Montando móveis 2. IKEA jokes.

ikea2 ikj1Foi relativamente rápido achar um apartamento. Já conhecíamos a região, sabíamos mais ou menos onde pesquisar. Já desde algum tempo vinha vendo na internet e fazendo alguns contatos, marcando visitas para Poá a chegada. O carro foi bom, sem burocracia e rápido. A parte prazerosa (tudo acaba sendo) de comprar os móveis foi legal. Mas montar móveis e arrumar, parece que não acabava nunca. Haja coluna vertebral!

Virei fã, reitero, da IKEA. Os manuais de montagem vêm sem uma palavra, pois eles vendem para o mundo. Só ilustrações, claras, elucidativas. O planejamento industrial passa pela forma de facilitar a montagem, sem influir no custo.

Os americanos gostam, lotam e até fazem piadas com a IKEA. Vi algumas (“pedi um sofá de couro pela IKEA.com. Mandaram um boi, um ralador e um manual ensinando a tirar o couro”). Ou a ilustração anexa, de uma entrevista de emprego na IKEA …

Anexas, fotos de minhas novas habilidades.

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As chaves, o lar, o choque!

IMG_8791 IMG_8859 IMG_8861Na quinta feira, dia 22 de agosto, recebemos as chaves. Havia uma plaquinha nos dando as boas vindas na entrada do condomínio. Felizes. Uma festa. Um passo a mais dado, uma solução. Boas vibrações. Passamos o dia em casa. Na casa nova. Montei o sofá, a mesinha. O apartamento já vem com os armários e a cozinha pronta. O condomínio é de uma limpeza impecável, tem piscina e academia. Já inauguramos a cozinha. Aparelhagem nova, bonita.

Tem meio que um quê de hotel. Mas pela praticidade, compensava. Já havíamos superado essa discussão. O problema são as paredes, meio finas, de madeira. É tudo assim, aqui. Isso daria um choque para nós, que detalho em seguida.

Eram 23:00 da quinta feira. Dia em que recebemos as chaves. Toca a campainha. Abro. O segurança do prédio, visivelmente constrangido e simpático até, diz que recebeu um pedio de um vizinho para vir aqui, pois estávamos muito barulhentos. Não havia música. Nem festa, nem nada demais. Apenas conversávamos alto. É verdade que já era tarde. E que as crianças correram muito pela casa e tomaram banho de banheira. E que não tínhamos mesmo noção do barulho. Mas no primeiro dia, isso foi um choque. De realidade. De frescura.

Ficamos na dúvida. Ainda não haviam as camas. Fomos, como já íamos, dormir no hotel. Mas com um gosto meio ruim.

No dia seguinte, falamos com a administradora. Nãoi havia denúncia formal, nada. Ela ficou meio chocada. Disse que deveria ter sido um problema do vizinho e não nosso. Que ela qeuria que fôssemos felizes aqui. E nós, claro, também.

Viemos  no dia seguinte. Pé atrás. Arrumar mais coisas. Mas deu tudo certo.

No sábado, 24/8, acabou o hotel. Nos mudamos. Foi todo o fim de semana, após mais uma dose de IKEA montando coisas. Dormimos. Tranquilo.

Furniture Outlet – o jeito chinês de negociar e americano de trabalhar

Uma parte dos móveis compramos numa espécie de Casas Bahia daqui. Coisa aparentemente boa e bem barata. Antes, pesquisamos exaustivamente e tínhamos ideia dos preços IKEA (ver post). Esses, além do preço descontado, contou com a grande disponibilidade de negociar da proprietária, chinesa, assim como todos os vendedores. O preço foi imbatível, os móveis eram vietnamitas (para eles a mão de obra chinesa já está cara) e pelo menos esses (camas e colchões) forma trazidos e montados em nossa casa.

Interessante ver a produtividade e treino dos trabalhadores que vieram montar. Dois chineses e um mexicano. Tudo sincronizado, rápido, cronometrado. Uma beliche, uma cama de casal, dois criados mudos, uma cômoda. Tudo montado em 1:30. Eu que estava me orgulhando de minhas habilidades com os produtos IKEA, fiquei impressionado.

 

Telefônicas e Tvs a cabo

 

Isso parece que é igual em qualquer lugar. A mesma sensação de monopólio e falta de alternativas. É e não é ao mesmo tempo. Se você opta por uma forma, seja cabo ou satélite, suas opções já ficam limitadas. Bom é que tudo aqui tem milhares de opiniões postadas em sites – e aqui na Bay Area, no Yelp (www.yelp.com). Opiniões que devem ser vistas com ressalvas, uma vez que é mais comum serem postadas críticas que elogios.

Mas, ao alugarmos o apartamento, nos foi dito que deveríamos providenciar a ligação da energia já em nosso nome. Coisa que fiz por telefone e foi rápido e tranquilo. E, se quiséssemos, a TV a Cabo e Internet. O condomínio recomendava a AT&T por já ser a da maioria dos condôminos.

A companhia de energia nos solicitou o Social Security Number, uma espécie de identidade que todos os cidadãos americanos e estrangeiros com autorização de trabalho têm. Nós, claro, não tínhamos.  E nem tínhamos histórico de crédito aqui. Algo que muitas empresas que fornecem serviços olham com cuidado. A PG&E (empresa de energia) ou exigia um depósito de US$ 120,00 para quem não tinha SSN ou histórico. Ou dispensava, caso concordássemos em fazer débito automático na conta do Banco. Optamos pelo débito automático. Tudo simples, pelo telefone. Nos dão um número de registro e tudo feito.

A TV a Cabo (AT&T) não. Exigiu um depósito não retornável, por não termos as referências. Tentei a TV por satélite (DirecTV). Que não fornece internet. Aí foi uma conversa looonga com um vendedor, que acabei descobrindo que o contrato teria multa caso rescindíssemos com um ano. A Comcast, concorrente direta da AT&T – que inclusive tem Globo Internacional, não instala no condomínio. A fornecedora de Cabo local (San Bruno Cable) tinha muitas reclamações no Yelp. Não tive coragem.

Acabamos ficando com o semi monopólio da AT&T (“the devil”, como chamam alguns americanos), pagando o tal depósito. Pelo menos o atendimento foi ótimo e o serviço instalado em 24 horas. Temos cabo e internet. Wireless. Mais barato, bem mais, que o que tínhamos no Brasil Mas deu um trabalhinho.

Já tava me acostumando com as coisas fáceis demais.

Ninguém é estrangeiro se todos são

As camareiras do hotel em que estávamos eram costarriquenhas ou filipinas. O gerente da concessionária de carros era iraniano. O vendedor, russo. Era filipino o instalador da At&T (conto adiante). O financeiro da concessionária era armênio, casado com uma brasileira. Uma das corretoras de imóveis era das ilhas Fiji. Chineses estão em todos os cantos aqui. Era de El Salvador um dos gerentes do hotel. Muitos indianos (inconfundíveis) na loja de móveis. Vietnamita um dos vendedores de carros. Chinesa a bancária do Citibank. Malaio o gerente do mesmo banco.

Impressiona a diversidade. Difícil acreditar no lado xenófobo dessa sociedade, se só se vê essa região. Mas nas outras vezes que aqui (nos EUA) estive, mesmo em outros lugares, só vi diversidade. Ela encanta. Ela atrai, ela impulsiona a economia e o pensamento. Não parece ser o mesmo país que exige o visto em um processo complicado. Como todos esses conseguem? Muitos claramente não tão qualificados.

Os microclimas da baía

IMG_8649Engraçado a previsão do tempo. Não tem a temperatura da cidade. Tem três: Coast, Inland e Bay. Sempre diferentes. Às vezes BEM diferentes. Dirigindo por aqui, a primeira vez que entendemos o porquê foi quando estávamos visitando apartamentos. Um dos edifícios, na localidade de Colma, pertinho do hotel, tinha um forte nevoeiro e era frio. Saindo de lá, em direção ao hotel, em San Bruno, sol e calor. Quando fomos a Walnut Creek, a temperatura era bem superior à de San Francisco e à de San Bruno. Quando dirigimos de San Bruno (onde fica o hotel) a uma residência que tinha uma garage-sale, em Daly City, a uns 10 minutos de carro, frio e neblina.

É uma baía. Tem terra e água por todos os lados. Na parte de terra, tem montanha que divide o ar que vem do pacifico do da baía. A temperatura da água do pacífico aqui é gelada por que passa uma corrente marinha que vem do Pólo. Essa corrente em contato com o ar quente forma neblina. Essa neblina esfria o ar, mas não passa da montanha. Resultado, um lado sempre com neblina, outro com sol. Um mais quente. Outro sempre ameno. Tudo isso bem pertinho. Isso se reflete no preço dos imóveis. E segundo o pessoal daqui, no humor dos habitantes de alguns lugares. E até nos apelidos depreciativos que dão, tipo “Daly Shitty” que escutei.

Dirigindo percebi claramente a neblina represada na montanha. Olhem a foto.

Tudo muito rápido… a propaganda de seguros na vida real

IMG_8847No dia seguinte ao domingo das visitas a algumas revendas de carros, recebo telefonemas indicando que o modelo que queria estaria disponível e me pedem para marcar um horário. Marquei no dia posterior, na revenda.

A segunda pós domingo no parque e IKEA foi improdutiva. Comparando com a atividade dos outros dias, pouco foi feito. Mas o organismo e a mente precisavam desse descanso.

Na hora marcada, chego na revenda. Conto a história (vim aqui no domingo, na segunda me ligaram marcando para hoje etc). O gerente (iraniano) vem me receber e indica um vendedor (russo) para buscar o carro. Ela vai e não acha. Mas se oferece para mostrar outros modelos. Desta vez, estava com Daniela. Ele mostra, mostra. Gostamos de um. Ele diz que o preço que está indicado pode ser descontado dependendo da nossa oferta. Fazemos test drive. Com ele no banco de trás. Digo que vou fazer uma oferta 5% menor. Havia pesquisado online. Tava bom. Ele diz que posso oferecer o que quiser. Ofereço bem menos (15%). O gerente não aceita. Negociamos. 12% menos. Aceita.

Fechamos. Acho que no nosso Brasil pagaria pelo menos o dobro no modelo de carro que compramos. Um Toyota Matrix (estou na Matrix) com bom valor de revenda. 2010.

Mas o melhor foi a rapidez do processo. Preenchemos papéis, dados, endereço. Fomos ao Banco e pegamos um cheque administrativo. E por telefone fizemos o seguro.

Por não termos carteira de motorista dos EUA, o seguro ficou caro. Mas cairá à metade assim que a obtivermos. Estava em nossos planos tirar carteira assim que chegássemos, mas outras necessidades se impuseram.

Combinamos com o cara da seguradora que em um mês tiraríamos carteira. O DMV (Detran local) aceita nossa carteira do Brasil. Por tempo limitado. Assim que tirar, cancelo o seguro e faço outro mais barato. Estou pagando por mês.

Em duas horas no máximo, após a compra do carro, saímos já dirigindo nele. Lembrei de uma propaganda da seguros no Brasil, em que o cara contava o processo de receber o seguro como quem narra um acidente de carro. “Foi tudo muito rápido”. Inacreditavelmente rápido, para quem está acostumado a uma burocracia às vezes irracional.

IKEA, IKEA 2 e mais IKEA

ikeaIMG_8743 IMG_8741 IKEA_boxes Quando fiz MBA ou um dos outros cursos executivos de que tive a felicidade de participar, foi citado como exemplo de sucesso a IKEA. A maior cadeia de móveis do mundo, baseada e levando ao extremo o conceito de faça você mesmo. Fiquei, desde então curioso para conhecer uma IKEA, pois não tem no Brasil. A chance estava próxima.

Com a perspectiva de ficar um ano, com um apartamento alugado com a cozinha montada e armários embutidos, faltava tudo o mais. E tudo o mais inclui camas, sofá, pratos, lençóis e outras coisas essenciais em uma casa. Me recomendaram a IKEA, mas eu iria lá mesmo que não me tivessem recomendado.

Levar ao extremo o conceito de faça você mesmo inclui você escolher o  móvel, anotar o número dele e pegar as caixas dele desmontado no gigantesco estoque da loja. Uma área só de caixas do lado do show room. Você pega, ninguém ajuda. Se a caixa é descomunal, é dividida em duas. Ou mais. Os carrinhos de carregar caixas são adequados e até o elevador (grande como uma sala, o maior que já vi), tem a porta do exato tamanho de para uma pessoa levando a maior caixa (de um sofá) passar por lá.

O show room da IKEA é imenso. Tok & Stok e Etna se inspiraram nela (com algumas ressalvas e adaptações). Cada produto tem um nome, sueco. Os menores se pegam na área chamada Market Place. Os maiores, no armazém anexo.

Mas por que comprar móveis, se se vai ficar um ano? Bom, tem que se comprar alguma coisa. Queremos receber hóspedes. Fomos a garage-sales, e garimpamos bons produtos. Tínhamos que criar uma rotina para as crianças estudarem. E se adaptarem. E pesquisei (Ebay, Amazon) que os produtos IKEA tem bom valor de revenda.

Eles, para fazer valer seu slogan “Affordable Design”, ou design acessível, retiram do preço boa parte de custos de mão de obra, armazenagem e transporte. Como? Deixando para o consumidor fazer. Você compra peças acondicionadas em caixas bem compactas. O que não toma espaço deles e economiza o transporte. Você mesmo retira as caixas do armazém (cada produto tem a indicação sobre que corredor e que compartimento do corredor está a caixa (ou as caixas). Algumas são BEM pesadas, o que pode causar desconforto.

Porém, é sensacional a loja. Gosto dessas coisas, sempre gostei de trabalhos manuais em casa e a ideia de montar um sofá me atraiu.

Aqui na região tem duas lojas IKEA, a de Palo Alto e a de Emeryville. Apesar de a de Emeryville ser geograficamente um pouquinho mais perto – ou menos longe – do hotel, eu já sabia que o caminho para lá é mais congestionado (atravessar a Bay Bridge).

Fomos à IKEA de Palo Alto. No primeiro dia só olhando tudo. Minha mãe ficou fascinada. Só ela…

Mais de IKEA, claro, em WWW.ikea.com

 

Domingo no Parque

IMG_8635 IMG_8673 IMG_8683 IMG_8687 IMG_8694 IMG_8695 IMG_8696 IMG_8703 IMG_8704 IMG_8706 IMG_8710No domingo, 18/ago, fomos todos ao Golden Gate Park. Dar um break na semana intensa e relaxar. Apesar do nome, não se vê a ponte de lá. Léo, nosso filho de doze anos me cobra desde a chegada uma ida ao principal cartão postal da cidade para tirar uma foto lá e postar no Facebook. Mas, ficaria para depois.

No parque, uma bela amostra da diversidade da cidade. Uma passeata de tradições indianas. Hare-krishnas, vegetarianos etc. Bonito, colorido. Diversificado.

O parque é imenso. Ficamos numa das áreas que tem playground infantil. Aliás, com brinquedos interessantes e impecavelmente mantidos. Fizemos um piquenique tranquilo e curtimos o dia de sol e calor.

No final, fomos à Golden Gate Bridge. Apesar do sol, do calor e do dia, não se via nada. Chegando perto era uma neblina tão forte que não dava sequer para saber se ali havia uma ponte. Leo ficou frustrado. Mas, foi uma boa semana. Quem espera que San Francisco tenha muitos hippies e alternativos, não se frustraria com aquela visita ao parque.

 

 

Primeiro Contato com o Mercado de Automóveis

Pertinho hotel,  já havia passado por uma revenda de carros. Fazia parte de nossos planos adquirir um carro, pois apesar da existência de transporte público na região de San Francisco, aqui ainda é os Estados Unidos e um carro é importante. E a Daniela ficaria mais em casa com o carro enquanto eu pegarei o BART para ir à escola.

Enfrentar uma categoria que sempre, mas com todo respeito, me causou uma certa desconfiança: vendedor de carros usados. Mas,tinha que ser, e foi. A abordagem é semelhante, mas a oferta imensa de modelos já obriga o cara te fazer algumas perguntas para “filtrar” sua necessidade e indicar o que ele tem disponível. Se não tem, orientar. Me surpreendeu positivamente. Ele não tinha, mas disse onde haviam outras revendas, e pegou meu telefone para, caso chegassem modelos próximos de minha necessidade, ligar.

Fui em outras revendas. Você chega, olha alguns carros e de repente aparece o vendedor. Os preços são mostrados pintados em cartazes, e uma espécie de crachá com os dados do carro é sempre pendurado no espelho. Eles parecem dar mais atenção à milhagem que ao ano do carro (“Toyotas rodam bem até 200 mil milhas, você sabe”). Não sabia, mas fiquei sabendo pela repetição. “Carros asiáticos vendem rápido aqui, ideais para você que quer revender em um ano” (leia-se Toyota, Honda e em menor escala, Nissan). Fui formando opinião. E bom que esses conselhos me foram dados por representantes de outras marcas. O da VW disse que carros europeus têm manutenção cara por aqui (VW e companhia)!

Deixei meu telefone em 5 revendas. E fui…tinha tempo e queria aproveitar o domingo.

Comemorando…

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IMG_8591Foram muitos sucessos na semana. Decidimos sair e levar a todos na City, para celebrar. Fomos, claro, a um lugar bem bonito, que já conhecia: o Pier 39. Mas antes, passamos de carro por alguns outros píeres e pelo local da America’s Cup de Iatismo, que está acontecendo aqui em San Francisco e que pretendo ver um dia, em breve. Mamãe e Nora, que às vezes achavam que tínhamos desembarcado da China, dado à grande quantidade asiáticos, se deslumbraram com o local.

Passeamos, jantamos. Vimos belas vistas e teve um friozinho digno do verão em SF também. Mas foi bom. Espero termos muito mais a comemorar em breve!

 

 

 

As escolas

No dia seguinte, fomos ao distrito educacional de San Bruno, onde fomos muito bem atendidos, e direcionados para a primeira escola, a da Aninha. Nossa ideia era pedir para ser matriculada em outra, melhor ranqueada, mas um pouco mais distante. Porém chegamos na escola indicada. Muito bonita, bem localizada, bem cuidada. Uma vista boa para o mar e campos amplos de educação física e parquinhos.

Chegando na recepção, uma recepção atenciosa e um atendimento espetacular, pelo próprio diretor (The Principal). Olham os documentos, checam a vacinação e o comprovante de endereço. Tudo perfeito. Em princípio, até achei que teria, como me disseram, que vacinar de novo contra tuberculose, mas não precisou. O diretor fez questão de dizer que fazi tudo para facilitar e não pedir nada que não fosse essencial. Não tive coragem de mudar para outra escola. Ele pediu para andarmos por lá, à vontade. Conversamos com a provável futura professora dela. A sala de aula, linda e estruturada, com computadores e tudo. Na hora, também identificaram outros alunos que falam português, caso ela precise. E disseram que ela vai ter reforço especializado de aulas de inglês para a idade dela. Tudo grátis, pelo sistema educacional da Califórnia.

Na escola do Léo, a mesma coisa. É outra, pela idade dele. Ótima recepção. Ótima impressão. Ótimo atendimento e profissionalismo. Também não precisou de vacina ou documento extra. O que levamos, já sabíamos pela pesquisa, deu certo. Ele também terá aulas de reforço de inglês.

Em breve, encontro com os pais e mestres. E o primeiro dia de aula.

Mais um passo, graças a Deus, cumprido.

E escolhemos o AP!

Coincidência ou não, gostamos muito dos apartamentos aqui em San Bruno. Bem mais perto de SF que os de Walnut Creek. Mais novos e mesmo mais agradáveis. A corretora era muito competente (aliás, americanos sabem mesmo vender).  Ficamos balançados. Fomos então ver as escolas locais. Como já era final da tarde,  estavam fechadas. Uma delas, bem ranqueada, nos passou impressão de abandono. Pé atrás…

Precisava então de uma Money order (como um cheque administrativo) para garantir o apartamento, mesmo que depois desistisse. . Fomos a uma agência do Citibank e descobrimos que qualquer agência de banco resolve coisas de outras do mesmo banco. O que é bom, pois queria tornar a  conta conjunta e não tivemos que ir até a primeira agência, muito longe de novo. Pena que a atendente, uma chinesa muito simpática, errou o nome da Dani e o processo demorou bastante. Mas,conseguimos e entregamos os documentos. Recebemos o contrato por email. Em casa (no hotel) lemos.

Chegando,pesquisamos mais sobre as escolas. A escola que vimos descobri que estava para se fechada, por isso a  impressão.

Lemos o contrato. Interessante com tem detalhes. Os americanos tem medo de processo, então tudo está ali. Até coisas interessantes, como “o condomínio não se responsabiliza caso haja desentendimento ou agressão de outra pessoa (residente ou não) contra você”. É óbvio, claro, mas está lá!

Para assinar o contrato, uma rubrica eletrônica. E uma assinatura segura eletrônica, por email, legalmente reconhecida. Sinceramente, algo muito prático e confortável. O amigo Carlos Sérgio iria gostar muito do sistema. Assinamos assim. E assim foi. Temos local para morar.

 

Quem se muda quer… casa

Na terça, já tinha locais para visitar. Antes de vir, fiz pesquisa exaustiva e documentada sobre preços e locais. Na seleção, tinham que ser locais não tão distantes, claro, da escola, ou pelo menos acessíveis de BART (trem urbano). Tinha que conciliar preço, proximidade, capacidade de alojamento, comodidade também para a Dani e boas escolas para as crianças. Escolas que, como falamos aqui, dependem, no caso das públicas, e É o caso, do local de sua residência. Ou seja, muitas variáveis que tornariam impossível se fazer a reserva à distância. Começamos, pois a maratona.

Existem aqui muitos complexos de apartamentos administrados por empresas especializadas em alugar. A administração profissional traz uma séria de vantagens, como experiência e comodidades incluídas, dentre as quais o serviço de reparo e manutenção até dos eletrodomésticos que vem no AP (geladeira, lava roupas, lava louças, microondas etc).

A dúvida era entre ficar num AP desses, que apesar de tudo pode dar  a sensação de estar em um hotel, ou ir para uma casa, mas estilo “sonho americano”. Dentro, claro, das nossas possibilidades.

O primeiro que vimos, era um espetáculo. As crianças de cara ficaram fascinadas pela piscina. Pelo silencio, pelos parques, por tudo. O espaço interno, muito bom. Mas… era muito longe. Ficou na lista, mas para ser avaliado em comparação. Perguntamos muito, dessa vez, ao vivo, sobre o processo de aluguel. Nos pareceu simples.

Fomos então para a cidade de Walnut Creek. Local que chegamos a visitar em março, que muito nos recomendaram e que tem excelentes escolas. A cidade é muito bonita, agradável e mais quente que San Francisco. Lá, vimos apartamentos de empresas de aluguel, mas nenhuma casa. Cada um deles tinha seus pontos positivos e claro, negativos também.

Todos gostamos da cidade, almoçamos por lá (porções gigantescas), e a busca foi se estreitando. Na volta, pegamos grande engarrafamento. Mesmo cansados e com Jet-lag, no hotel, a busca continuou.

No dia seguinte, havia reservado uma nova visita pela Internet. Um complexo de apartamentos que parecia unir as vantagens de todos os outros que tínhamos visto. Também em Walnut Creek. Lá chegando, tudo lindo. Mas, esse sim, parecia demais com um hotel. Era muito grande. Ficamos novamente na dúvida. Vimos mais uns dois depois. Chegamos, e não saímos mais do hotel.

Chegou a quinta. Um bom dia. Tínhamos mais algumas visitas programadas. Em complexos de apartamentos. A ideia da casa estava ficando mais distante. A comodidade dos apartamentos estava vencendo a batalha. Vimos um em Daly City, local que tinham  nos dito que era sempre frio e com neblina. Nesse dia, era mesmo. Vimos outro em South San Francisco. Cidade visinha a SF. Bom, também com suas vantagens e desvantagens. Por fim, por desencargo de consciência, marcamos  visita para o complexo de apartamentos em San Bruno – quase em frente ao hotel.

Apesar da pouca distância de Daly City e South San Francisco a San Bruno, aqui fazia sol…

Primeiro Dia em San Francisco – Ao trabalho!

Ficamos num hotel perto do aeroporto, como já disse. Mas, como bônus, sem sabermos, em frente a um shopping, que tinha tudo. Primeira tarefa da lista, selecionar uma companhia telefônica. Fomos à AT&T. Fácil, rápido. Fizemos três linhas telefônicas. Uma para mim, uma para Dani e outra para Norinha, que está conosco. Já temos, pois, números de celular.

 

Elas ficaram no hotel. Fizeram supermercado e eu, fui à City (como chamam San Francisco) para a agência do banco com cuja gerente já tinha trocado emails e marcado. Peguei o Bart (metrô) e um ônibus no qual tive contato com a excepcional diversidade humana dessa região. No Baco, tudo muito fácil. Muito simples, com o passaporte e o I-20 (formulário do visto de estudante) na mão.

 

Conta aberta. Já, de cara, pedi transferência de recursos de uma conta no Brasil para cá.

Primeiro dia: Supermercado, Celulares, Conta em Banco. Ambientação. Pouca burocracia. Boa receptividade. Coisas dando certo!