Passagens na mão

No dia da graça de 23 de maio de 2013, foi dado o passo concreto. Compramos as passagens. Com as facilidades de hoje, não parece nada demais. Comprar pela Internet é fácil, e pesquisar, pelo menos para mim, é prazeroso. Porém, com todas as particularidades de nosso caso, ficou um pouco mias complicado.Teve exaustiva pesquisa e telefonemas para várias empresas. Na maioria, o pessoal era despreparado para responder perguntas fora do convencional.  Vejamos:

    1. A passagem seria de longa duração. Tradicionalmente, passagens aéreas só valem um ano. Um ano após a data da compra ou após a ida? Os sites são pouco elucidativos a esse respeito. Descobri que algumas companhias praticam uma forma, outras, outra;
    2. Queremos levar cachorro. Por ser pequeno, bom que vá na cabine conosco. Até por que é uma longa viagem. Qual a política das empresas? Quanto cobram? O que precisa? Nisso a confusão é grande. Descobri que para levar um cão aos Estados Unidos é muito mais fácil que para trazer de lá. O Brasil é mais burocrático. Brincando um pouco, o Brasil é os EUA para os cachorros. Só falta pedir entrevista no consulado. Os EUA dão VISA WAIVER para eles. E as empresas?  As melhores são Delta e United (Não por acaso, americanas). Em outro post, detalho mais isso.
    3. Por  irmos com cão, é importante termos escalas mais demoradas no Brasil. Teremos  que fazer uma  escala.
    4. Termos companhia de familiares no período inicial. Minha mãe e prima irão e ficarão uns dias conosco, para ajudar. Para não cansar minha mãe e como elas vão voltar sozinhas, tem que ser um voo bem pensado.

Ainda teve um problema. Como minhas aulas lá começarão no dia 9 de setembro, e o governo americano diz que com o visto de estudante, devemos chegar NO MÁXIMO 30 dias antes do início das aulas, queríamos ir assim que desse. Ou seja, chegando lá dia 10 de agosto. Mas o pessoal da escola recomendou chegarmos dia 11 para evitar alguma dúvida. Sabe-se lá se o agente de imigração não sabe fazer contas e diz que chegamos antes de 30 dias. Pensamos, pensamos e resolvemos não arriscar. O bom de ir num sábado também é termos amigos para nos deixar no aeroporto. E dar uma choradinha de despedida com eles.

Em resumo, foram tantas particularidades, que acabei recorrendo a agente de viagem. No caso, fui procurar o STB (Students Travel Bureau), que tirou diversas dúvidas, nos atendeu bem e encontrou o que queríamos.

Passagens na mão. Vamos dia 10 de agosto. Um sábado. Chegaremos lá no domingo, dia 11 de agosto. Sobre essa chegada, tem mais… comentaremos futuramente.

“…To be where little cable cars

Climb halfway to the stars”

I left my heart in SF–Tony Bennet

Ele, o visto americano

Depois de recebermos os I-20. De preenchermos o interminável formulário DS 160, de marcarmos a ida ao Recife, de sermos entrevistados e voltarmos…chegaram os benditos passaportes com os vistos de estudante. De toda a família. Tudo certinho, inclusive as datas. Coisa que haviam me dito que eles erram muito. Melhor. Estava esperando por eles para comprar as passagens, e finalmente,  me sentir com algo mais concreto para uma contagem regressiva. Coisa, aliás, que já venho há algum tempo fazendo (o calendário de minha mesa de trabalho tem números minúsculos, escritos à caneta, quantos dias faltam para as férias e a semana última de preparação.

 

Após a aprovação dos vistos, eles dão dez dias para chegar. A remessa expressa (bem , não tão expressa assim) já está inclusa nas taxas pagas. Eles encaminham um email da DHL para rastrearmos os pacotes. Interessante que como todas as empresas do gênero, há um centro nacional de distribuição. O que quer dizer que um pacote postado em Recife, para Fortaleza, vai para São Paulo. E a ansiedade viaja junto.

 

Mas, chegou. Finalmente. E estava certo. Todos os posts foram feitos depois do visto chegar. Claro…

 

“…goodbye Grandma
I’m packing my dreams, in the back of my jeans
I got my VISA, damn! It ain’t come with a black card”

American Visa – Edward Prohaize Minta

A chegada dos I-20

IMG_7663Para se dar entrada no visto de estudante, é necessário que a escola onde você foi aceito mande um formulário chamado I-20. A pessoa da escola TEM que ser autorizada pelo governo norte-americano, sob pena de diversas infrações à Lei. Para a escola emitir esse documento, muitos outros devem ser enviados a ela antes. No meu caso,  não só extratos bancários, mas declarações dos bancos, assinadas pelos gerentes, atestando disponibilidade de capital. E declarações de bolsa de estudo e mais.

A escola que escolhi (e que me escolheu) é muito atenta e preparada para isso. Alunos de 135 nacionalidades estudam lá. Eles têm experiência e pessoal preparado para auxiliar neste trabalho.

Pois bem. Chegou no dia 24/04/13o I-20. Tudo certinho. Com ele na mão, poderia me cadastrar no consulado e agendar entrevista.

Mesmo já tendo o visto de turismo/negócios, e também já tendo ido algumas vezes aos EUA, eles exigem nova entrevista por que é um novo tipo de visto. E para esse, tem-se que pagar uma Taxa chamada SEVIS (Us$ 200), que serve para uma repartição de lá investigar a vida do estudante. Além de pagar também as taxas de visto, de US$ 160,00 por pessoa, para agendar entrevista,

A SEVIS só se paga uma vez, mesmo que seja um grupo (família). A outra taxa, uma por pessoa.

 

“Tem que ser selado, registrado, avaliado, rotulado

Se quiser voar (se quiser voar)…

Pra lua a taxa é alta,

Pro céu, identidade,

Mas já pro seu foguete viajar pelo universo, é preciso meu carimbo

Dando sim, sim, sim…”

Plunct, Plact, Zum – Raul Seixas

Os Aluguéis em SF

San Francisco é uma cidade famosa. Cantada em prosa e verso, querida pelos americanos. Bonita, cheia de ladeiras, com um ícone inconfundível – a Ponte Golden Gate. Com um trauma de terremotos e ameaçada permanentemente por eles. Sede de movimentos pelas liberdades civis, notadamente o movimento gay. Sede também de grandes inovações tecnológicas e do boom da Internet.

Mas há uma fama que não conhecíamos: é o local de aluguéis mais caros dos Estados Unidos. Mais caros MESMO. Em média, segundo os americanos, 170% mias caros que média do País. Isso nos fez procurar morar em cidades bem próximas de lá , e não lá mesmo.

Por que? Ora, por alguns dos motivos acima: lá não houve  crise forte, uma vez que a indústria de software não para de crescer. Que os maiores executivos e empregados de empresas como Apple, Twitter, Facebook, Google, Hp e outras moram lá.

 Aqui transcrevo o que diz o blog Pando Daily (www.pandodaily.com) : SF é um ímã para jovens do mundo todo. Vêm para lançar negócios (start-ups) e trabalhar em companhias das mais respeitadas e promissoras . Por isso a economia da cidade está bombando em diversos setores.

“Once again, San Francisco has become a magnet for the smartest, most creative young people in the world. They’re flocking to the city to launch start-ups and to work at the world’s most respected firms. Thanks to these workers and the companies and VCs that will support them, San Francisco’s economy — like that of the rest of the Bay Area — has been on a tear. Job growth is up, the real estate market is bustling, and lots of new businesses are starting up. The success is not limited to the tech industry — according to a new study, non-tech positions, including those in retail and construction, now make up three-quarters of the city’s new jobs.”

 

E por que a cidade mesmo tem 7 X 7 milhas. Uma área pequena. As construções são reforçadas por causa dos terremotos (isso encarece, dizem). Há um forte código urbano de edificações, há um bom sistema de transporte público. Sei lá. Há muitas razões. Só sei que a soma delas leva a esses preços. E empurra quem quer morar lá com a família para longe. Para cidades vizinhas. Ainda bem que o transporte é bom. E que, pela organização  americana, facilita o cálculo  do commuting (ida e volta).

Alguns comentários dizem que SF é uma cidade grande e importante que teima em ser pequena. Quer manter seu zoneamento, suas casas históricas, tem trauma de terremotos e por isso impede ou restringe ao máximo, com toda a burocracia possível, novas construções e construções altas. Alguns dizem lá que terremotos não deveriam ser impeditivo, pois se Tóquio pode ter arranha-céus, por que SF não? A solução, dizem muitos, é construir arranha céus mesmo.

Na minha opinião, se não o fizerem, os aluguéis é que vão “arranhar” mais ainda os céus. E a cidade vai se descaracterizar, com a expulsão dos alternativos e artistas para outras paragens. Sobrarão apenas os “Techies” e nerds. E a cidade da diversidade ficará um saco.

Sobre morar lá, gostei de um blog de um americano que se mudou para SF. A respeito dessa cruel característica da cidade ele é taxativo: Rent is INSANE (os aluguéis são INSANOS!). Vejamos o que ele diz:

Rent is insane.

“The first thing you’ll notice when you get here is the sticker shock on rent. This is the most expensive city to live in now and only Manhattan is in the race with them. A studio is now over $2,000 a month in most parts of the city and even with roommates you’ll end up paying $1,000-$1,500 a month for a place pretty much anywhere in town. I just looked up the building I moved into April 1, 2012 and as of January, 2013 the rent is up $700 a month for a 2 bedroom apartment”

 

“Pouco dinheiro pra poder pagar
Todas as contas e despesas do lar”

Marvin –Titãs

A visita a San Francisco

012141182aAprovado. Interessado. Aparece feriado. E promoção. Novo voo da TAM/LAN, de São Paulo a San Francisco, via Lima. Tudo na hora certa. Resultado. Agendamos uma semana em SF, para reconhecimento. Marcada com antecedência, a viagem, deu tempo de pesquisar hotel, e ainda aproveitar as amizades virtuais no Facebook para “anunciar minha chegada”. Planejamento rigoroso e detalhado do que íamos fazer. Sim, por que fomos eu e Daniela.  De 22 a 30 de março deste ano (2013). Com feriados aqui no Ceará na segunda (25) e na sexta (29).

Esse tempo foi muito bem aproveitado. Conhecemos a cidade, a escola, alguns bairros. Com carro alugado, visitamos bairros, conversamos com moradores e corretores. Aprendemos IN LOCO sobre aspectos pitorescos do local. Vimos casas e tipos de construções. Visitamos uma escola de crianças em um dos locais que gostamos. Perguntamos como é a adaptação de uma criança estrangeira – no caso era uma Elementary School, para a Aninha, em Walnut Creek (http://www.walnutcreeksd.org/murwood) . Eles, muito profissionais e atenciosos, nos tranquilizaram a respeito.

No contato com uma corretora, visitamos uma casa para alugar. Até gostei dela. Perguntamos sobre os papéis necessários. Seria muito bom ter a casa certa quando chegássemos de vez. Mas depois descobri outras melhores e desisti de encaminhar.

O preparo foi tanto que também pelo Facebook entrei em contato com casas espíritas de lá. E na ida, marquei a visita a uma, no domingo. Até com isso nos preparamos, para não sentir falta. A casa se chama “Nosso lar Spiritist Society”, fica em San Leandro e é, claro, dirigida por brasileiros. Há outras também. Foi um momento aconchegante e bom – também por ter conhecido o pessoal de lá – e com quem, como o mundo é pequeno, temos conhecidos comuns. Como o amigo Márcio Roger Braga.

Teve um fato interessante. Era domingo, trânsito tranquilo. E na ponte entre San Francisco e Oakland (não é a Golden Gate, é a Bay Bridge), pisei mais forte no acelerador,e adivinhem: cena de filme. A polícia sai do nada, vai me seguindo e gritando no megafone para eu sair da ponte e me dirigir a um local de parada. Lá, eu ia saindo do carro e Daniela disse: “nunca viu seriados americanos? NÃO saia do carro em hipótese alguma”.

O policial, em princípio foi grosseiro por que eu não abri o vidro quando ele empunhou o megafone (eu não sabia que tinha que fazer isso) e, por consequência, não entendi direito os comandos dele. Mas, eu, calmo, expliquei que era de fora, que não fiz por mal. Ele não me multou e amansou. Passado o susto, virei uma “lesma” na estrada. Aprendi a lição e aprendi também que o GPS informa não só a velocidade do carro, mas o limite naquele trecho. Pô, eu não sabia disso. Não viverei lá sem GPS.

Sentir a cidade dá outra visão. Grato por que pude fazer isso. Apesar de todas as facilidades da Internet, estar lá é incomparável. Descobri até os microclimas dos bairros, graças a amigos que fizemos pelo Facebook, um casal de brasileiros que mora lá há 9 anos e conhece bem tudo. Vimos  tipos de condomínios e mesmo o que eles não gostam, por exemplo, em Daly City (o fog, a neblina constante). Vimos o lado melhor da baía, como é a praia, alguns restaurantes.

E entramos pessoalmente na IKEA (www.ikea.com). A maior cadeia de lojas de móveis do mundo. Um caso de sucesso que estudei no MBA. Um espetáculo – que inspirou as nossas Tok Stok e Etna. Ver uma Ikea ao vivo não tem comparação. Em post futuro, quando estiver já lá, com certeza voltarei a falar nesta loja. E olhe que eu não sou (ou não me acho) consumista. Mas lojas de móveis e coisas para casa me agradam muito.

Ver a cidade sem a ótica de turista é outra coisa. Embora a Dani não conhecesse ainda e fomos, em alguns momentos, um pouco turistas, foi diferente.

 

“If you’re going to San Francisco

Be sure to wear some flowers in your hair

If you’re going to San Francisco

You’re gonna meet some gentle people there…”

Scott MacKenzie – San Francisco

O Plano de Preparação – com tecnologia

 

Acredito que, apesar de trabalhosa e detalhada, toda a preparação para uma mudança dessas é infinitamente menor se comparada com o que se fazia antigamente, sem os recursos tecnológicos de hoje.

Pela Internet pesquisei tudo sobre a cidade. Seus bairros, preços, tipos de moradia, escolas etc. Claro que nada se compara com estar lá pessoalmente, mas a informação básica já tenho. Pelo Facebook, entrei em uma comunidade: “Brasileiros em San Francisco”, fiz amizades virtuais e conversei com muita gente, recebendo dicas preciosas. Aliás, um destaque: a comunidade é ativa e tem muita gente boa e disposta a ajudar.  Devem existir comunidades semelhantes em outras cidades.

Descobri também um site, uma empresa, que organiza eventos e encontros de expatriados em diversas cidades do mundo. Chama-se Internations.org. Expatriados  têm necessidades semelhantes, e uma delas sempre é a de se enturmar. Muito boa a iniciativa. Para se associar basta preencher seus dados, e para ser membro especial, pagar uma taxa.

Descobri também um aplicativo chamado TRULIA (WWW.trulia.com) que se revelou sensacional para San Francisco. Ele mostra casas e apartamentos anunciados, com fotos e preço. Escolas do local, com notas da escola (dadas por diversos critérios, site www.greatschools.org) e área de abrangência geográfica, um mapa da criminalidade no local, com as últimas ocorrências e de que natureza eram, quais as comodidades que existem e até um tal “Walkability Index” – usado para medir que serviços se encontram a uma distância a pé. Gostou do imóvel? É só clicar que ele já manda email em seu nome direto para o corretor. Até o Street view do Google da rua tem. Dá para se sentir lá. Um espetáculo.

Outra coisa boa que San Francisco tem , como “capital nerd” do mundo, é o Yelp (WWW.yelp.com) . O Yelp é um site de opiniões. Simples. Que tem, acredito, em vários lugares. Mas além de ser de lá (SF), tudo em SF é resenhado á exaustão pelo Yelp. E eles muito se guiam pelas opiniões lá contidas. Até sobre lugares e condomínios para morar.

Sobre esse assunto, lugares para morar, descobri também o Berkeley Parents Network (BPN), organização  voluntária que analisa, do ponto de vista de pais responsáveis, as condições de um local para criar crianças. Para alguns americanos, eles são excessivamente críticos e neuróticos. Mas sua opinião influi e para mim, se soma a outros recursos na hora de escolher o local para morar. E para entender a cultura de lá.

“Hey, I’m on that geek, geek,
Freaking technology technique.
Yeah, I flow tight, never leak,
I’m the future with a bunch of antique”.

Geekin’ – Will.i. am

Non Disclosure Agreement (Acordo de Sigilo)

O que a escola concede, sou proibido de divulgar. Eles têm razão. Mas o staff de lá, inclusive o reitor, são excelentes. A história da Hult (www.hult.edu) é muito boa. Começaram como Arthu D Little Business School e hoje são considerados a maior escola de negócios do mundo, com campi em diversas cidades (San Francisco, Boston, Dubai, Shangai e Londres). Tem crescido e aparecido em ranking internacionais de peso, como o da The Economist e do Financial Times. Pessoas de mais de 135 países estudam lá. E num dos rankings, são a primeira do mundo em incremento salarial pós curso.

Mas não podia acreditar somente em informações oficiais da própria escola. Fui atrás também em fóruns, descobri ex alunos e mesmo críticos, para formar minha opinião. Mais uma vez, o Facebook muito ajudou. Entrei sem ser aluno em grupo de alunos de lá. O do MBA, o do MSE e outros. Isso tudo me ajudou a fortalecer a decisão. E, aliás, eles são espetacularmente ativos no Facebook e Twitter.

Aceito, sacramentado e juramentado.

“…Tomorrow will be too late,
It’s now or never
My love wont wait….”

It’s now or never – Elvis Presley,

A jornada

Tudo hoje começa na Internet. E foi lá, após um “susto” no trabalho que comecei a minha busca. Tinha a lista. Tinha o sonho. Tinha algumas habilidades.  Tinha vontade. Por que não?

O que havia de disponível? Mestrados e doutorados científicos, acadêmicos. Muito demorados. Não conseguiria Me manter a não ser que coseguisse bolsa do CNPQ. Não que achasse que não conseguiria, mas não pensei em foco acadêmico. Pensei em algo mais próximo do MBA, com forte orientação à experiência, a casos de sucesso e a networking. Mas, já havia cursado aqui um MBA Executivo, pelo IBMEC. Uma grande escola, um grande resultado. Uma grande experiência. E também diversos cursos executivos, como o PDE (Programa de Desenvolvimento de Executivos) da Fundação Dom Cabral. Uma escola Top. Também uma experiência e oportunidade excepcionais.

Um outro MBA, apesar de todo o diferencial de ser no exterior, não acrescentaria muito. E nem era, de fato, o que eu mais buscava.

Pensando em algo mais significativo com os meus anseios (salvar o mundo, ajudar a humanidade, sei lá, algo por aí), descobri o mestrado da Hult Business School. Um ano de duração, focado em Empreendedorismo Social. Com um projeto no final de aplicação prática em organizações (LEAP). Com um prêmio mundial para iniciativas que resolvam problemas sociais, bastante divulgado por Bill Clinton. Gostei. Era isso.

Mergulhei de cara. E para me testar, me inscrevi para fazer o GMAT e o TOEFL. O GMAT (Graduate Management Admissions Test) é uma prova feita em computador, de raciocínio lógico, bastante interessante e complexa. Feita por escolas de negócios americanas. Feliz em saber que aqui em Fortaleza havia um local em que eu podia fazer a prova.

O TOEFL (Test of English as a Foreign Language) avalia as habilidades com a língua inglesa. Em nível de proficiência e capacidade de compreensão de aulas.

Em ambos me dei até bem. E passei a receber ofertas de diversas escolas de negócios americanas e inglesas.

Mas o processo estava apenas começando. Tive que fazer uma justificativa (Personal Essay – Ensaio Pessoal)  de por que queria fazer aquele curso. E pedir cartas de recomendação de pessoas que trabalharam comigo.

Fiz a justificativa. Pedi  as cartas. Uma foi a de um ex presidente do Banco em que trabalhava. Outra, a um ex professor de um curso de especialização que fiz. Ambos, doutores. Por gentileza deles, foram muito abonadoras.

Fui selecionado. E me qualifiquei para uma bolsa. Mas para isso… mais uma carta pessoal explicando por que eu mereço a bolsa. Que diferença vou fazer à humanidade e ao meu trabalho quando voltar…

 

“Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai”

Tente Outra vez –Raul Seixas

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O momento

 Conjuntura atual. O dólar relativamente acessível. Embora em subidas e descidas. As economias desenvolvidas patinando e precisando de recursos. As grandes universidades fazendo marketing de seus rankings e reputação.  Um sentimento de vontade de mudar algo na trajetória e carreira. A observação de outros que já trilharam esse caminho.  O sonho. A ideia de muito ter contribuído com a organização que trabalho, no campo que escolhi. Um contexto de reviravolta na empresa. Uma inquietação espiritual. A hora.

À luta…

Tentei.

“Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol, nem vento”

Ponteio- Edu Lobo

O Filme “Antes de Partir (Bucket List)”

Quem viu o filme “Antes de Partir”, com Morgan Freeman e Jack Nicholson? Embora de certa forma previsível, dá uma boa lição de vida. A sinopse é:

 “Você só vive uma vez, portanto, por que não viver com estilo? Essa é a conclusão a que chegam dois pacientes portadores de câncer internados em um mesmo quarto, um irritável bilionário (Jack Nicholson) e um simplório mecânico (Morgan Freeman), quando recebem as más notícias. Cada um deles monta uma lista de coisas a serem feitas até o momento derradeiro, e juntos saem mundo afora para viver a maior aventura de suas vidas. Salto de pára-quedas? Perfeito. Pilotar um Mustang Shelby em alta velocidade? Feito. Admirar a grande pirâmide de Khufu? Feito. Descobrir a alegria em suas vidas antes que seja tarde demais? Feito! Sob a competente direção de Rob Reiner, estes dois astros oferecem interpretações de corpo e alma nesta inspirada saudação à vida, que prova que o melhor momento para se viver ainda é o agora”.

Pois é, como muitos que viram o filme, montei minha lista. Só que ela não era apenas prospectiva. Era retrospectiva também. Ou seja, fiz um exercício pessoal de me lembrar, até onde eu pude, quais eram desde pequeno minhas aspirações pessoais e dividi em três colunas: Metafísica, Pessoal e Material. As coisas se confundem um pouco nas colunas, mas é uma classificação minha mesmo. E o acompanhamento se dá por cores: Realizada, Em andamento e Ainda não cumprida.

Guardo comigo a lista. Interessante ver que muito já realizei, e que muito está em andamento.  É um bom indicador. Bom ver ainda, que desde que fiz, há mais de 5 anos, não mais revisei no sentido de mudar o conteúdo, apenas para marcar o que foi feito. Uma vez por ano.

Não dá para mostrar aqui, por ser muito pessoal. Apenas para deixar como sugestão. Como exemplo de cada categoria, cito:

Metafísica: Ter certeza de que existe algo maior (realizada)

Pessoal: Encontrar companheira Física e Intelectual. Constituir família (realizada)

Material: Ver a cidade que moro de helicóptero (realizada) – Realizaei quando ganhei um concurso de frases de um shopping, sobre o dia dos namorados. Eu e minha mulher vimos Fortaleza de helicóptero…

Não vou dar mais exemplos. Mas o interessante é que na categoria pessoal tem também:

Morar em um país de primeiro mundo, pelo menos por um ano. (ainda não realizada)

Fazer Curso em instituição estrangeira (ainda não realizada)

Ter amigos em vários países (em andamento) – Já tenho alguns.

Acredito que com esse curso, essas três ganharão o status de “realizadas”.

 

“O futuro é um labirinto pra quem não sabe o que quer
Então tente se levar pra uma outra dimensão
Mas não se esconda atrás de uma razão
Então vai, fazer o que te faz feliz”
O futuro é um labirinto – Chalie Brown Jr

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Como organizar tudo? A mania de fazer listinhas

À medida que vão se somando atribuições e responsabilidades, e na mesma ou maior proporção, a memória não vai dando conta, a gente se obriga (pelo menos eu me obriguei) a usar de subterfúgios para organizar o que fazer. Nunca li os tais “Sete hábitos das pessoas mais eficazes”, mas descobri que um deles é que já faço desde muito tempo: dividir tarefas, fazer listinhas, montar projetos, classificar ações. 

Daniela até acha que às vezes me escravizo a essas listinhas. Mas como elas me ajudam!

E agora, com a  ajuda da tecnologia, a arte de fazer listinhas foi ao paraíso. Com a sincronização de gadgets com Iphone, Ipad e computadores de mesa, o que você escreve uma listinha, imediatamente aparece nas outras sincronizadas. O aparelhinho lhe avisa de compromissos e tarefas daquele dia. O micro do trabalho conversa com o Iphone, que conversa com Ipad e todos com o micro de casa. Isso é uma beleza.

Para organizar um projeto complexo, como está sendo essa mudança, não há nada melhor. São tantas coisas, tantas responsabilidades e ações, que a listinha está enorme. Dá até para se gabar mostrando para algum amigo ou conhecido.

Ao longo deste blog, a importância dessa organização será evidenciada. Uso muito uma App chamada Things, disponível na Apple Store.

 

“Eu juro que é melhor
Não ser o normal”

Balada do Louco – Mutantes

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A visita ao Vale do Silício

Trabalhando em um anunciante de peso, pelo menos em nível regional, associado à ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), no início de 2011 veio um irresistível convite da Associação para uma visita conjunta de trabalho de representantes  dos maiores anunciantes do País ao Vale do Silício. As grandes empresas do mundo digital estão lá sediadas e era interessante para elas mostrarem aos anunciantes do Brasil, promissor e emergente mercado, o que tinham a oferecer. Assim como era interessante para nós, conhecer o que elas tinham a oferecer como veículos de mídia.

Nasceu assim a ABA USA Trip. E fiz parte dela. Como grupo, visitamos inicialmente a Microsoft em Seattle. Um mundo de empresa. Depois, já no Vale, fomos ao Google, Yahoo e Facebook. Nessas visitas as empresas nos trataram muito bem e percebemos, principalmente no Vale, a cultura de inovação, de mudar o mundo, de liberdade criativa, de otimismo. Algo convidativo e inspirador.

                Prometi a mim mesmo que ainda voltaria para aquela região.

“Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje”

Pela Internet – Gilberto Gil

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