Mas não sei como será uma possível atenção mais individualizada – como estávamos acostumados no espetacular Colégio Canarinho e Sapiens, em Fortaleza.

Chegamos em casa, repassamos tudo para ele. Ele, às vezes se fazendo de indiferente, dizia: já sei como é. É assim nos filmes. Vou dar conta…

O esperado, ansiado e temido primeiro dia de aula das crianças

IMG_8846 IMG_8874 IMG_8839 IMG_8843 IMG_8844 IMG_8872 Duas escolas. Relativamente perto do apartamento (tem que ser), porém um pouco distantes uma da outra. Pela idade e pela localização, Ana Luiza foi para uma elementary school e Leo para uma Middle School. Na matricula, como já falamos em outro post, foi tudo bem em ambas. Vamos de uma por uma…

Na segunda, antes do início oficial das aulas, que seria numa quarta, houve a entrega dos horários. Momento em que fomos nos, pais e o aluno à escola. Para receber orientações. Foi bom que o Leo pode ver a Parkside Middle – coisa que ainda não tinha feito.

Uma fila, rápida, para entregar um documento de vacina que estava faltando (eles nos avisaram por email após a matrícula, e vacinamos numa farmácia Walgreens). E então, fomos a um ginásio da escola para pegar outras coisas. Na entrada, um garoto bem desinibido, de cerca de 12 ou 13 anos, já aborda o Leo e faz um discurso bem estruturado, convidando a fazer parte do grêmio da escola (Student Council). Falava bem ele. Leo, em princípio não quis, mas gostou da ideia. Deixamos, claro, a critério dele. Em seguida, no ginásio, conhecemos os professores dele, que se apresentaram muito simpaticamente enquanto distribuíram material. Pública e gratuita, mas algum material pessoal era pago. Os cadeados dos armários (quem têm que ter segredos), os cadernos de cada matéria, os uniformes de educação física. Opcionalmente, o livro do ano – com fotos oficiais da turma. Quisemos esse, claro, para registrar todo o período. Recebemos o que eles chamam de planner – uma agenda. A escola arrecada também vendendo casacos oficiais com sua marca. Não obrigatórios, mas desejados pelos orgulhosos alunos. Estava lá também o presidente da PTA (Parent-Teachers Association), que participa e opina ativamente na escola,e que também promove eventos. Estava ali recrutando novos associados. Nos engajamos. Demos uma volta pela escola com o Leo e fomos embora.

Chegou o primeiro dia. Deixamos o Leo. Ele, querendo ser o tempo todo independente, dizendo que já conhecia as escolas americanas, de tanto ver Drake & Josh, Manual de Sobrevivência Escolar do Ned, Diário de um Banana e outros seriados. Quis ficar logo só. Deixamos. Não houve tempo de eu entrar lá. Fomos deixar, então, Aninha (6 anos).

Chegando na escola dela, ela bem insegura, vimos logo a lista de alunos. Era cedo ainda. Já dava para ver naquela lista uma amostra de toda a diversidade da região. Nomes ingleses, sim. Mas também espanhóis, árabes, russos e de nacionalidades não de cara identificadas. Um deles, Lucas Costa…só podia ser brasileiro. Descobrimos que era. Da turma dela.

Entramos. Ela foi (conosco) para um fila. Onde, virados para o diretor, no pátio, todos repetem um juramento à bandeira americana. Me lembrou de meus tempos de colégio. Bonito de se ver. Em seguida, entrou na sala. Uma sal de aula grande, muito aparelhada, inclusive com computadores. O lugar dela já marcado. Um crachá na mesa com o nome dela. Muitos pais apreensivos (primeiro dia de aula). Isso, muito parecido. A professora nos pede, assim como a todos os pais, para deixar a sala. Ela, ainda apreensiva, fica.

Fomos então para uma reunião na “cafeteria”, da escola. Com o diretor. Ele apresenta aos pais as mudanças no plano de estudos, aprovadas pelo governo da Califórnia, e enfatiza a necessidade da presença. Coloca que o repasse de recursos do governo à escola depende da presença, da assiduidade. E que uma falta, alem de prejudicar o aluno, prejudica e escola e a todos os colegas. Uma abordagem prática e direta. Foi bastante aplaudido quando disse que iria ficar full time naquela escola Descobrimos depois que ele antes dividia o papel de diretor com outra escola das imediações, substituindo outro, mas que esse ano ira ficar só lá. E que tem a fam de excelente diretor. Apresentou também a presidente do PTA daquela escola. Conversamos com ela. Muitas opções a considerar. Inclusive dividir carona.

Pagamos o lanche dela. Paga-se por semana. E fomos para a escola do Léo, fazer o mesmo. A grande expectativa ficou para o momento de ir buscá-los. Mas isso fica para o próximo post…