As referências

O que vem a mente quando imaginamos estudo fora? Pensamos, pelo menos eu penso, na infância, do “maravilhamento” que eu sentia quando algum conhecido ia e voltava com todas aquelas novidades, brinquedos de último tipo, fotos na neve e fluência no idioma. Geralmente inglês. Na adolescência, a referência eram os filmes americanos de universidade. Tão comuns e uniformes. Na idade adulta, a referência muda um pouco. A excelência na educação, o foco na prática. A internacionalização do conhecimento, a ampliação da rede de contatos, o aumento da empregabilidade.

Pois bem não pude ir na infância nem na adolescência. Mas na idade adulta, o meu trabalho e interesses me proporcionaram a chance de viajar, muito. E conhecer pessoas, e praticar idiomas, e ver ao vivo imagens de sonho e de realidade de outras nações. Até fotos na neve eu tirei (!). Para um cearense, isso é uma glória. As referências se sofisticaram. Mas a vontade de experimentar a educação dita “de primeiro mundo” continuou.  Essa vontade não passa com passeios meramente turísticos. Acrescida, agora da vontade de proporcionar aos meus filhos a experiência que eu não tive. Normal. Humano.

Para mim, a educação, os serviços, a rede de contatos. Para eles, a escola, o idioma, os amiguinhos, os filmes americanos de universidade. E, é claro, a neve. Não como passeio, mas como normalidade em algum momento do ano. Embora, eu sei que na cidade de nossa escolha, San Francisco, não neva. Pelo menos, com frequência.

 

Superhighways, coast to coast, easy takin’ anywhere

On the transcontinental overload, just slide behind the wheel

How does it feel when there’s no destination that’s too far?

And somewhere on the way you might find out who you are

Living in America – James Brown

Posted by

Permalink 2 Comments

Por que “Família Atlântica”

Somos um casal, Daniela e Eduardo, com um casal de filhos, Leonardo e Ana Luíza. Léo tem hoje 11 anos. Aninha tem 6. E Anakin, nosso cãopanheiro, é um maltês branquinho que em 8 meses de vida se tornou um fiel e querido membro da família. Que irá conosco (faremos de tudo para ele ir) nesta empreitada.

Somos cearenses, atlânticos. Não tanto de ir à praia – que até vamos. Mas de tanto contemplá-la e vivenciá-la de diversos pontos de nossa cidade. Que respira a existência do mar, mesmo sem que se necessite por os pés nele. Em Fortaleza, o mar está nos restaurantes, na musica, na corridinha para se ficar em forma, nas piscinas de clubes das quais o contemplamos. No Beach Park que tem nele sua razão. Nos cartões postais, nos hotéis, em tudo o que se mostra da cidade aos olhos externos. Olhos que  pensam, muitas vezes que nós, que aqui moramos, vivemos na praia.

Vivemos a praia, sim. Constantemente. Mas não NA praia.

 

Eu venho das dunas brancas
Onde eu queria ficar
Deitando os olhos cansados
Por onde a vista alcançar
Dunas Brancas –  Ednardo

 

Posted by

Permalink 2 Comments

Por que “À Beira do Pacífico”?

Por que vamos a San Francisco. À Bay Area. – região da Baía de San Francisco. Que fica na margem do grande oceano.  E por que lá? Bom, isso é um boa história.

Sou Eduardo. Mistura nem sempre harmônica de sonhador, determinado e planejador  metódico. Que sempre teve a vontade de conhecer outras culturas. E que para realizar esse sonho, teve a felicidade de ganhar (ou conquistar) da providência muitas oportunidades. Que foram desde a chance de estudar outras línguas, à de visitar de fato alguns países. De fazer amigos à distância – nos longínquos tempos do Pen Pals (alguém sabe o que é isso?) aos instantâneos da Internet e da queda de preço das passagens aéreas.   Pois bem, essa cara (que “sou eu”) ainda se casou com uma professora e coordenadora de curso de inglês. Que narrou como uma das mais fantásticas experiências de sua vida um rico ano vivido na Austrália, em intercâmbio.

Soma-se a isso uma trajetória profissional cheia de lutas, conquistas e, é claro, aprendizado. Feliz trajetória, por ter tido tudo isso.

Após uma especialização (Economia, UFC, 2000), um MBA (Gestão de Negócios, IBMEC, 2007) e com algum tempo sem colocar os pés nos bancos escolares, já estava sentindo falta de ir a algum lugar com livros e mochila. Comecei então a pesquisar e descobri um Master Degree americano que casava muito minhas pretensões e possibilidades. Daí, foi entrar de corpo e alma no processo. Que detalharei em outro post.

 

“You could travel the world
But nothing comes close
To the golden coast
Once you party with us
You’ll be falling in love”
California Girls – Kate Perry

Posted by

Permalink 2 Comments

O sonho

Quem não pensa no que vai ser no futuro? Se é menino, é bombeiro, astronauta, médico, engenheiro, policial. E quem dentre os que pensam nisso (todos), tenta de alguma forma por em prática? Ou deixa “vida me levar”  para o que der?  A gente escolhe algumas coisas e se conforma com outras. Alguns lutam bravamente para dar sentido à existência. Outros esperam que a existência em si mostre esse sentido. Todos temos um pouco de cada, em muitos momentos da vida.

Como todos, também pequeno pensei no que queria ser. Dei cabeçadas. Gostei de uma área. De mais de uma. Segui-a. Consegui de certa forma progredir nela. Empreendi, arrisquei. Realizei-me muito.  Uma das coisas que sempre gostei foi de conhecer outras culturas. Me fascinava a ideia do intercâmbio –coisa que não pude fazer na  adolescência. Mas, mesmo sem ter feito, como já postei, fiz amizades e conhecidos fora. E até morei em outro estado, por 5 anos, o Rio Grande do Sul, de onde tenho as melhores lembranças e excelentes amigos.

Mas, mais velho, marido e pai, profissionalmente estabelecido, será que ainda dava para fazer o intercâmbio? De que forma?

Enquanto há vida há esperança. Havia sim.

“Há tempos tive um sonho”
Há Tempos – Legião Urbana